Mundo
02/05/2008 - 17h14

Análise: Hillary Clinton concentra suas forças nas primárias de Indiana

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

Os problemas de Barack Obama caíram do céu para Hillary Clinton, fazendo com que tomasse o impulso necessário para encarar com força as primárias de terça-feira na Carolina do Norte e em Indiana, um Estado no qual precisa ganhar.

Diferentes assessores de Hillary deixaram isso claro nas últimas semanas: a derrota em Indiana representaria o fim das ambições presidenciais da senadora democrata.

Nomes como James Carville, assessor da ex-primeira-dama e grande aliado dos Clinton, foram inclusive além e previram que o aspirante que vencer em Indiana, um Estado incrustado no coração do país, obterá a candidatura presidencial democrata.

A campanha da senadora falou menos da Carolina do Norte, onde Obama desponta como claro favorito.

Seja como for, e embora longe de fazer previsões tão enfáticas como as de Carville, os analistas coincidem na importância das primárias da Indiana para Hillary.

"Não há a mínima dúvida de que precisa ganhar", disse à Agência Efe Thomas Schwartz, professor de história da Universidade Vanderbilt, que afirmou que, caso contrário, "Hillary teria que se retirar".

Para a tranqüilidade da senadora, as pesquisas indicam que ela está na frente nas intenções de votos em Indiana.

O Real Clear Politics, um site que reproduz pesquisas, concede à senadora por Nova York uma vantagem de seis pontos percentuais após fazer uma média de 16 enquetes diferentes.

James McCann, professor de Ciências Políticas da Universidade Purdue (Indiana), afirma que não se pode precipitar, já que ainda há um grande percentual de indecisos que poderiam dar seu respaldo a Obama, que é bem conhecido em Indiana por ser senador do estado vizinho de Illinois.

Mesmo assim, existe o consenso de que Hillary atravessa seu melhor momento em meses.

"Sinto-me bem. Avançamos dia a dia", afirmou na quinta-feira em um comício em Kentucky.

A vitória em Indiana não fará com que a senadora desbanque Obama, que, aconteça o que acontecer, ainda terá mais delegados, mas sim lhe permitiria alegar à elite do partido que é ela que tem mais chances de vencer as eleições de 4 de novembro.

Essa elite, um grupo de 800 pessoas conhecidas como os "superdelegados" (líderes do partido e funcionários eleitos), poderiam ter a última palavra na disputa, já que nenhum dos dois pré-candidatos democratas obterá os 2.025 delegados necessários para conquistar a candidatura presidencial.

Nessa linha, Hillary afirma que foi capaz de vencer nos maiores e mais importantes estados, como Ohio e Pensilvânia, e que atrai grupos de eleitores que serão decisivos, como a classe operária.

Sua vitória em Indiana reforçaria essa impressão.

Da mesma forma que na Filadélfia, Hillary ganhou terreno em Indiana, um Estado conservador famoso por suas plantações de milho e sua paixão pelo basquete e pelas corridas de automóveis, com uma mensagem populista que encontrou eco na classe operária.

Indiana é um Estado mais "branco", menos educado e mais pobre que a média do país, características demográficas que favorecem a campanha de Hillary.

Além disso, seus habitantes não são muito favoráveis a mudanças, mensagem central da campanha de Obama, e estão desiludidos com a perda de postos de trabalho, o que permitiu que a promessa de Hillary de que criará "trabalhos, trabalhos, trabalhos" seja bem acolhida.

Mesmo assim, não falta quem chame a atenção para o fato de que seja Hillary, que cresceu em uma família abastada e faz parte da elite política de Washington, a favorita da classe operária, e não Obama, um negro de origem humilde que lutou para conquistar tudo o que tem.

"É realmente interessante", disse Schwartz, que reconheceu que Obama tem muito mais apelo com a classe intelectual.

"Eu diria que aqui na universidade, 80% dos professores respaldam Obama", afirmou o especialista.

Resta ver qual das duas forças será a que vai se impor nesta longa e árdua luta pela candidatura presidencial democrata.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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