Mundo
02/05/2008 - 19h00

Obama e Hillary disputam voto de militares dos EUA

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Colaboração para a Folha Online

Em meio a uma disputa acirrada, onde cada voto é importante, os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama, passaram a batalhar pelo eleitorado de Fayetteville, uma cidade essencialmente militar.

Fayetteville, na Carolina do Norte, tem uma imensa base em Fort Bragg e um mote que diz "História, Heróis e um Sentimento de Estar em Casa". Assim como outras cidades do Estado, os democratas de Fayetteville vão às urnas na próxima terça-feira, 6 de maio.

Mas Obama e Hillary também esperam conquistar espaço entre os militares do restante do país, tradicionalmente um eleitorado mais propenso a votar nos conservadores republicanos --tendência que será ampliada pelo fato do provável candidato republicano John McCain ser um veterano da Marinha e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã.

AP
US Democratic presidential candidate Hillary Clinton (D-NY) listens to a question as she campaigns in Brownsburg, Indiana town hall May 1, 2008. REUTERS/John Gress (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA) --- Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks with senior citizens during a meeting at Oak Point senior community in Columbia City, Ind., Thursday, May 1, 2008, in anticipation of the state's May 6 primary. (AP Photo/Jae C. Hong)
Os pré-candidatos democratas, senadores Hillary Clinton e Barack Obama

Os democratas apostam em eventos de campanha nas quais propagam as promessas de retirada das tropas no Iraque para o voto de alguns membros das Forças Armadas e, principalmente, as famílias dos militares.

"Eles estão cansados da presença militar lá. Agora chegou a hora de voltar", disse Rebecca Rebrook, coordenadora voluntária da representação em Fayetteville de Hillary à agência de notícias Reuters.

Rebecca, cujo marido serviu no Exército durante 20 anos, disse que Hillary beneficia-se do apoio de ex-membros importantes das Forças Armadas, como o general aposentado do Exército e ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Hugh Shelton, nascido na Carolina do Norte.

"Esse é um ponto muito positivo para ela", afirmou Rebrook.

Mudanças

Hillary apareceu ao lado de Shelton na semana passada em Fayetteville, lar do Comando das Operações Especiais do Exército bem como da famosa 82ª Divisão Aerotransportada, cujos membros vêm sendo mandados para servir no Iraque e no Afeganistão.

Em campanha por Hillary, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton realizou um comício nesta semana em Hope Mills, uma cidade próxima.

Um homem vestido com um uniforme de capitão do Exército e presente no evento de Bill Clinton disse que havia chances de os soldados votarem nos democratas neste ano porque estão desiludidos com o Iraque, onde 4.056 militares dos EUA morreram desde o começo da guerra, em março de 2003.

"Os militares estão esgotados, cansados. É preciso haver mudanças", afirmou o oficial, que não quis ter sua identidade divulgada já que os membros das Forças Armadas não têm permissão para manifestar opiniões políticas em público.

Há mais de 1,3 milhão de membros das Forças Armadas dos EUA em serviço e outros 1,1 milhão na reserva.

Ao tentar angariar votos nesse eleitorado, Hillary e Obama oferecem propostas semelhantes.

Os dois desejam retirar os soldados do Iraque e prometeram melhorar o atendimento médico aos veteranos. Ambos os democratas defendem ainda aumentar as forças de infantaria dos EUA, um processo já iniciado pelo atual governo.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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