China fica em silêncio sobre visita de enviados do dalai-lama
da Efe, em Pequim
A China mantém até o momento um estrito silêncio sobre a visita dos enviados do dalai-lama que começa neste sábado, segundo anunciou o governo tibetano no exílio.
A delegação, integrada pelo enviado especial do dalai lama, Lodi Gyaltsen Gyari, e o enviado Kelsang Gyatsen, tem como objetivo discutir em "conversas informais" com as autoridades chinesas a crise gerada no Tibete em março, explicou um porta-voz do governo tibetano em seu exílio na Índia.
Os dois enviados, que já atuaram como representantes do dalai nas conversas com a China, tentarão ainda impulsionar negociações que "satisfaçam as duas partes" para uma solução ao conflito tibetano.
No dia 25 de abril Pequim anunciou sua intenção de manter contatos com representantes do dalai-lama, em uma resposta, segundo analistas, à pressão dos Estados Unidos e da União Européia.
No entanto, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Jiang Yu, disse essa semana que seu país "nunca cederá" a qualquer pressão internacional "em temas relativos à integridade territorial e à soberania nacional".
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