Mundo
03/05/2008 - 09h16

Hillary e Obama disputam quatro delegados nas primárias de Guam

Publicidade

da Folha Online

A disputa pela Presidência dos Estados Unidos cruzou o Pacífico neste sábado até a Província de Guam, onde os eleitores democratas tiveram a oportunidade de opinar na acirrada disputa entre os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama, mas cujo resultado não deve alterar o cenário democrata na batalha pela nomeação.

Com apenas quatro delegados para a convenção democrata em jogo no "caucus" (votação direta em reunião partidária) deste território americano, distante quase 10 mil km da costa, em outro duelo desta prolongada campanha das primárias presidenciais. A votação foi encerrada às 20h locais (7h em Brasília, a ilha tem uma diferença de fuso horário de 11 horas), mas, segundo o Partido Democrata local, os resultados serão divulgados apenas às 6h deste domingo (17h deste sábado, em Brasília).

AP
Hillary e Obama disputam quatro delegados em "caucus" realizado em Guam
Hillary e Obama disputam quatro delegados em "caucus" realizado em Guam

No continente, Hillary e Obama se enfrentavam duramente, buscando votos para as primárias da próxima quarta-feira (6), que acontecerão paralelamente em Indiana e Carolina do Norte.

Os rivais democratas estão em campanha há 16 meses, mas nenhum deles visitou Guam, cujos residentes dizem que é o "lugar onde começa o dia nos Estados Unidos". Os candidatos se limitaram a buscar eleitores mediante entrevistas em rádios locais.

"Pela primeira vez Guam está no primeiro plano do cenário", comemorou Tony Charfauros, presidente do Partido Democrata de Guam, em entrevista à rede de televisão CNN.

Guam é mais conhecido nos Estados Unidos por sua grande base militar e alguns ativistas têm aproveitado a atenção conseguida com a campanha democrata para pedir maior autonomia para região, além de uma votação sobre a independência ou sobre a conversão em um Estado.

Os dirigentes democratas disseram que cerca de 4.000 pessoas participariam do "caucus" deste sábado. Nas primárias anteriores, em 2004, cerca de 1.500 pessoas compareceram às urnas. As assembléias eleitorais, em escolas e centros comunitários, já fecharam, e os resultados devem ser conhecidos nesta tarde.

Por enquanto, Obama conta com 1.734 delegados contra 1.597 de Hillary, segundo a rede de televisão norte-americana CNN. Nenhum dos dois está perto de conseguir os 2.025 delegados necessários para garantir a nomeação sem a ajuda dos superdelegados, os cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente dos resultados das primárias.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca