Mundo
04/05/2008 - 11h33

Obama diz que proposta de Hillary mostra candidatura de falsas idéias

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama lançou uma nova rodada de ataques a sua rival, Hillary Clinton, afirmando que sua proposta de isentar os impostos sobre o combustível durante o verão simboliza uma candidatura de "idéias falsas, calculadas para ganhar as eleições em vez de efetivamente resolver problemas".

O plano --lançado inicialmente pelo provável candidato republicano John McCain e inesperadamente apoiado por Hillary-- é que o imposto federal de 18,5% sobre o valor da gasolina seja retirado durante os meses do verão, quando a maioria dos norte-americanos está de férias e viaja pelo país de carro.

Em campanha em Indianapolis, Indiana, Obama afirmou que o plano pouparia meros 30 centavos por dia para os consumidores e custaria milhares de empregos na construção, já que o dinheiro do imposto é destinado ao fundo federal que constrói e faz a manutenção de estradas e pontes.

AP
Hillary e Obama disputam quatro delegados em "caucus" realizado em Guam
Hillary Clinton e Barack Obama disputam 187 delegados na próxima terça-feira, 06 de maio

"Nós já vimos isso dele [Obama] antes. Em vez de atacar o problema, ele está atacando minhas soluções", defendeu-se Hillary, também em campanha em Indiana, que coloca em jogo 72 delegados.

Obama afirmou ainda que Hillary teve que recorrer a um "advogado para falar em nome do seu plano e tudo que ela pode encontrar foi um lobista da Shell [empresa de combustíveis] para explicar como isso seria bom para o consumidor".

Muitos economistas criticaram a proposta de Hillary dizendo que a isenção de imposto causaria um aumento na demanda e, conseqüentemente, um aumento nos preços do combustível até um valor que se equipararia ao desconto tributário. Assim, os verdadeiros beneficiários do plano seriam as petroleiras.

Phil Singer, um dos porta-vozes de Hillary, respondeu aos ataques de Obama. "Considerando que o senador Obama votou para suspender o imposto sobre combustível por três vezes quando a gasolina custava menos de U$ 2 (R$ 3,20) [hoje chega a U$ 4 (R$ 6,40)] e tem um lobista de energia apoiando sua campanha de Indiana, é difícil aceitar seu criticismo".

Em 2000, Obama, senador por Illinois, apoiou a decisão do Congresso de retirar os impostos regionais sobre o combustível para aquecer a economia.

Divisão

O plano se tornou uma linha divisória entre os pré-candidatos democratas a apenas dois dias da votação em Indiana e Carolina do Norte, em 6 de maio, que juntas colocam 192 delegados em jogo. Com claro teor populista, a proposta apela, diante dos altos preços do petróleo, diretamente com os eleitores que enfrentam dificuldades econômicas.

Além dos argumentos favoráveis ou contrários ao plano, Hillary está usando a oposição de Obama ao plano para reforçar sua crítica de que ele não conhece as necessidades dos trabalhadores brancos. Recentemente, sua equipe de campanha aproveitou uma fala de Obama sobre eleitores de pequenas cidades rurais para rotulá-lo de elitista.

A ex-primeira-dama falou ainda que, como presidente, ela liberaria as reservas de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo para diminuir o preço dos combustíveis e que lançaria uma investigação, liderada pelo Departamento de Justiça e a Comissão de Comércio Federal, sobre as altas repentinas nos preços.

O discurso é moldado para atrair os eleitores essenciais na votação de Indiana, Estado industrial com grande parte de trabalhadores em dificuldades econômicas. As pesquisas mostram que será uma das primárias mais acirradas da batalha pela nomeação democrata e Hillary quer garantir a vitória.

Depois da vitória na Pensilvânia, por dez pontos percentuais, em 22 de abril, ela precisa manter o bom momento não só para diminuir a distância de Obama em delegados e votos populares, mas para convencer os superdelegados de que ela é a candidata com melhores chances para as eleições gerais.

Em um cenário acirrado, onde Obama conta com 1.736 e Hillary com 1.599, segundo dados da CNN, nenhum dos dois parece próximo de alcançar os 2.025 delegados necessários para ganhar a nomeação sem a ajuda dos cerca de 800 superdelegados --líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente dos resultados das primárias.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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