Mundo
04/05/2008 - 12h39

Democratas do Congresso dividem-se entre Obama e Hillary

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Colaboração para a Folha Online

O apoio aos pré-candidatos democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, entre seus colegas de partido no Congresso norte-americano está tão dividido quanto os votos das primárias, mas deve ter um papel muito mais importante na nomeação do candidato democrata.

Por enquanto, 97 democratas da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e no Senado endossaram Obama e 98 declararam apoio a Hillary.

Outros 86 legisladores democratas ainda não definiram sua posição diante da batalha pela nomeação e enfrentam forte pressão do Partido para que tomem uma decisão o mais rápido possível.

"Deixe-me contar o resumo: eles não querem fazer esta escolha se não tem que fazê-lo", resume o assistente do líder democrata no Senado, Dick Durbin, um dos assessores de campanha de Obama.

"Eles estão tentando evitar a dor que vem com a escolha porque alguns eleitorados de apoio importante em seus Estados estão apoiando outra pessoa. Muitos vêm até mim e dizem 'não se preocupe, eu apoio Barack'. Eu digo 'quando?' e eles respondem 'bem, talvez quando ela [Hillary] desistir'", explicou.

Todos os 238 legisladores democratas, incluindo Hillary e Obama, fazem parte do grupo de quase 800 superdelegados --políticos democratas e líderes democratas-- que votam independentemente da escolha popular e que devem definir a nomeação em um cenário tão acirrado.

Hillary, atrás na corrida com 1.599 delegados contra 1.736 de Obama, segundo dados da CNN, tenta insistentemente provar aos superdelegados que ela é a candidata mais qualificada para garantir a vitória nas eleições gerais de 4 de novembro.

A maioria dos superdelegados de Hillary declaram endosso no começo da campanha, muitos motivados pela lealdade aos tempos de primeira-dama e ao seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton.

Já Obama, até então um desconhecido no cenário nacional, conquistou o apoio de seu grupo de superdelegados ao longo de sua caminhada bem sucedida rumo à liderança na corrida democrata.

Decisão

O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, disse em entrevista recente que os superdelegados devem definir seu endosso logo após o final das primárias democratas, em 3 de junho.

Ele defende que esperar até a convenção democrata nacional, em 25 de agosto, pode acabar com as chances do partido de se unir em torno de um nome e estabelecer uma plataforma presidencial à altura do provável candidato republicano John McCain.

Para os superdelegados, a decisão coloca muito em jogo. Escolher um candidato com força para vencer as eleições gerais pode estabelecer boas relações políticas --e até de amizade-- com o futuro presidente dos EUA.

Mas escolher um candidato apenas pela sua força política contra os republicanos pode prejudicar sua imagem política no Estado que o elegeu ao cargo. E perder a fidelidade do eleitorado pode ter conseqüências que se prolongam além dos quatro anos do mandato presidencial.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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