Polícia diz estar perto de solução do caso de austríaca mantida em porão pelo pai
da France Presse, em Viena
As dúvidas envolvendo o seqüestro da austríaca Elisabeth Fritzl, que passou 24 anos encarcerada pelo seu pai no porão de sua casa, estão praticamente solucionadas, afirmou o responsável pelas investigações, Franz Polzer.
Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal austríaco Kurier, Polzer revelou que o "quebra-cabeça está quase completo" e que não existe "nenhum indício" de que o suspeito, Josef Fritzl, 73, tenha agido com cúmplices.
O crime colocou a pequena cidade austríaca de Amstetten no centro da mídia internacional há uma semana, quando Fritzl confessou ter aprisionado a filha e ser pai de seus sete filhos. O aposentado chocou o mundo pela crueldade do crime e por ter admitido que jogou o corpo de uma das sete crianças no incinerador do seu prédio após ela ter morrido, logo depois do parto.
Polzer chama de fantasiosos os depoimentos publicados na imprensa garantindo que uma segunda pessoa, possivelmente a esposa de Fritzl, teria sido vista perto do porão em companhia do marido.
"Sabemos bastante, de fato, e graças às nossas informações estamos colocando as coisas em ordem neste caso", afirmou.
O investigador confirmou à agência de notícias APA que os detalhes sobre o seqüestro publicados um dia antes pela revista alemã Der Spiegel estavam corretos.
Citando declarações da vítima à polícia no dia de sua libertação, 26 de abril, a Der Spiegel informou que o seqüestro começou no dia 28 de agosto de 1984, quando a jovem Elisabeth tinha 19 anos.
Desde esse dia até 1993 ela viveu em apenas um quarto, onde era estuprada com freqüência pelo pai. Seus três primeiros filhos nasceram no mesmo local em 1988, 1990 e 1992.
Em sua entrevista ao Kurier, Polzer confirmou que Fritzl transformou o sótão "antes de escolher uma de suas filhas" para seqüestrar em 1984.
Leia Mais
- Advogado diz que austríaco deve ir para instituição psiquiátrica
- Áustria estuda novas medidas para evitar novo caso como o de Amstetten
- Austríaco que seqüestrou a filha planejou construir cativeiro em 1983
- Vizinha de Josef Fritzl ajudou Elisabeth a fugir, diz ex-inquilino
- Investigação tenta descobrir como austríaco levava alimentos ao porão
- Entenda o caso do austríaco que manteve a filha presa por 24 anos
- Veja galeria de imagens do caso do austríaco que manteve a filha 24 anos presa
Livraria
- "Desonrada" é relato chocante de mulher condenada a estupro coletivo no Paquistão
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
Especial


Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
avalie fechar
Foi extamanete isso que ouvi de um advogado ...
Deveriamos criar oque pra melhorarmos a casta advocaticia !? Ela e' responsavel por essas hipocrisia social.
avalie fechar
A mídia "descobre" um caso, entre centenas de casos. No Brasil há demasiados casos semelhantes dos quais nunca saberemos. Pais que abusam de filhos, crianças que sofrem das mais variadas violências.
No caso da Áustria, como citou Vera Lúcia, os filhos jamais tiveram acesso à escola, ao médico, ao dentista ao parque, ao zoológico.
Oras, pra quê tanta perplexidade?Aqui no Brasil há 50 mil casos de crianças que trabalham em condições análogas ao de escravos. Temos milhares de crianças que nunca tiveram acesso ao dentista, ao médico. Temos centenas de casos de crianças que nunca tiveram acesso à escola. Inclusive encontramos com elas muitas vezes nas ruas diariamente.
Bom, mas isso aqui virou banalizou demais e hoje já é algo "comum'.
É exatamente esta a intenção de nossa mídia brasileira.: provocar o "horror' com acontecimentos como esse e banalizar os casos mais graves, com maiores proporções, que paulatinamente destroem a sociedade brasileira.
avalie fechar