Mundo
04/05/2008 - 15h12

Polícia diz estar perto de solução do caso de austríaca mantida em porão pelo pai

da France Presse, em Viena

As dúvidas envolvendo o seqüestro da austríaca Elisabeth Fritzl, que passou 24 anos encarcerada pelo seu pai no porão de sua casa, estão praticamente solucionadas, afirmou o responsável pelas investigações, Franz Polzer.

Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal austríaco Kurier, Polzer revelou que o "quebra-cabeça está quase completo" e que não existe "nenhum indício" de que o suspeito, Josef Fritzl, 73, tenha agido com cúmplices.

O crime colocou a pequena cidade austríaca de Amstetten no centro da mídia internacional há uma semana, quando Fritzl confessou ter aprisionado a filha e ser pai de seus sete filhos. O aposentado chocou o mundo pela crueldade do crime e por ter admitido que jogou o corpo de uma das sete crianças no incinerador do seu prédio após ela ter morrido, logo depois do parto.

Polzer chama de fantasiosos os depoimentos publicados na imprensa garantindo que uma segunda pessoa, possivelmente a esposa de Fritzl, teria sido vista perto do porão em companhia do marido.

"Sabemos bastante, de fato, e graças às nossas informações estamos colocando as coisas em ordem neste caso", afirmou.

O investigador confirmou à agência de notícias APA que os detalhes sobre o seqüestro publicados um dia antes pela revista alemã Der Spiegel estavam corretos.

Citando declarações da vítima à polícia no dia de sua libertação, 26 de abril, a Der Spiegel informou que o seqüestro começou no dia 28 de agosto de 1984, quando a jovem Elisabeth tinha 19 anos.

Desde esse dia até 1993 ela viveu em apenas um quarto, onde era estuprada com freqüência pelo pai. Seus três primeiros filhos nasceram no mesmo local em 1988, 1990 e 1992.

Em sua entrevista ao Kurier, Polzer confirmou que Fritzl transformou o sótão "antes de escolher uma de suas filhas" para seqüestrar em 1984.

Comentários dos leitores
Ellen . (23) 11/06/2008 15h45
Ellen . (23) 11/06/2008 15h45
MARILIA / SP
O termo "casta advocatícia" realmente representa bem nossa triste realidade. É lamentável ver como a nossa democracia funciona: 90% dos brasileiros não sabem o que é Constituição. Os poucos que têm acesso, como os profissionais formados em direito, seguem dois caminhos: ou vão para a área burocrática do Estado, em busca de estabilidade profissional, ou seguem o caminho mercadológico, atuando em empresas ou particulares.
Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
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porfirio sperandio (317) 11/06/2008 13h12
porfirio sperandio (317) 11/06/2008 13h12
BRAGANCA PAULISTA / SP
Nao e' que banalizou. Oras se isso se tornou uma pratica social, deixou de ser crime .
Foi extamanete isso que ouvi de um advogado ...
Deveriamos criar oque pra melhorarmos a casta advocaticia !? Ela e' responsavel por essas hipocrisia social.
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Ellen . (23) 10/06/2008 10h09
Ellen . (23) 10/06/2008 10h09
MARILIA / SP
Caros,
A mídia "descobre" um caso, entre centenas de casos. No Brasil há demasiados casos semelhantes dos quais nunca saberemos. Pais que abusam de filhos, crianças que sofrem das mais variadas violências.
No caso da Áustria, como citou Vera Lúcia, os filhos jamais tiveram acesso à escola, ao médico, ao dentista ao parque, ao zoológico.
Oras, pra quê tanta perplexidade?Aqui no Brasil há 50 mil casos de crianças que trabalham em condições análogas ao de escravos. Temos milhares de crianças que nunca tiveram acesso ao dentista, ao médico. Temos centenas de casos de crianças que nunca tiveram acesso à escola. Inclusive encontramos com elas muitas vezes nas ruas diariamente.
Bom, mas isso aqui virou banalizou demais e hoje já é algo "comum'.
É exatamente esta a intenção de nossa mídia brasileira.: provocar o "horror' com acontecimentos como esse e banalizar os casos mais graves, com maiores proporções, que paulatinamente destroem a sociedade brasileira.
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