Mundo
05/05/2008 - 08h28

Republicanos acompanham de perto as polêmicas de Obama

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

Os republicanos estão comemorando as novas polêmicas que afetam a campanha do democrata Barack Obama. À frente da corrida democrata pela nomeação, ele é o mais provável candidato a enfrentar o candidato republicano, John McCain.

E com Obama sendo duramente atacado por sua rival, Hillary Clinton, ele entraria para a campanha para a eleição geral de 4 de novembro com sua figura política enfraquecida e com um histórico cheio de polêmicas, equívocos e frases controversas para serem exploradas por McCain --que, com a nomeação garantida, aproveita este tempo para fortalecer a sua plataforma eleitoral e municiar-se contra o rival.

"Ele está sendo o alvo de duras críticas. Os colegas do lado republicano do corredor estão felizes em deixar Hillary fazer isso? Certamente", afirma Reed Galen, republicano que trabalhou na campanha presidencial de Bush.

Entre os republicanos e independentes que tendem a votar nos democratas, o mau momento de Obama --com a derrota na Pensilvânia e a volta da polêmica em torno de Jeremiah Wright -- causa dúvidas sobre porque ele não consegue vencer Hillary depois de um período de primárias de 16 meses e se está preparado não apenas para enfrentar McCain pela Presidência, mas também para fazer frente às exigências da Casa Branca.

Com um democrata enfraquecido na batalha pelo novo governo norte-americano, fica mais fácil para o Partido se preparar para uma eleição que parecia certa para os democratas --após dois mandatos do cada vez mais impopular presidente dos EUA, George W. Bush. E a equipe de campanha de McCain já anota a série de vulnerabilidades de Obama que pode explorar num possível embate entre os dois.

Phil Musser, estrategista republicano que apoiava o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney disse sobre os recentes problemas de Obama: "Estas são feridas auto-infligidas e muito danosas e podem ser curadas com muitas conversas felizes na convenção democrata [que define oficialmente o candidato democrata], mas serão expostas novamente na campanha pelas eleições gerais".

Eles também esperam que os equívocos de perdas de Obama tenham afetado seu apelo diante de alguns eleitorados importantes nas eleições gerais, ou pelo menos tenham plantado impressões negativas que serão ainda mais acentuadas pela equipe de McCain.

"Toda vez que Hillary consegue uma vitória nestes Estados com trabalhadores industriais, isso mostra que Obama está realmente perdendo os democratas de Reagan [Ronald Reagan, presidente dos EUa entre 1981 e 1989]", afirma John Feehery, republicano que trabalhava na Casa Branca.

"Isso dá aos republicanos grande conforto e uma grande estratégia: ir atrás destes democratas de Reagan", completa.

Defesa

Os democratas reconhecem que a corrida prolongada pela nomeação pode ter efeitos nas chances do Partido para as eleições gerais, mas, ao menos oficialmente, negam qualquer afirmação de que o dano será duradouro. Eles dizem que seis meses --período entre o final do ciclo de primárias, em 3 de junho e a eleição, em 4 de novembro-- será tempo suficiente para que Obama se recupera dos intensos e contínuos ataques democratas e argumentam que é irreal imaginar Obama sairia completamente ileso de sua primeira grande campanha.

"Não foram grandes semanas, mas alguns destes problemas emergiriam de qualquer forma e é melhor que aconteça agora do que em novembro", afirma Mark Mellman, pesquisador democrata que trabalhou para a campanha de John Kerry.

Ele disse ainda que Obama passou por um período de aprendizado e que ele se beneficiará disso caso seja o nomeado democrata para a candidatura presidencial.

Para o assessor democrata Erik Smith, "Há vantagem em deixar tudo isso para trás e não ter ter nenhuma surpresa em outubro". Não há dúvidas de que a equipe de Obama acompanha ainda mais de perto seus deslizes e prepara fortes argumentos para defendê-lo de qualquer dano nas urnas.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca