Mundo
05/05/2008 - 12h06

Bill Clinton faz campanha em cidades do interior para atrair votos para Hillary

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Colaboração para a Folha Online

O ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) tem viajado a cidades pequenas do interior dos EUA para fazer campanha para sua mulher, a pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton.

Segundo o jornal "The Washington Post", o ex-presidente viaja para cidades com menos de 22 mil habitantes.

A estratégia é parecida com a do provável candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain, que viaja para lugares "esquecidos" por outros políticos para consolidar sua campanha rumo às eleições gerais de novembro.

Veja reportagem completa, em inglês, na verão digital do "The Washington Post"

Depois de uma série de deslizes e gafes em campanha por sua mulher, Clinton agora se destina a viajar para lugares pequenos, onde a mera chegada de um ex-presidente significa um momento histórico no local.

Em campanha nos Estados de Iowa e New Hampshire, ele fez comentários públicos sobre a provável política externa de sua mulher que fizeram sua popularidade cair. Os estrategistas de campanha de Hillary rapidamente o retiraram dos grandes Estados, já que "é natural que um ex-presidente ofusque a atual candidata", afirmaram estrategistas de campanha.

No mês passado, ao menos 20 Condados de Indiana e Carolina do Norte --Estados que vão realizar as próximas eleições primárias, nesta terça-feira-- receberam a primeira visita de um presidente no momento em que Bill Clinton chegou. E isso se traduziu em uma ampla cobertura da mídia e grandes públicos para os discursos em cada um dos locais visitados.

E o voto dos produtores rurais pode fazer a diferença para Hillary nas primárias de Indiana --onde a disputa é equilibrada e considerada um desempate entre a senadora e seu rival pela nomeação democrata, Barack Obama e Carolina do Norte --onde Obama tem a maioria das intenções de voto registradas pelas últimas pesquisas.

Presença marcante

"Ele (Bill Clinton) é perfeito em lugares como esses", afirmou Julia Boseman, uma senadora da Carolina do Norte que viajou para Lumberton com Clinton na última semana. "Ele tem uma maneira de atrair instantaneamente as pessoas de cidades como essa. As pessoas não acreditam que estão vendo ou tocando Bill Clinton. Elas o amam simplesmente pela sua presença"

Na última quarta-feira (30), Clinton viajou 288 km e passou por sete pequenas cidades: Apex, Sanford, Lillington, Dunn, Hope Mills, Lumberton and Whiteville. Os prefeitos locais o acompanharam em cada parada.

Durante as visitas, Clinton costuma relembrar sua infância na pequena cidade de Hope, no Arkansas, onde "aprendeu a trabalhar com carros e a trocar combustível pela primeira vez quando tinha cinco 5 anos", afirmou o ex-presidente. Durante a faculdade de Direito, ele afirma "ter trabalhado em seis diferentes empregos, mas nunca em mais de três de uma única vez". Clinton também diz que, em razão das dívidas, ele e Hillary eram "pobres como ratos de igreja".

"Nem mamãe pensava que eu poderia me tornar o presidente", acrescenta.

Suas narrativas atraem fortes aplausos e a sua popularidade parece convencer os eleitores. Hillary precisa mesmo desses eleitores, já que, atrás de Obama em número de delegados e no voto popular, cada voto pode ser essencial para que ela sobreviva na luta pela nomeação democrata.

Indiana

As pesquisas indicam que Obama conta com uma vantagem de aproximadamente sete pontos na Carolina do Norte. O senador, no entanto, vê Hillary se aproximar perigosamente, diminuindo a cada dia uma diferença que até pouco tempo era superior a 15 pontos.

Em Indiana, as pesquisas apontam para um empate técnico entre ambos, mas com uma ligeira diferença a favor da senadora por Nova York. Atualmente, Obama está em vantagem em relação à Hillary quanto ao número de delegados comprometidos, com 1.736, enquanto sua rival tem o apoio de 1.599.

Nenhum dos dois pode atingir os 2.025 delegados necessários para obter a candidatura democrata na convenção de agosto, em Denver, somente com o apoio obtido nas primárias.

Desta forma, os "superdelegados" --delegados com o voto livre na Convenção Nacional-- terão uma opinião decisiva para a indicação democrata.

Caso Obama consiga ganhar nos dois Estados, é provável que arraste consigo um bom número de superdelegados e garanta definitivamente sua candidatura.

No entanto, caso Hillary surpreenda e ganhe as duas disputas, poderia fazer com que os superdelegados acreditem nas chances da senadora para as eleições presidenciais de novembro.

Caso ambos consigam cada um uma vitória, a corrida continuaria como está e duraria, provavelmente, até o dia 3 de junho, para quando estão previstas as últimas prévias.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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