Começa votação das primárias em Indiana e Carolina do Norte
Colaboração para a Folha Online
As urnas de Indiana foram abertas às 6h (7h em Brasília), meia hora antes das urnas da Carolina do Norte --abertas às 6h30 (7h30 em Brasília)-- desta terça-feira para que os eleitores democratas participem de mais uma etapa da acirrada corrida pela nomeação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos.
A votação vai até às 19h (20h em Brasília) em Indiana e até às 19h30 (20h30 em Brasília) na Carolina do Norte.
Na Carolina do Norte, 115 delegados estão em jogo. O pré-candidato democrata Barack Obama é tido como favorito para ganhar no Estado, cujo eleitorado tem 40% de negros, principal grupo de apoio do senador.
A última pesquisa de opinião do Estado divulgada pela rede de televisão CNN indica Obama claramente na liderança, com uma vantagem de 8 pontos percentuais, 50% contra 42% de sua rival, Hillary Clinton.
A margem registrada é exatamente a mesma de uma outra pesquisa que a CNN realizou na semana passada, o que pode indicar que a volta da polêmica envolvendo seu ex-pastor Jeremiah Wright pode não ter afetado seus resultados nas urnas.
| 5mai.08 Elise Amendola/AP |
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| Hillary Clinton pega bebê no colo em comício eleitoral em colégio, na Carolina do Norte |
Segundo especialistas, a verdadeira disputa democrata desta terça-feira acontecerá em Indiana, que conta com um eleitorado dividido e nenhum grande favorito.
Contudo, uma pesquisa da CNN divulgada nesta segunda-feira coloca Hillary em pequena vantagem: quatro pontos percentuais.
Ainda de acordo com a pesquisa --na qual Hillary possui 48% dos votos contra 44% de seu rival Obama-- 8% dos eleitores ainda estão indecisos. Esta é uma porcentagem significativa às vésperas da votação e deve manter as atenções de ambos os pré-candidatos e de suas equipes de campanha nos resultados parciais e pesquisas de boca-de-urna.
Cenários
Com o sistema eleitoral norte-americano, no qual os delegados são distribuídos proporcionalmente à porcentagem de voto popular dos candidatos, as eleições desta terça-feira não devem definir os rumos da corrida democrata. Mesmo assim, reservam boas possibilidades para ambos os democratas.
Para Hillary, que está atrás na corrida com 1.599 delegados contra 1.736 de Obama (segundo dados da CNN), uma vitória em Indiana ou na Carolina do Norte manteria seu bom momento na campanha --depois da vitória por dez pontos percentuais na Pensilvânia-- e renovaria seu argumento de que é a melhor candidata para concorrer com o provável candidato republicano John McCain, nas eleições gerais em 4 de novembro.
Mesmo que seja por uma pequena margem, a vitória na Indiana, e ainda mais na improvável Carolina do Norte, fortaleceria Hillary diante dos superdelegados. Estes cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos votam independentemente do resultado da primária, mas são influenciados pelos bons resultados dos candidatos nas votações populares, o que representa um possível cenário diante do candidato republicano em novembro.
Sem outros grandes Estados para realizar suas primárias, Hillary tem poucas chances de inverter a dinâmica estabelecida pela seqüência de 11 vitórias de Obama no começo do ano. Contudo, uma vitória a manteria na disputa até o fim das primárias, em 3 de junho, e abafaria os pedidos de líderes partidários para que desistisse da corrida democrata.
Obama
| 22abr.08 Tim Shaffer/Reuters |
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| O pré-candidato democrata Barack Obama cumprimenta criança em ato na Filadélfia |
Já a vitória de Obama em Indiana é crucial para combater as críticas de que não tem apelo diante dos trabalhadores brancos --dúvida que surgiu ainda mais forte com a derrota na Pensilvânia.
Mesmo uma vitória fácil na Carolina do Norte pode ajudar o senador a se fortalecer após semanas complicadas e deixar Hillary ainda mais enfraquecida diante do Partido Democrata, de seus apoiadores e, principalmente, de seus doadores.
Como Obama ganhou grande parte de seu apoio entre os superdelegados após vitórias nas primárias, uma vitória nos dois Estados pode aumentar a onda de endossos políticos ao senador e enterrar de vez qualquer vantagem de Hillary na corrida democrata. Por enquanto, a ex-primeira-dama tem 266 superdelegados contra 252 de Obama, esta diferença já foi de mais de cem nomes.
Republicanos
O Partido Republicano também realiza suas primárias em Indiana e Carolina do Norte nesta terça-feira. Contudo, os eleitores não terão efetivamente uma escolha a fazer.
Com as primárias de 5 de março, em Ohio, Texas e Rhode Island, o senador por Arizona John McCain conquistou o número necessário de delegados (1.191) para garantir sua nomeação para a candidatura presidencial republicana.
Embora sua candidatura não seja oficial --a oficialização acontecerá somente na convenção republicana nacional, em setembro--, McCain já investe na sua plataforma presidencial e viaja pelo país atraindo eleitores de regiões empobrecidas e "esquecidas" pelos políticos. Enquanto isso, sua equipe se municia para a campanha pelas eleições gerais de 4 de novembro com todos os equívocos e polêmicas envolvendo os candidatos democratas.
Seu rival republicano, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee desistiu da corrida logo após a votação em Ohio e Texas e agora apóia o provável candidato do partido.
O outro pré-candidato republicano Ron Paul declarou recentemente que não desistirá da corrida e mantém sua candidatura e seu nome na cédula de votação. Membro da Casa dos Representantes (câmara dos Deputados) do Texas --um reduto republicano--, Paul afirmou que "apesar da vitória no sentido convencional político não estar mais disponível na corrida presidencial, muitas vitórias foram alcançadas graças ao trabalho duro e entusiasmo".
A votação em Indiana começa às 6h (7h, em Brasília) e termina às 18h (19h em Brasília). Na Carolina do Norte, os eleitores poderão ir às urnas entre 6h30 (7h30 em Brasília) e 19h30 (20h30 em Brasília).
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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