Mundo
05/05/2008 - 19h02

Para pré-candidatos democratas, a nomeação só será definida em junho

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Colaboração para a Folha Online

Os pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA, Hillary Clinton e Barack Obama, fizeram campanha em Indiana e na Carolina do Norte nesta segunda-feira, véspera de eleições primárias nos Estados.

Ambos os pré-candidatos se mostraram confiantes em entrevistas e disseram acreditar que a corrida pela nomeação democrata se prolongará até junho, independentemente do resultado das votações de amanhã.

John Gress/Reuters
Hillary discursa durante jantar em Indiana; primárias do Estado ocorrem nesta terça
Hillary discursa durante jantar em Indiana; primárias do Estado ocorrem nesta terça

Juntas, as duas primárias colocam em jogo mais 187 delegados. no momento, obama lidera a corrida pela nomeação do partido com 1.745 deçegados, contra 1.602 de Hillary.

No programa da rede NBC de televisão, "Show", Obama afirmou que somente após as últimas primárias, do dia 3 de junho, em Montana e Dakota do Sul, os democratas estarão aptos para dizer quem é o candidato do partido para as eleições gerais de novembro. E acrescentou: "Eu serei o nomeado democrata".

Também em entrevista, Hillary se recusou a adivinhar os resultados das primárias de amanhã, mas afirmou que seu comitê tem feito esforços para se aproximar de Obama no número de delegados. "Eu acredito que nós diminuímos o abismo", disse no programa "American Morning", da CNN.

Campanha

Nos últimos dias, Hillary ressaltou sua proposta de corte nos impostos dos combustíveis durante o verão e veiculou um anúncio de televisão criticando a posição de Obama, contrária ao corte. O anúncio afirma que Hillary é "a candidata que lutará pela classe trabalhadora".

Jason Reed/Reuters
Obama pede bolo e café gelado durante sua visita ao "Blue Coffe Cafe", em Durham, Carolina do Norte
Obama faz campanha no "Blue Coffe Cafe", na Carolina do Norte

"Ele está atacando o plano de suspensão dos impostos dos combustíveis porque ele não tem um", afirma o anúncio. "Hillary quer que as companhias de petróleo paguem a taxa neste verão, com isso você não terá que pagá-las", acrescenta.

Obama, por outro lado, acusa Hillary de fazer proposta eleitoreira com o corte dos impostos e afirma que a suspensão somente irá incentivar a indústria de combustíveis a aumentar os preços para não sair no prejuízo.

Pesquisas indicam que Obama tem uma grande vantagem na Carolina do Norte, mas Hillary se aproxima cada vez mais. Em Indiana, a disputa é mais acirrada --considerada um "desempate"-- mas as últimas pesquisas mostram que Hillary está quatro pontos à frente.

"Vamos escutar o que as pessoas estão nos dizendo". afirmou Hillary, em um discurso populista para centenas de pessoas no ginásio do Pitt Community College, uma faculdade em Greenville, Indiana.

Enquanto isso, Obama fez campanha entre os trabalhadores brancos --eleitorado que majoritariamente apóia Hillary-- de Evansville, também em Indiana, antes de voar para a Carolina do Norte.

"Eu quero seu voto", afirmou Obama em uma fábrica em Durham, na região do Triângulo da Pesquisa de Alta Tecnologia da Carolina do Norte.

Em discursos nos dois Estados, Obama falou sobre a perda de empregos, a queda do valor dos imóveis e os custos de energia. Ele afirmou que Hillary está fazendo políticas de "Eu também" ao concordar com o provável candidato republicano John Mccain na questão do corte temporário do imposto de combustíveis durante o verão.

Além disso, anúncios de televisão, chamadas telefônicas automáticas e e-mails foram enviados para Indiana e Carolina do Norte enquanto milhares de voluntários dos dois candidatos passaram de casa em casa batendo nas portas.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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