Apesar de guerras, economia de Israel cresce de forma expressiva
ÉBANO PIACENTINI
Colaboração para a Folha Online
Israel cresce a taxas superiores à maioria dos países desenvolvidos, algo surpreendente levando-se em conta as sucessivas guerras em que se envolve e sua curta história como nação --mais curta ainda como democracia nos moldes ocidentais.
Segundo informações do Ministério de Relações Exteriores de Israel o PIB (Produto Interno Bruto) per capta do país foi superior a 3% nos últimos anos --em 2004 foi de US$ 129 bilhões--, apesar dos custos da guerra contra o Líbano, em 2006, e dos gastos para efetuar a retirada de assentamentos da faixa de Gaza em 2005.
Israel é hoje um país democrático e desenvolvido --único no Oriente Médio-- e ostenta muitos dos melhores indicadores sociais e econômicos da região e do mundo.
| Baz Ratner /Reuters |
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| Israelenses passam por ponte ao lado das "Azrieli Towers", Tel Aviv |
A nação possui o melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e a menor taxa de analfabetismo do Oriente médio. Em termos globais, ostenta elevado índice de escolaridade, usuários de internet e viajantes internacionais, e é o país com melhor posição no mundo em número de doutores, mestres, publicação de teses e edição de livros.
Nos primeiros anos de sua criação, em 1948, o país recebeu doações dos judeus espalhados pelo mundo e começou a desenvolveu sua atividade agrícola. Em seguida, sempre com ajuda dos Estados Unidos --que tem o país como um parceiro estratégico no Oriente Médio-- desenvolveu sua indústria bélica, que garante até hoje e cada vez mais sua segurança em uma região atacada e disputada por povos judeus, muçulmanos e cristãos há milênios.
Até meados dos anos 1980, Israel tinha uma economia com fundamentos socialistas, pouco desenvolvida para os padrões das democracias do ocidente. Após um processo de reformas econômicas e políticas e superando uma crise de inflação descontrolada, o país ingressou na década de 1990 com medidas de abertura e intercâmbio internacional, inovação tecnológica, regulamentação do setor empresarial e liberalização econômica.
Educação
Investimentos em educação superior e um intercâmbio de intelectuais trouxeram uma leva de engenheiros e técnicos da antiga União Soviética ao país e ajudaram a colocar Israel ao lado de outras potências na onda de renovação de tecnologias em curso na década do chamado neoliberalismo.
O receituário dos organismos internacionais como o Banco Mundial e FMI (Fundo Monetário Internacional) foi aplicado ainda com cortes de impostos, privatizações e relativa desburocratização do Estado. O resultado positivo das medidas foi um crescimento do país nos anos 1990 superior a 5% ao ano.
Hoje, Israel tem uma economia de mercado vigorosa, com destaque às indústrias exportadoras de software, equipamentos militares, tecnologia em agricultura e cultivo em áreas desérticas (85% de suas terras), insumos, farmácia, química fina e jóias -- em especial diamantes. Por outro lado, depende bastante da importação de grãos, carnes, e petróleo.
O país ocupa hoje a terceira posição nos países do mundo com maior número de empresas listadas da Nasdaq (bolsa de valores de Nova York), atrás apenas dos EUA e do Canadá.
Seus principais parceiros comerciais são os EUA, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Países Baixos e Suíça.
Problemas e desafios
Apesar de todas as reformas, Israel enfrenta ainda problemas estruturais que podem comprometer seu futuro. A burocracia das instituições ainda é uma questão fundamental à dinâmica da economia, pois muitas leis importantes demoram anos para serem aprovadas.
| 4.abr.2008 - Reuters |
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| Judeus ultra-ortodoxos rezam no Muro das Lamentações (local sagrado para o judaísmo) |
A ineficiência do mercado de trabalho também prejudica o desempenho do país. Cerca de 56% da população integram o mercado de trabalho, um nível semelhante ao dos países europeus desenvolvidos, mas Israel possui "lacunas" em alguns nichos de trabalhadores.
Os judeus ultra-ortodoxos, que ficam por muitos anos em seminários religiosos têm dificuldades de conseguir trabalho, assim como os árabes israelenses, que sofrem discriminação e cujas mulheres não têm o costume de trabalhar.
Outro grande problema do país é o sistema educacional. Há uma grande desigualdade no sistema de ensino: por um lado, há excelentes escolas e alunos. Mas entre os mais pobres a educação é precária, os professores têm pouco preparo e não há incentivo ao mérito.
Em uma sociedade com poucos recursos naturais e onde o capital mais importante economicamente é humano e intelectual, isto pode ser um dado comprometedor, segundo recente reportagem da revista "The Economist".
Outro legado socialista que, segundo a revista, prejudica o funcionamento da economia de Israel são os sindicatos, que exercem influência sobre o sistema de saúde, aposentadoria, bancos, construções, portos, aeroportos e escolas.
Conflito
Além das questões internas, há o problema recorrente das regiões de conflito com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que reivindica a criação de um Estado que inclua regiões hoje ocupadas por Israel e outras que pertencem ao país, como Jerusalém.
Israel já provou que consegue --em aliança com os EUA --ser ágil em se adequar ao jogo das grandes democracias modernas e competir com elas em áreas de ponta. Por outro lado, enfrenta questões similares aos de outros países que entraram na onda liberalizante nos anos 1990: problemas estruturais nos sistemas públicos e crescente desigualdade social.
O futuro da economia israelense depende de sua capacidade de achar um equilíbrio em suas instituições que favoreça um crescimento menos desigual, além de conseguir se relacionar com os povos árabes, tanto no interior do país como na região que circunda Israel.
Fontes: The Economist, Encyclopedia Britannica, CIA Factbook e Ministério das Relações Exteriores de Israel
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Especial




Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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