Mundo
06/05/2008 - 11h25

Obama e Hillary se enfrentam em primárias em Indiana e Carolina do Norte

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Colaboração para a Folha Online

Nesta terça-feira, os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e Hillary Clinton, enfrentam duas novas etapas na acirrada corrida pela nomeação partidária. Os eleitores de Indiana e Carolina do Norte vão hoje às urnas escolher entre um dos candidatos e definir os votos de 187 delegados.

"As apostas estão altas e as conseqüências são gigantescas", disse Hillary em comício no Corpo de Bombeiros de Nova Albany, Indiana, pedindo para que os eleitores pensem bem antes de escolher um nome na cédula de votação democrata.

A votação em Indiana começou às 6h (7h de Brasília), meia hora antes das urnas da Carolina do Norte --abertas às 6h30 (7h30 de Brasília). As urnas estarão abertas até às 19h (20h de Brasília) em Indiana e até às 19h30 (20h30 de Brasília) na Carolina do Norte.

Em uma intensa campanha na Carolina do Norte, que define o destino de 115 delegados, Hillary conseguiu diminuir a vantagem de Obama para menos de dez pontos na maioria das pesquisas da semana passada.

"Obviamente nós esperamos ir tão bem quanto possível, mas, você sabe, nós começamos muito atrás", revelou Hillary a repórteres em seu avião de campanha nesta segunda-feira à noite.

Eleitorado negro

Com 40% do eleitorado formado por negros, a Carolina do Norte é vista como uma vitória tranqüila de Obama, que ganhou 90% dos votos dos negros em outros Estados que já realizaram suas primárias.

Obama espera que a Carolina do Norte seja como a Pensilvânia para Hillary. No Estado, em 22 de abril, o favoritismo da senadora entre os trabalhadores brancos lhe garantiu uma vitória por dez pontos percentuais, embora Obama tenha reduzido consideravelmente a margem da ex-primeira-dama nas pesquisas de opinião.

Contudo, Obama vem de duas semanas difíceis para sua campanha, depois da derrota para Hillary na Pensilvânia e do retorno à mídia da polêmica causada pelo reverendo Jeremiah Wright.

Obama, que se eleito será o primeiro presidente negro no país, disse nesta segunda-feira que as recentes polêmicas "simplesmente acabaram com os seus problemas" e que ele já as superou.

Em Indiana, considerada a verdadeira disputa democrata desta terça-feira, Hillary tem uma pequena vantagem nas pesquisas.

Vitória

Por enquanto, Obama tem ampla vantagem no número de delegados: 1.736 contra 1.599 delegados de Hillary. Se ele ganhar nos dois Estados em disputa nesta terça-feira, acabará com as chances de Hillary de alcançá-lo, tanto no número de delegados quanto no número de votos populares, e renovará o debate interno do partido para que Hillary desista da corrida.

Contudo, mesmo uma vitória ampla de Obama não lhe garantirá os 2.025 delegados necessários para obter a nomeação, o que acentua ainda mais a possibilidade de que o candidato democrata para as eleições gerais de 4 de novembro seja definido pelos superdelegados --grupo de cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente dos resultados das primárias.

Persuadir os superdelegados é um dos objetivos buscados por Hillary, e no qual uma vitória em ambos os Estados ajudaria. Vinda de um bom momento na Pensilvânia, ela precisa mostrar aos superdelegados de que é uma candidata com grande apelo, embora esteja atrás na corrida democrata.

Uma vitória de Hillary também acentuaria as críticas cada vez mais constantes da senadora sobre a capacidade de Obama para atrair eleitorados influentes em 4 de novembro, e as dúvidas lançadas sobre seu preparo para enfrentar o candidato republicano.

Uma divisão igualitária dos delegados, ou mesmo uma vitória por uma pequena margem --que garantiria uma pequena diferença de delegados para o vencedor-- não deve alterar o cenário da disputa. A situação que deve se manter parecida com a atual nas próximas seis disputas que, juntas, colocam em jogo apenas 217 delegados.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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