Irã pede que Ocidente desista de suspensão de atividades nucleares
da Efe, em Teerã
O Irã pediu hoje que o Ocidente "abandone sua pretensão" de que Teerã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio caso queira solucionar o caso sobre as atividades nucleares iranianas.
"Caso o Grupo 5+1 [formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha] queira que seja colocado um ponto final no atual beco sem saída, tem que abandonar sua condição de suspender o enriquecimento de urânio", declarou o chefe da comissão para a Segurança Nacional e a Política Externa do Parlamento iraniano, Alaeddin Boruyerdi.
A declaração foi feita no momento em que o Grupo 5+1 se prepara para oferecer ao Irã um novo pacote com incentivos para que interrompa o enriquecimento de urânio, uma substância que pode ser usada para fins civis e militares.
Um porta-voz do governo iraniano afirmou ontem que Teerã "não estudará nenhum incentivo caso sejam considerados os direitos do Irã de alcançar a tecnologia nuclear pacífica".
"O problema principal das ofertas dos ocidentais é que insistem em impor uma condição indispensável para a suspensão do enriquecimento. Caso renunciem a esta condição, haverá possibilidade de uma solução", declarou Boruyerdi, disse a agência de notícias Irna.
Ele reiterou, por outro lado, que o Irã anunciará "em um futuro próximo uma proposta [ao Grupo 5+1] que inclui assuntos nucleares e não nucleares, como questões relacionadas ao Oriente Médio, à cooperação econômica e ao trabalho que podemos realizar com os ocidentais a longo prazo".
Boruyerdi descartou que as potências ocidentais endureçam sua postura diante do Irã, e considerou que "tudo indica que estão adotando uma posição cada vez mais moderada, pois viram que as resoluções (com sanções) não são efetivas".
O Conselho de Segurança da ONU adotou até agora três resoluções com sanções contra o Irã para que Teerã renuncie ao enriquecimento de urânio.
O regime iraniano afirma que suas atividades atômicas são pacíficas e rejeita as alegações dos EUA e de outros países ocidentais de tentar desenvolver um programa nuclear para fins militares.
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