Premiê Ehud Olmert defende novas fronteiras para Israel
Colaboração para a Folha Online
Ehud Olmert nasceu em 30 de setembro de 1945 em Nahalat Jabotinsky, uma comunidade turca perto de Binyamina (norte de Tel Aviv). Seus pais, Bellah e Mordechai Olmert eram membros do grupo militante judeu Irgun Zvai Leumi, que lutou pela independência do domínio britânico sobre os territórios palestinos.
Nas décadas de 50 e 60, seu pai serviu como membro do Knesset (Parlamento) da ala direitista do partido Herut, resultado do crescimento do Irgun e um precursor de Likud, um partido político de Israel que congrega partidários de centro e de direita e no qual Ariel Sharon iniciou sua carreira política.
| David Silverman/AP |
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| Primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert participa de cerimônia em cemitério militar |
Ehud cresceu em um ambiente muito politizado e ideologicamente de direita. Ganhou destaque local pela primeira vez aos 21 anos, quando, como estudante de direito e ativista, foi até uma convenção do partido Herut e exigiu que Menachem Begin, influente líder do Irgun e Herut, renunciasse ao cargo depois de ter perdido a sexta eleição nacional consecutiva.
Serviu na infantaria das Forças de Defesa israelenses e, em 1973, formou-se como advogado pela Universidade de Jerusalém. No mesmo ano, se tornou o mais jovem deputado do Knesset, onde entra pelas listas do Likud (ainda liderado por Begin) e estabelece sua reputação política como combatente da corrupção nos esportes e do crime organizado.
Ironicamente, a partir de meados dos anos 80, ele foi alvo de inúmeros escândalos de corrupção, acusado de utilizar a sua posição no governo para facilitar negócios de amigos seus. Contudo, no único caso em que foi efetivamente indiciado, Olmert foi absolvido.
Durante sua trajetória política, Olmert opôs-se inúmeras vezes à liderança de Begin. Em 1978, ele votou contra os Acordos de Camp David, acordos de paz assinados pelo então primeiro-ministro Begin e o presidente do Egito Anwar Sadat em um encontro patrocinado pelo então presidente dos EUA, Jimmy Carter (1977-81). Olmert não apenas opôs-se aos acordos de paz como pediu a queda de Begin.
Sua carreira política deslancha quando Begin é substituído por Yitzhak Shamir no cargo de primeiro-ministro, em 1983. Como membro do grupo de jovens "príncipes" do Likud e muito próximo ao novo líder, Olmert, na época com 42 anos, foi indicado para o ministério das Relações entre Israel e Árabes. Em 1990, dois anos depois, torna-se ministro da Saúde.
Prefeitura de Jerusalém
Quando Benjamin Netanyahu foi eleito líder do Likud, em 1993, Olmert deixou a política nacional para concorrer nas eleições municipais de Jerusalém. Em um resultado inesperado, ele derrotou o prefeito Teddy Kollek, que concorria a seu sétimo mandato.
Olmert foi reeleito em 1998 e teve seu nome ligado ao aumento da população de judeus ortodoxos na cidade e à abertura do túnel perto da Esplanada das Mesquitas. Também investiu boa parte dos recursos municipais no desenvolvimento do sistema rodoviário da cidade e na infra-estrutura de água e agosto.
Neste tempo na prefeitura, Olmert muda de postura política da direita para o centro-direita. Ele justificou a mudança dizendo ter sido influenciado pela experiência na prefeitura de Jerusalém, uma cidade que, defende, deve ser partilhada pelos dois povos. Os seus apoiadores dizem que a mudança foi influência de sua mulher Aliza, escritora e artista pacifista com quem tem quatro filhos biológicos e uma adotiva.
Vice-ministro de Sharon
Em 2003, o então primeiro-ministro Ariel Sharon convocou Olmert de volta ao cenário nacional para assumir no cargo de ministro da Indústria e Comércio de Israel e vice-ministro.
| Michel Euler/AP |
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| Como vice-ministro, Ehud Olmert se encontra com o líder palestino, Mamhoud Abbas |
No cargo, Olmert tornou-se muito próximo a Sharon e um dos principais arquitetos de sua política de retirada dos israelenses de todas as áreas ocupadas na faixa de Gaza e mais quatro assentamentos na Cisjordânia.
A decisão de retirar os assentamentos israelenses causou grande discussão no meio político de Israel. Na época, Olmert escreveu um artigo no jornal "Yediot Aharonot" que a retirada era o único caminho para Israel continuar democrata e judeu.
Ele alertou que a alta taxa de natalidade dos palestinos significava que a população árabe iria em breve superar o número de judeus nos territórios controlados por Israel. Para que Israel permanecesse como Estado judeu, afirmou ainda, uma nova fronteira deveria ser criada, com o maior número possível de judeus no lado de Israel.
Na época, representantes dos assentamentos judeus acusaram-no de defender o terrorismo.
Contudo, após a controvérsia inicial, a idéia da retirada ficou estabelecida como a política do governo, com uma maioria de israelenses apoiando o processo.
Ele também seguiu Sharon quando o ex-primeiro-ministro fundou, em novembro de 2005, o partido de centro Kadima, após deixar o Likud.
Primeiro-ministro
Como vice, ele viveu um novo momento de grande crescimento dentro do cenário político. Em janeiro de 2006, quando Sharon sofreu uma hemorragia cerebral que o deixou em coma, Olmert assumiu todas as responsabilidades e tarefas do cargo.
Nas eleições de 28 de março de 2006, Olmert levou o Kadima à vitória e foi confirmado como primeiro-ministro em 14 de abril, após seu partido ganhar a maioria das cadeiras do Knesset.
Na época, Aliza confessou que só votou no marido porque ele se apresentou como líder do Kadima e não mais do Likud, onde construiu sua carreira política.
Durante a campanha eleitoral, Olmert prometeu continuar as políticas propostas por Sharon para a desocupação dos territórios e para a determinação de fronteiras permanentes entre Israel e palestinos até 2010.
"O principal desafio do país é determinar as fronteiras permanentes para garantir que a população seja majoritariamente judaica", falou Olmert à época.
Fontes: Ministério de Relações Exteriores de Israel e Enciclopédia Britânica
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Especial




Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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