Saiba mais sobre a faixa de Gaza
da Folha Online
A declaração de princípios assinada em 1993 entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) possibilitou um período de transição da para um autogoverno palestino na faixa de Gaza e na Cisjordânia. Sob uma série de acordos assinados entre maio de 1994 e setembro de 1999, Israel transferiu para a ANP (Autoridade Nacional Palestina) a responsabilidade pela segurança e pelos civis das áreas povoadas pelos palestinos.
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As negociações para determinar o status permanente da faixa de Gaza e da Cisjordânia pararam após o início da Segunda Intifada em setembro de 2000, quando as forças israelenses reocuparam a maioria das áreas controladas pelos palestinos.
Em abril de 2003, o quarteto --EUA, União Européia, ONU e Rússia-- apresentou um plano de paz para o fim do conflito em 2005 baseado em ações recíprocas que seriam realizadas pelos dois lados do conflito. A data proposta para o acordo sobre o status final foi adiada indefinidamente por causa da violência e das acusações de que ambos os lados não cumpriram seus compromissos.
Em setembro de 2005, Israel retirou todos os colonos e soldados e desmantelou suas instalações militares na faixa de Gaza. Apesar de tudo, Israel controla o espaço aéreo e marítimo e a maioria dos pontos de acesso à região. Em janeiro de 2006, o grupo radical islâmico Hamas venceu as eleições legislativas palestinas, obtendo 76 das 132 cadeiras do Conselho Legislativo Palestino (Parlamento). A comunidade internacional se recusou a aceitar o governo liderado pelo Hamas, que não reconhece Israel, não renunciaria à violência e se recusa a honrar acordos de paz firmados anteriormente entre Israel e a ANP.
Hamas assumiu o controle, substituindo a ANP em março de 2006, mas o presidente Mahmoud Abbas conseguiu pouca coisa nas negociações com o Hamas para apresentar uma plataforma política aceitável pela comunidade internacional. Violentos confrontos entre o Fatah [de Abbas] e os apoiadores do Hamas tiveram início na faixa de Gaza em 2006 e no começo de 2007, resultando em um grande número de palestinos mortos e feridos.
Em junho, os integrantes do Hamas tiveram sucesso ao tomar o poder de todas as instituições militares e governamentais da faixa de Gaza.
População
A faixa de Gaza é um território árido e retangular na ponta sudeste do Mediterrâneo, com cerca de 45 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura. O território está limitado, a norte e a leste, por Israel e, ao sul, pela península do Sinai (Egito).
A região é habitada por mais de 3.000 anos. Ela era um ponto de passagem para as antigas civilizações e um entreposto estratégico no Mediterrâneo. A Bíblia diz que Sansão morreu na faixa de Gaza quando destruía o Templo dos Filisteus. Acredita-se que seja o lugar onde foi enterrado um dos avós do profeta Maomé.
O Império Otomano dominou Gaza durante centenas de anos até a primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando o território tornou-se dominado pelos britânicos junto com o restante da Palestina. A área ficou sob controle do Egito em 1948, durante a guerra árabe-israelense que conduziu à criação do Estado de Israel.
A população da faixa de Gaza triplicou em 1948, quando absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.
Cerca de 1,5 milhão de palestinos moram em Gaza, mais da metade deles refugiados das guerras com Israel e seus descendentes. A faixa de Gaza tem uma das maiores densidades populacionais e taxa de crescimento demográfico do mundo.
A maioria dos moradores de Gaza vivem com menos de US$ 2 ao dia. Os bloqueios israelenses diminuíram o comércio além das fronteiras e o acesso ao trabalho e as sanções do Ocidente impostas após o Hamas assumir o poder tem atingido a economia local.
Localização: Oriente Médio, banhada pelo mar Mediterrâneo, entre o Egito e Israel.
Área: 360 km quadrados
População: 1,5 milhão (estimativa de julho de 2008)
Religião: muçulmana (99,3%), cristã (0,7%)
Línguas: árabe, hebraico, inglês
PIB: US$ 5,3 bilhões [inclui a Cisjordânia] (2006)
Renda per capita: US$ 1.100 [inclui a Cisjordânia] (2006)
Fontes: CIA - The World Factbook e Reuters
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Especial



Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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