Mundo
07/05/2008 - 00h37

Hillary anuncia vitória em primária da Indiana e promete continuar

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da Folha Online

A pré-candidata à Presidência dos EUA Hillary Clinton reivindicou nesta terça-feira a vitória na primária democrata de Indiana, pela qual já havia sido parabenizada por seu adversário Barack Obama, e garantiu que vai continuar na disputa pela Casa Branca. Na Carolina do Norte, que também realizou prévia nesta terça, Obama foi declarado vencedor.

Nenhuma rede de TV, salvo a CBS, fala na vitória de Hillary, já que a disputa avança cabeça a cabeça.

Com 85% das urnas de Indiana apuradas, as emissoras de televisão americanas anunciavam que Hillary estava na frente, com 52%, acompanhada de perto por Obama, com 48%.

Jeff Haynes /Reuters
Simpatizantes de Hillary aguardam discurso da pré-candidata
Simpatizantes de Hillary aguardam discurso da pré-candidata

A CBS foi a primeira a anunciar o triunfo da senadora em Indiana.

Hillary declarou que Obama chegou a dizer que esse Estado definiria a batalha de ambos os pré-candidatos pela indicação do partido na corrida pela Casa Branca. Com o resultado, ela parece ganhar novo fôlego.

"Bem, hoje viemos lá de trás, rompemos o empate e, graças a vocês, seguimos a toda velocidade rumo à Casa Branca", declarou a ex-primeira-dama a seus simpatizantes.

A ex-primeira-dama descreveu sua batalha pela candidatura como uma "experiência extraordinária", e em seguida mostrou solidariedade com as dificuldades da classe média em momentos de turbulências na economia.

Hillary lembrou o alto preço dos combustíveis e a importância e os esforços de todos que "não aparecem nas manchetes dos jornais, mas que sempre escreveram a história americana".

"Preciso da ajuda de vocês para continuar esta viagem", disse a senadora, que afirmou que continuará brigando para vencer as seis primárias restantes até o dia 3 de junho.

Além disso, assegurou que está determinada a conquistar a vitória nas eleições presidenciais de 4 de novembro. "Vale a pena lutar pelos Estados Unidos", acrescentou.

Carolina do Norte

Obama conseguiu uma importante vitória sobre Hillary na Carolina do Norte, recuperando o rumo de sua campanha, após semanas de revezes, e se aproximando ainda mais de se tornar o primeiro candidato negro à Presidência dos EUA por um grande partido.

Com a vitória na Carolina do Norte, Obama continua a expandir sua vantagem no número de delegados que escolhem o nomeado do partido, e Hillary fica com ainda menos oportunidades de diminuir a diferença.

Com 97% das urnas da Carolina do Norte apuradas, Obama aparecia liderando com 56% dos votos, e Hillary atrás, com 42%.

As disputas desta terça são as últimas grandes prévias na corrida pela nomeação democrata.

O senador por Illinois impressionou em fevereiro ao ter 11 vitórias consecutivas. Quando parecia que ele iria derrotar Hillary, que começou a disputa como a favorita, a senadora por Nova York venceu nos maiores Estados dos EUA em março e abril, mantendo o páreo embolado.

O fato de Obama não conseguir se impor como o favorito à nomeação levantou dúvidas se ele pode atrair o voto dos brancos da classe operária, necessários para vencer o provável candidato republicano John McCain.

As dúvidas foram agravadas pela polêmica criada sobre sua relação com o controverso pastor Jeremiah Wright e suas declarações racistas.

Ainda assim, Obama continua liderando no número de delegados que participarão da convenção nacional do partido em Denver, em agosto.

Segundo a rede CNN, Obama tem 1.787 delegados, e Hillary, 1637. Com a derrota na Carolina do Norte, Hillary fica com poucas chances de diminuir a vantagem o rival, mesmo que ganhe em Indiana.

A estratégia da ex-primeira-dama tem sido se manter na disputa e persuadir os supderdelegados --veteranos do partido e oficiais eleitos que possuem voto livre na Convenção Nacional de agosto-- a apoiá-la como a maior esperança democrata de conseguir a Casa Branca.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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