Primeiro premiê de Israel, Ben Gurion lutou pela criação do Estado
da Folha Online
David Ben Gurion --o primeiro premiê de Israel e aquele que ficou mais tempo no cargo-- nasceu como David Green, em Plonsk, na Polônia, em 1886, e estudou em uma escola hebraica fundada por seu pai. Aos 17 anos, aderiu ao grupo sionista socialista Poalei Zion.
Em 1906, imigrou para Israel, onde trabalhou como funcionário em assentamentos agrícolas, até entrar para a política e ajudar no estabelecimento do grupo judaico de autodefesa Hashomer. Em 1912, começou a estudar Direito em Istambul, mas com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi deportado ao lado de outros sionistas.
| 27.jan.1971 - Reuters |
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| Ex-premiê David Ben Gurion durante viagem por bases militares de Israel |
Ben Gurion passou dois anos da guerra nos Estados Unidos, onde se casou com Paula Monbesz, uma companheira sionista, e foi ativo na formação da ala americana do sionismo trabalhista.
Voltou ao Oriente Médio como soldado da Legião Judaica, uma unidade do Exército britânico criada por Zeev Jabotinsky.
Ele teve um papel preponderante na fusão dos partidos Ajdut Haavodá e Hapoel Hatzair no Mapai (precursor do Partido Trabalhista de hoje), que se tornou o partido do governo durante as primeiras décadas do Estado, com Ben-Gurion na liderança.
Desde 1935, o sionismo trabalhista havia se convertido na facção mais importante do movimento sionista e Ben Gurion ocupou o posto-chave de presidente do Executivo da Agência Judaica --um "quase governo" dos judeus na região-- função que exerceu até 1948, quando se estabeleceu o Estado de Israel.
Durante estes anos, fez o curso de história sionista e moldou o caráter do Estado.
Baseando-se em uma plataforma política que combinava visão com pragmatismo, abandonou a política sionista oficial de cautela e gradualismo, para adotar uma linha ativista firme.
Estado de Israel
Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ele desafiou a autoridade britânica organizando a grande imigração "ilegal" e estabeleceu fronteiras ao Estado, criando assentamentos judaicos em todas as partes do país. Impulsionou o desenvolvimento de uma capacidade de defesa e pressionou pela aquisição de armamento pesado --artilharia e aviões.
Em 1948, ele lutou pela criação de Israel e proclamou o estabelecimento do Estado.
Com isso, tornou-se premiê e ministro da Defesa. Nos primeiros anos do Estado, sua forte e carismática liderança conduziu as ondas de imigração que duplicaram a população do país.
Ele conduziu esforços de absorção, investindo os limitados recursos da nação na integração dos imigrantes, assegurou as zonas distantes, construindo assentamentos na periferia, e instituiu uma educação universal com base em um sistema escolar público não-partidário.
Como ministro da Defesa, planejou e realizou a tensa transição de organizações clandestinas a um Exército regular --moldando o caráter e a estrutura das Forças de Defesa de Israel (FDI). Posteriormente, ele encabeçou projetos nacionais a "Operação Tapete Mágico" (transporte aéreo dos judeus do Iêmen), a construção do Aqueduto Nacional e inovadores projetos de desenvolvimento regional.
Relações exteriores
No campo internacional, Ben Gurion colocou sua carreira política em jogo para conseguir a aprovação do controvertido acordo de reparações com a Alemanha Ocidental. Ele liderou a retirada de Israel do bloco das nações não-alinhadas, adotando uma orientação pró-ocidental.
Esse passo estabeleceu as bases para uma aliança estratégica com a França e Reino Unido, que fortaleceu Israel nas esferas diplomática, econômica e militar nos anos 50.
Em 1953, cansado por anos no serviço público, Ben Gurion renunciou ao governo por dois anos. Ele se estabeleceu no kibutz Sde Boker em Negev, servindo de exemplo pessoal à juventude israelense. Depois das eleições de 1955, voltou a ser premiê israelense.
Reafirmando a política de defesa, lutou por uma resposta mais forte contra o terrorismo além das fronteiras e adotou uma estratégia de defesa baseada em uma estreita cooperação com a França, que durou por mais de uma década.
A campanha do Sinai (1956) --apesar de Israel ter se retirado de Sinai devido às pressões internacionais-- conseguiu suspender os atos de sabotagem e terrorismo contra os povoados no sul, e suspendeu o bloqueio egípcio à navegação israelense no Mar Vermelho.
Em 1963, Ben Gurion renunciou mais uma vez ao governo, colocando fim a quase três décadas de liderança, incluindo 13 anos como primeiro-ministro do Estado de Israel.
Ben Gurion tentou voltar à vida pública em 1965, apoiando uma reforma eleitoral e a formação de um novo partido, Rafi, que obteve só dez cadeiras nas eleições para o Knesset naquele ano. Ele permaneceu como membro do Knesset durante outros cinco anos, retirando-se da vida pública em 1970, aos 84 anos de idade. Ben-Gurion --uma das figuras mais influentes do sionismo moderno-- morreu em 1973 e foi sepultado em Sde Boker.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores de Israel e Jewish Virtual Library
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Especial



Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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