Atual presidente de Israel, Peres ganhou projeção com acordo de paz
da Folha Online
Atual presidente, Shimon Peres é um político experiente que serviu por duas vezes como premiê --entre 1984 e 1986, e de 1995 a 1996-- e foi três vezes líder do Partido Trabalhista.
Em 1993, ganhou projeção mundial como ministro de Relações Exteriores por sua atuação na negociação de um acordo de paz com Iasser Arafat, na época presidente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP). Os esforços de Peres e Arafat, junto com o premiê israelense na época, Yitzhak Rabin, renderam-lhes o prêmio Nobel da Paz em 1994.
| 14.dez.2005 - Christian Lutz/AP |
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| Ex-premiê israelense, Shimon Peres participa de coletiva de imprensa no Parlamento Europeu |
Nascido em 1923, em Belarus, na Polônia ele imigrou com sua família para o Oriente Médio em 1934. Ele cresceu no movimento jovem sionista HaNo'ar Ha'oved e, desde cedo, se tornou um grande defensor da criação do Estado de Israel.
Viveu com sua família por muitos anos no kibbutz -comunidades agrícolas coletivas que foram a base da economia de Israel na época da independência-- Alumot, época na qual se casou com Sonia, com a qual teve três filhos, e trabalhou como pastor de ovelhas.
Em 1947, uniu-se ao movimento Haganah, uma organização militar pró-independência sob a direção de David Ben Gurion, que logo se tornou seu mentor político.
Há 60 anos, em 08 de maio de 1948, quando Israel se tornou um Estado reconhecido pela Organização das Nações Unidas, Ben Gurion, então primeiro-ministro, apontou Peres, que na época tinha apenas 24 anos, como líder da Marinha do país.
Em 1952, foi indicado ao cargo de vice-diretor do Ministério da Defesa, logo sendo promovido a diretor (cargo que ocupou de 1953 a 1959) e vice-ministro de Defesa (1959-1965). Nestes anos no ministério, Peres aumentou a produção nacional de armas, começou um programa de pesquisa nuclear (mais tarde foi o responsável pelo estabelecimento do reator nuclear em Dimona) e estabeleceu alianças internacionais, a mais notável com a França. Peres renunciou ao cargo em 1965 para se juntar a Ben Gurion na fundação de um novo partido, o Rafi, em oposição ao sucessor de Gurion no ministério, Levi Eshkol.
O Partido Rafi não conseguiu se estabelecer no cenário político israelense e, em 1967, Peres iniciou as negociações para a fusão do Mapai, antigo partido de Gurion, e Ahdut Avodah, um partido trabalhista mais de esquerda que iniciou o projeto que culminaria no Partido Trabalhista, do qual ele se tornou secretário-geral. Sob a legenda do Partido Trabalhista, Peres se tornou ministro de Defesa, em 1974.
Primeiro-ministro
Cinco anos depois, em 1977, com a renúncia do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, assumiu o cargo e tornou-se líder do Partido Trabalhista. Contudo, não conseguiu vencer as eleições no mesmo ano e acabou entregando o cargo para Menachem Begin, do partido de direita Likud.
Peres assumiu então a liderança da oposição, onde ficou até 1984 quando, após duas derrotas anteriores, conseguiu vencer o rival e assumir o posto maior de primeiro-ministro.
Em setembro desse ano, Peres e Yitzhak Shamir, chefe do Likud, formaram a coalizão Unidade Nacional para o Governo, para dividir o poder durante o mandato de 50 meses.
Nos primeiros 25 meses, Peres foi primeiro-ministro e Shamir ficou como vice e ministro de Relações Exteriores. Nos outros 25 meses, os cargos foram invertidos. Sob a liderança moderada e conciliatória de Peres, em 1985, Israel retirou suas forças militares de uma controversa invasão no Líbano. Depois de novas eleições disputadas em 1988, os partidos Likud e trabalhista formaram uma nova coalizão, com Peres como ministro de Finanças e vice-primeiro-ministro e Shamir como primeiro-ministro. A coalizão durou até 1990, quando o Likud conseguiu apoio suficiente para formar um governo forte sem o apoio dos trabalhistas.
Em fevereiro de 1992, na primeira primária realizada por um partido de peso em Israel, Peres perdeu a liderança do Partido Trabalhista para Rabin. Quando o partido ganhou as eleições gerais de junho e Rabin tornou-se primeiro-ministro de Israel, em julho, Peres foi trazido ao governo como ministro de Relações Exteriores.
Negociações de paz
Peres iniciou as negociações entre Israel e a OLP que resultaram nos Acordos de Oslo, assinados na Casa Branca em 13 de setembro de 1993. No ano seguinte, ele ganhou junto com Rabin e Arafat o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços. Depois do acordo assinado, assumiu as negociações com a OLP sobre os detalhes da implementação do pacto.
Após o assassinato de Rabin, em 1995, assumiu como premiê e ministro da Defesa, até as eleições de maio de 1996. Nesta época, ele lançou seu livro de memórias "Lutando pela paz", sobre sua participação nas negociações de um acordo de paz entre israelenses e palestinos.
Depois da derrota nas urnas por pequena margem para Benjamin Netanyahu, do Likud, dedicou-se à criação do The Peres Center for Peace, organização não-governamental e não-partidária que desenvolve projetos para a paz entre israelenses e árabes.
Das derrotas à Presidência
Em 2000, Peres foi novamente derrotado nas urnas, desta vez na disputa pela Presidência contra Moshe Katsav. Ele não quis se candidatar à reeleição como líder do Partido Trabalhista em 1997, mas manteve-se ativo na política, servindo como ministro de Relações Exteriores e interino do premiê (2001 e 2002), e depois como vice-premiê (em 2005) no governo liderado por Ariel Sharon, então do Likud.
| Tara Todras-Whitehill/AP |
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| Presidente israelense Shimon Peres defende maiores esforços para a negociação da paz |
Em 2003, retornou à liderança trabalhista, mas foi inesperadamente derrotado na nova eleição interna para a Presidência, em novembro de 2005. Poucas semanas depois, ele abandonou o partido para afiliar-se ao Kadima, criado por Sharon após sua dissidência do Likud.
Desde a vitória do Kadima nas eleições de 2006, Peres serviu como vice-primeiro-ministro de Ehud Olmert.
No novo partido, Peres foi eleito o 9º presidente de Israel, em junho 2007. Desde então, atua com aliados no Knesset e com o primeiro-ministro Olmert para a retirada dos assentamentos na faixa de Gaza e em partes da, em oposição à postura defendida pelo Likud.
Peres mantém sua postura de negociação com a OLP e defende a volta do Estado de Israel para suas fronteiras antes de 1967 "com alguns ajustes necessários para a segurança e para encontrar uma solução para os assentamentos".
Com Enciclopédia Britânica, Ministério de Relações Exteriores de Israel, The Peres Center For Peace
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Especial




Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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