Ciclone em Mianmar pode ter matado 100 mil, diz diplomata dos EUA
Colaboração para a Folha Online
A representante dos Estados Unidos em Mianmar declarou nesta quarta-feira que o ciclone que devastou o país asiático no fim de semana passado pode ter matado mais de 100 mil pessoas.
"Poderia haver mais de 100 mil mortos na área do delta" do rio Irrawaddy, declarou a diplomata Shari Villarosa, citando uma ONG cujo nome não revelou.
A diplomata acrescentou que segundo uma fonte do governo de Mianmar, que também não identificou, "95% dos edifícios desapareceram" na área do delta.
Segundo os números oficiais do governo de Mianmar, o ciclone Nargis deixou 22.980 mortos e 42.119 desaparecidos, assim como 1.383 feridos.
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ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira à Junta Militar de Mianmar que facilite a entrada no país da ajuda humanitária que a comunidade internacional deseja enviar aos desabrigados pelo ciclone.
A porta-voz da ONU, Marie Okabe, assegurou que Ban "está muito preocupado com a tragédia contínua" que vive Mianmar.
"Dada a magnitude do desastre, o secretário-geral pede ao governo de Mianmar que responda ao movimento de assistência e solidariedade internacional facilitando ao máximo a chegada de voluntários e a autorização de entrada de material humanitário", disse.
Okabe destacou que Ban considera que as atuais circunstâncias constituem "um momento crítico para o povo de Mianmar" e que uma flexibilização dos trâmites de entrada "ajudarão o governo em sua resposta a esta tragédia".
A porta-voz enfatiza "a importância de proporcionar assistência nos primeiros dias após o impacto do ciclone", disse.
Okabe acrescentou que Ban Ki-moon recebe com agrado as informações que chegam da região em que será permitida, na quinta-feira, a entrada de alguns especialistas em desastres das Nações Unidas para avaliar a situação e determinar que tipo de assistência deve receber prioridade.
A ONU considera que a lentidão na tramitação de vistos e a autorização de entrada de material humanitário se transformou em um obstáculo para socorrer os quase um milhão de afetados pelo ciclone, que devastou o sul de Mianmar.
O regime militar que governa Mianmar desde 1962 permitiu, até o momento, a chegada a conta-gotas de assistência internacional.
Com France Presse e Efe
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