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07/05/2008 - 22h40

Veja a cronologia dos 60 anos do Estado de Israel

da Folha Online

Há 60 anos, em 8 de maio de 1948, foi fundado o Estado de Israel, reconhecido como país pela ONU (Organização das Nações Unidas). O reconhecimento foi resultado de décadas de luta do movimento sionista --que defende a autonomia do Estado de Israel-- e teve como figura política de destaque David Ben Gurion, que assumiu o primeiro governo do país.

Confira a cronologia do Estado de Israel nesses 60 anos:

27.jan.1971 - Reuters
Ex-premiê David Ben Gurion durante viagem por bases militares de Israel
Ex-premiê David Ben Gurion durante viagem por bases militares de Israel

8 de maio de 1948: Fim do mandato britânico com o estabelecimento do Estado de Israel com David Ben Gurion, do Partido Trabalhista, na liderança do país. Os palestinos não concordaram com a determinação de um Estado israelense e começa um conflito histórico entre palestinos e israelenses pelo domínio do território.

Maio de 1948 a 1949: Um dia depois da criação do Estado de Israel, os Exércitos do Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, forçando Israel a defender a soberania recém-conquistada. A Guerra da Independência era um conflito iminente diante da recusa das lideranças árabes a aceitar a resolução da ONU.

1949: Com a vitória das forças de defesa israelenses, o país expande fronteiras

29 de outubro de 1956: Israel invade a faixa de Gaza e Sinai junto à campanha lançada pela França e Reino Unido para combater o domínio egípcio no Canal de Suez. As forças israelenses deixam as regiões em março de 1957.

1964: A liderança palestina cria a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), para comandar as forças para lutar contra israelenses

5 de junho de 1967: Israel lança ataques preventivos ao Egito e à Síria depois do que considera "ataques agressivos" do Egito. A vitória na Guerra dos Seis dá a Israel o domínio sobre a Cisjordânia, oeste de Jerusalém, a faixa de Gaza e as Colinas de Golã.

Divulgação
Israelenses choram diante do caixão de um dos onze atletas mortos na Olimpíada de Munique
Israelenses choram diante do caixão de um dos onze atletas mortos na Olimpíada de Munique

5 de setembro de 1972: Palestinos matam 11 atletas israelenses na Olimpíada de Munique. Em retaliação, Israel mata líderes de guerrilhas palestinas.

6 de outubro de 1973: Na Guerra de Yom Kippur, o Egito e a Síria atacam Israel ao longo do Canal de Suez e as Colinas de Golã. Depois de reveses iniciais na Guerra, Israel consegue vencer os dois inimigos em três semanas.

Fevereiro de 1974: É fundado o grupo religioso sionista Gush Emunim, que apóia a expansão dos assentamentos judeus nos territórios ocupados.

4 de julho de 1976: Comandos de Israel resgatam 98 refém israelenses e judeus em Entebbe, Uganda, depois que guerrilhas palestinas seqüestraram um avião da Air France.

17 de maio de 1977: O partido de direita Likud chega ao poder depois de 29 anos de domínio do Partido Trabalhista, com a vitória de seu líder Menachem Begin nas eleições nacionais.

19 de novembro de 1977: O presidente egípcio Anwar Sadat vai a Israel em visita oficial que encerra 30 anos de hostilidade.

14 de março de 1978: As forças israelenses atravessam o sul do Líbano para combater guerrilhas palestinas. Mais tarde, Israel recua.

17.set.1978 - AP
Premiê israelense (à dir.) assina acordo com os presidentes dos EUA (centro) e Egito (à esq.)
Premiê israelense (à dir.) assina acordo com os presidentes dos EUA (centro) e Egito (à esq.)

17 de setembro de 1978: Primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, e o presidente do Egito, Anwar Sadat, assinam os dois Acordos de Paz de Camp David, negociados na casa de campo do presidente dos EUA e assinados na Casa Branca. Os acordos foram patrocinados pelo então presidente dos EUA, Jimmy Carter.

7 de junho de 1981: As Forças Aéreas israelenses destroem o local onde o Iraque estava construindo um reator nuclear, acabando com as esperanças do então ditador iraquiano Saddam Hussein de construir uma bomba atômica.

25 de abril de 1982: Israel entrega os territórios ocupados no Monte Sinai de volta ao Egito.

6 de junho de 1982: Israel invade o Líbano, onde fica por três anos.

16 a 18 de setembro de 1982: Centenas de civis em campos de refugiados palestinos em Sabra e Shatila em Beirute são mortos por cristãos libaneses que foram ajudados por tropas israelenses.

Dezembro de 1987: Levante palestino conhecido como Intifada surge na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Cerca de 1.500 palestinos e 400 israelenses foram mortos em conflitos nos seis anos seguintes.

1991: Imigração massiva de judeus da União Soviética a Israel. Quando o comunismo entra em colapso, 700 mil chegam em Israel.

13 de setembro de 1993: Na Casa Branca, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e o líder da OLP Yasser Arafat cumprimentam-se nos Acordos de Oslo.

13.set.1993 - Gary Hershorn/Reuters
Aperto de mãos entre Yitzhak Rabin (à esq.) e Yasser Arafat (à dir.) sela acordo de paz
Aperto de mãos entre Yitzhak Rabin (à esq.) e Yasser Arafat (à dir.) sela acordo de paz

26 de outubro de 1994: Israel assina um acordo de paz com Jordânia, país fronteiriço.

28 de setembro de 1995: Em Washington, Rabin e Arafat assinam mais um acordo de paz entre os povos.

4 de novembro de 1995: Rabin é assassinado pelo ultra-sionista judeu Yigal Amir. Seu aliado no Partido Trabalhista Shimon Peres assume como primeiro-ministro.

29 de maio de 1996: Benjamin Netanyahu, do Likud, é eleito primeiro-ministro após uma onda de ataques suicidas palestinos em Israel.

28 de setembro de 2000: Levante palestino começa após a visita do líder do Likud, Ariel Sharon, a um local sagrado para os muçulmanos em Jerusalém.

6 de fevereiro de 2001: Sharon ganha as eleições nacionais.

27 de março de 2002: Homens-bomba matam 30 pessoas em Netanya. As forces israelenses invadem a Cisjordânia em 29 de março.

30 de abril de 2003: Em um esforço conjunto, ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia desenham mapa da paz para a região.

11 de novembro de 2004: Yasser Arafat more e Mahmoud Abbas lidera a Organização para a Libertação da Palestina.

8 de fevereiro de 2005: Sharon e Abbas declaram cessar-fogo

22 de agosto de 2005: Israel completa a retirada das tropas e assentamentos da faixa de Gaza depois de 38 anos de ocupação.

17.ago.2003 - Jim Hollander/Efe
Ex-primeiro-ministro Ariel Sharon renunciou em 2005 e está em coma há 2 anos
O ex-premiê Ariel Sharon entrou em coma há 2 anos, após um derrame

4 de janeiro de 2006: Sharon sofre um derrame cerebral grave que o deixa em coma. Ehud Olmert o sucede, ganhando as próximas eleições nacionais.

25 de janeiro de 2006: O grupo extremista palestino Hamas ganha o Parlamento palestino e rejeita as propostas de acordos de paz com Israel de Abbas.

Julho a agosto de 2006: Ao menos 1.100 pessoas no Líbano e 157 israelenses morrem em 34 dias de lutas intensas depois que o grupo terrorista Hizbollah captura dos soldados israelenses em uma patrulha de fronteira.

1º março de 2008: Em um dos dias mais sangrentos na região em décadas, as tropas israelenses matam 61 palestinos em Gaza. Israel diz que o ataque foi resposta a um ataque anterior dos palestinos. Mais de 120 palestinos e três israelenses são mortos em seis dias

Com Enciclopédia Britânica, Reuters, Ministério de Relações Exteriores e Folha de São Paulo

Comentários dos leitores
FLORIANOPOLIS / SC
Correções:
(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
sem opinião
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FLORIANOPOLIS / SC
Tudo o que começa errado acaba errado.
...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
sem opinião
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FLORIANOPOLIS / SC
É uma burrada atrás da outra e novamente o Premiê de Israel Ehud Olmert comete.
...
Trocar mortos por vivos!!!
Os que chegaram em Israel defendiam a nação
e os que voltaram ao Líbano irão se unir às milícias e fortalecer ainda mais aqueles grupos terroristas.
...
Anunciaram um dia antes que os soldados estavam mortos, para dor e desespero da família que aguardavam a volta deles.
...
Que Deus tenha misericórdia dessa situação que se abate a séculos no Oriente Médio e levante homens idôneos para conduzir um processo de paz verdadeiro e duradouro.
...
Imaginem o que vai representar no futuro à mente das crianças libanesas que assistiram a comemoração da chegada daqueles terroristas!!!
sem opinião
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