Mundo
07/05/2008 - 19h15

EUA criticam reformas em Cuba e pedem que país liberte presos políticos

Colaboração para a Folha Online

O governo dos Estados Unidos pediu ao de Cuba que liberte todos os presos políticos como um "sinal" de aproximação à democracia, além de definir 21 de maio como o dia de solidariedade com o povo cubano.

"Fazemos um pedido a Raúl Castro para que liberte todos os prisioneiros políticos. Isto seria um sinal de que o país avança, e não permitir que o povo possa comprar pequenos eletrodomésticos", disse hoje o Secretário de Comércio americano, Carlos Gutiérrez, que é nascido em Cuba.

Durante discurso na 38ª conferência do Conselho das Américas, em Washington, Gutiérrez disse que a Casa Branca definiu 21 de maio como dia de conscientização sobre as "precárias condições dos prisioneiros" e a situação dos direitos humanos em Cuba.

Gutiérrez pediu o apoio da comunidade internacional para que mostrem seu compromisso com as pessoas que estão presas simplesmente por expressar seu ponto de vista.

"Há pessoas que apodrecem nas prisões cubanas simplesmente por acreditar na liberdade", disse.

Bush

O presidente George W. Bush, por sua vez, menosprezou nesta quarta-feira as recentes medidas de liberalização em Cuba, e pediu ao governo da ilha comunista que permita uma verdadeira transição democrática.

"O regime fez gestos de reforma insignificantes, mas Cuba continua dirigida pelo mesmo grupo que oprimiu os cubanos durante quase meio século", declarou Bush em um discurso sobre a política dos Estados Unidos para a América Latina.

"Se Cuba quiser se juntar à comunidade das nações civilizadas, os líderes cubanos precisam iniciar um processo de mudança pacífico e democrático, e a primeira medida deve ser a libertação de todos os prisioneiros políticos", afirmou, depois de informar ter conversado na véspera com dissidentes cubanos.

George W. Bush, falou ontem por telefone durante 45 minutos com dissidentes sobre a situação na ilha e sobre os presos políticos.

Segundo nota divulgada por opositores, em Havana, Bush conversou com os líderes Martha Beatriz Roque, José Luis García "Antúnez", e com Berta Soler, mulher do preso político Angel Moya e ativista das Damas de Branco, que visitaram a Seção de Interesses de Washington em Havana.

Os três deram ao presidente americano uma explicação "a título pessoal" da "situação política, econômica e social do país".

Com Agências Internacionais

 

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