Artigo: "Sim, eu sou judia"
ROSANA HERMANN
especial para a Folha Online
Eu sou judia.
Sempre fui, sempre soube, sempre quis.
Tenho uma história com links quebrados por parte de pai, galhos genealógicos partidos em fugas durante guerras, documentos perdidos ou queimados. Venho de uma linhagem pequena e dúbia por parte de mãe que inclui uma avó que morreu com dúvidas sobre seu próprio nome. As confusões e conversões estendiam-se também para o plano religioso.
O caos cultural e familiar ao mesmo tempo que me deu muitas inseguranças também me deu asas e, já adulta, casada e com filhos, resolvi criar em mim uma nação e me fazer judia.
Converti-me oficialmente pela CIP. Depois de terminados todos os cursos passei por um ritual de conversão marcante, renovador, dentro da água, a Mikvá.
Diante de testemunhas femininas, completamente nua, do jeito que vim ao mundo, fiz as rezas e mergulhei na água natural da chuva, porque é água cheia de vida.
Renasci com um novo nome em hebraico.
Fui para Israel, viajei por todo o país com a família e me emocionei em cada metro quadrado. Em Jerusalém pude sentir exatamente a dimensão dos 5768 anos da nossa era, com todo o sangue derramado em nome de Deus, da liberdade e do direito a uma terra.
Israel é um país forte e belo, tenso e intenso, jovem e igualitário. Viaja-se de ponta a ponta e o que se vê é praticamente uma mesma classe social. Todos prezam o conhecimento porque como todos nós judeus sabemos, o conhecimento é a única coisa que não pode nos ser tirada. É o que temos em nós e carregamos conosco.
Assim como nossos sentimentos mais profundos e nossa fé.
Na Sinagoga que freqüento, na Hebraica, não há uma só vez que não chore quando canto e ouço o Hino de Israel. É lindo e triste.
Quando eu morrer serei enterrada ao lado do meu marido, nascido em Haifa, num cemitério judaico.
Serei enterrada nua, como reza a tradição.
E assim ficarei ao lado dele por toda a eternidade, seja ela como for.
Eternamente judia.
Rosana Hermann é jornalista e atualmente apresenta o programa "Atualíssima", na Band
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Quer dizer que o fato de uma nação possuir desertos, aterros sanitários, etc, dá o direito de outro tomar posse dessas terras?
Hummm, então cuidado! se sua cidade (ou país) possui aterros sanitários ou áreas desertas, Israel pode entender que é legítima a invasão. Afinal Israel pode tudo...
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Nem os Otomanos e nem o Protetorado Britânico cuidava da prosperidade local.
Desde o final do século 19 a comunidade judaica já era maioria, segundo jornais locais da época.
Theodoro Herz deu uma grande contribuição ao Novo Estado de Israel. Em 1897, na Basiléia, Suiça ele disse: "... dentro de 50 anos nascerá um novo Estado de Israel..". Dito e feito, depois de um custo incalculável de vidas que foram dizimadas no brutal genocídio do Holocausto.
Minha pergunta é: Porque o mundo árabe, não dava bolas enquanto aquelas terras eram apenas desertos, ruinas e aterros sanitários ?
Na criação, em 1948, eles pediram licença aos seus patrícios e bombardearam a jovem nação.
Quem foi então que criou essa massa de refugiados palestinos? Resposta: O próprio mundo árabe. Eles mesmos são os culpados, mas Israel demonstrou em apenas 60 anos como se transfoma desertos em mananciais.
Isso por si só, demonstra que a terra de Israel e o coração do povo judeu é um só, de direito e de fato.
Em tem mais... Ninguém mais os arranca de lá.
A paz no mundo, depende da Paz em Jerusalém.
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