Mais superdelegados apóiam Obama e Hillary insiste em Michigan e Flórida
Colaboração para a Folha Online
A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton usa todos os recursos disponíveis para se manter na campanha pela nomeação, inclusive dinheiro de seu próprio bolso. Mas, com apenas seis primárias à frente, é o seu rival, Barack Obama, que vive um bom momento, com a conquista de mais quatro superdelegados.
Obama, que saiu como o grande vencedor da votação em Indiana e Carolina do Norte, com um saldo de 13 delegados e cerca de 200 mil votos populares a mais, conquistou outros quatro superdeloegados, os líderes partidários que devem definir os rumos da corrida democrata e que votam independentemente do resultado das primárias.
Hillary, que recebeu o apoio de dois superdelegados após os resultados desta terça-feira, encontrou-se com superdelegados do Congresso norte-americano, liderado pelos democratas, em um esforço para atrair os políticos ainda indecisos e manter aquelas que já a apoiaram ainda do seu lado.
Embora tenha muito mais tradição na política norte-americana por seus anos como primeira-dama, durante os dois mandatos do marido, o ex-presidente Bill Clinton, poucos tinham palavras encorajadoras.
Como o senador de Nova York, Estado pela qual Hillary é senadora, Charles Schumer, que é um apoiador entusiasmado de Hillary, mas preferiu se conter quando perguntado se achava que a candidata deveria continuar na corrida. "É uma decisão que ela tem que fazer e eu aceitarei qualquer que seja. Esta é uma corrida acirrada e, você sabe, as decisões que Hillary Clinton toma são decisões que, como um apoiador, eu tenho que apoiar", afirmou.
Cálculos
Por enquanto, Hillary conta com o apoio de 271 superdelegados enquanto 256 declararam seu apoio a Obama. Apesar de estar atrás entre o grupo, Obama tem crescido entre os seus colegas, alguns dos quais amigos da família Clinton. Há apenas alguns meses, Hillary liderava entre os superdelegados por mais de cem votos.
Para Obama, que segundo dados da CNN conta com 1.845 delegados contra 1.686 de Hillary, os superdelegados também são essenciais para garantir a nomeação.
Como os votos dos delegados são divididos proporcionalmente ao número de votos populares, o senador por Illinois precisaria de vitórias muito amplas nos seis Estados restantes nas primárias (que colocam em jogo 217 delegados) para conseguir mais 180 delegados e, assim, chegar aos 2.025 delegados necessários para garantir a nomeação já nesta etapa das primárias.
Assim, como, para Hillary, é quase impossível superar a diferença de 159 delegados apenas com as seis primárias democratas restantes.
Mas, dentro do sistema eleitoral norte-americano, nada está definido porque os superdelegados só definem oficialmente sua decisão na convenção nacional democrata, em 25 de agosto, de onde sai o candidato oficial para as eleições gerais. Assim, o grupo se torna volátil e objeto de disputa contínua dos pré-candidatos.
Michigan
Sem chances de conquistar os 2025 delegados necessários com as seis primárias restantes, a equipe de campanha de Hillary concentra esforços para validar as votações de Michigan e Flórida. Os Estados tiveram a participação de seus delegados suspensa da convenção, após terem adiantado a data da votação contra determinação do Partido Nacional.
Nos dois Estados, a ex-primeira-dama ganhou as primárias democratas com 49,7% na Flórida e 55,4% em Michigan. Neste último, o nome de Obama nem ao menos constava na cédula de votação já que ele, e outros candidatos democratas à época, retiraram seus nomes como demonstração de apoio à decisão do Partido. Mas com 366 delegados, os Estados podem mudar o jogo para Hillary e colocá-la, se não à frente da corrida, ao menos muito próxima de Obama.
Por isso, no discurso de vitória nesta terça-feira à noite, Hillary deu o tom de seus próximos passos e destacou que o assunto não foi esquecido --mesmo que todas as propostas de uma solução para o caso, incluindo divisões de todos os tipos e uma votação por correio, tenham sido negadas pelo Partido Democrata.
"Seria estranho ter um nomeado escolhido por 48 Estados", disse, dando o tom de sua postura favorável a uma solução que, por todos os meios, favoreceria muito mais a ela que a Obama, já a frente no número de delegados e votos populares.
Na manhã desta quarta-feira, conforme relata Sérgio Dávila em reportagem na Folha de São Paulo, ela propôs que o número mínimo de delegados para garantir a nomeação suba para 2.209 delegados, um número que foi repetido por todos seus assessores.
O jornalista conta ainda que o Comitê de Regras e Estatutos do Partido Democrata se reúne em Washington no próximo dia 31 para resolver a questão.
"Nós vamos argumentar que o novo número mágico é 2.209 e que Flórida e Michigan devem ser representados por completo [na convenção do partido, em agosto]", disse Howard Wolfson, diretor de comunicação da campanha de Hillary. "E vamos insistir que o senador Obama não consegue ganhar nos grandes Estados e eleitorados-chave necessários para a vitória em novembro."
Verba
Os dificuldades de Hillary na corrida democrata são ainda acentuadas pela grande desvantagem em seus fundos de campanha. Ela enviou aos seus colaboradores um novo pedido de doações enquanto sua equipe de campanha revelou, nesta quarta-feira, que ela fez mais três empréstimos, totalizando U$ 6,4 milhões (R$ 10,6 milhões), para sua própria campanha desde abril.
Hillary esperava que a vitória desta terça-feira, em Indiana, causasse uma nova onda de doações pela internet, como quando, após ganhar por dez pontos percentuais na Pensilvânia, ela conseguiu U$ 10 milhões (R$ 16,6 milhões) em apenas 24 horas.
Mas, assim como a vitória em Indiana não foi tão arrebatadora (Hillary ficou com 51% dos votos contra 49% de Obama), as doações nesta quarta-feira foram significativas, mas nada perto do dia após a Pensilvânia, dizem seus assessores que, contudo, não quiseram revelar a quantia arrecadada.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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