Atividade de vulcão acelera remoção de moradores no Chile
da Efe, em Santiago do Chile
Uma nova atividade do vulcão Chaitén, que entrou em erupção na última sexta-feira (2) no sul do Chile, acelerou a remoção de algumas pessoas que resistiam a deixar a área.
A atividade aconteceu pouco antes da meia-noite local (1h de Brasília) e foi acompanhada por um clarão intenso no topo e fortes ruídos subterrâneos, disse à emissora de rádio Cooperativa o vulcanólogo do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Juan Callupi.
A situação se estendeu por cerca de dez minutos, e depois o vulcão, de 960 metros de altitude, se acalmou, acrescentou Callupi.
O governo chileno ordenou a desocupação da área em torno do vulcão. No entanto, algumas dezenas de pessoas resistiram a deixar suas casas e animais, e por isso, nesta quarta-feira (7), as autoridades recorreram à Justiça, por meio de um recurso de proteção que foi amparado pela Corte de Apelações de Puerto Montt, para obrigá-los a sair.
A polícia deverá percorrer hoje a localidade de Chaitén e alguns setores rurais na busca dos "teimosos", como foram chamados pelo ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, para levá-los a um lugar seguro.
Por enquanto, a atividade do vulcão durante a madrugada desta quinta-feira convenceu 35 desses habitantes a saírem da área de perigo, com ajuda de pessoal do Exército, que também permanecia na área.
Dentre essas pessoas retiradas, 23 permaneciam no povoado de Santa Bárbara, a 12 quilômetros de Chaitén, capital da Província de Palena, onde estavam as demais, confirmou o comandante Camilo Vidal, chefe dos efetivos, à emissora Canal 13.
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