Mundo
08/05/2008 - 16h18

Mulher de McCain não revela informações sobre sua renda

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Colaboração para a Folha Online

Cindy McCain, mulher do provável candidato republicano John McCain, disse nesta quinta-feira que não vai divulgar as informações de seu imposto de renda, mesmo que seu marido ganhe as eleições gerais pela Casa Branca tornando-a primeira-dama dos Estados Unidos.

"Você sabe, eu e meu marido estamos casados há 28 anos e nós entregamos declarações separadas há 28 anos. Isso é uma questão de privacidade. Meu marido é o candidato", disse Cindy, em uma entrevista à rede de TV NBC.

No mês passado, McCain divulgou seus registros de imposto de renda reportando seus salários referentes aos anos de 2006 e 2007. Segundo os registros, McCain ganhou o salário de senador de cerca de U$ 162 mil (R$ 270,5 mil), a soma de seus ganhos por direitos autorais de sua autobiografia, cerca de U$ 80 mil dólares (R$ 133,6 mil) em 2006 e U$ 176 mil (R$ 294 mil) em 2007 e o total de sua aposentadoria federal, U$ 23 mil (R$ 38,4 mil) e como ex-piloto da marinha, U$ 58 mil (R$ 97 mil), em 2007.

Segundo os documentos, McCain pagou mais de U$ 157 mil (R$ 262 mil) de impostos federais entre 2006 e 2007. Durante este mesmo período, McCain doou mais de U$ 340 mil (R$ 568 mil) a obras de caridade.

Mary Altaffer/AP
Cindy, mulher do senador John McCain, acompanha discurso do marido na Florida
Cindy, mulher do senador John McCain, acompanha discurso do marido na Florida

Cindy McCain é herdeira da distribuidora de cerveja Hensley e dona de uma fortuna estimada em U$ 100 milhões (R$ 167 milhões).

John McCain --em seu 4º mandato no Senado-- é rotineiramente listado entre os legisladores mais ricos no Congresso norte-americano. Contudo, ele sempre manteve suas finanças separadas da de sua mulher e um acordo pré-nupcial manteve a maioria dos bens da família no nome de Cindy.

O presidente do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean, disse que a recusa de Cindy em liberar seus registros de impostos dá a impressão de que McCain tem algo a esconder.

"O que John McCain está tentando esconder?", disse Dean em um comunicado. "Ao longo desta campanha, ele agiu como se seus próprios pedidos de transparência e responsabilidade se aplicassem a todos, menos a ele. Agora ele pensa que pode trazer a mesmo postura dúbia para a Casa Branca", afirmou.

Democratas

O senador Barack Obama divulgou seus registros do imposto de renda na quarta-feira (16), reportando uma renda de U$ 4,2 milhões (R$ 7 milhões) no ano passado, graças a um grande crescimento na venda de seus livros no primeiro ano de sua campanha presidencial.

Este foi um pulo substancial do U$ 1 milhão (R$ 1,66 milhões) de renda declarado pela família Obama em 2006, muito disso também vindo dos livros.

Neste mês de abril, Hillary Clinton e seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, também divulgaram seus impostos dos últimos oito anos mostrando que eles ganharam U$ 109 milhões (R$ 181,3 milhões) no período, com uma substancial parte vinda da venda de livros.

A equipe de campanha de Obama liberou 34 páginas de informação de impostos duas horas antes do mais recente debate entre Obama e Hillary, na Filadélfia, em 16 de abril. A divulgação de informações emergiu como um tema chave na disputa democrata pela nomeação, assim, a liberação dos impostos de Obama foi propositadamente marcada para preceder o debate.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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