Artigo: 60 anos, Am Israel Chai (O povo de Israel vive)
BORIS BER
especial para a Folha Online
Hoje o Estado de Israel completa 60 anos de sua criação. As comemorações de datas nacionais em diferentes países revestem-se sempre de aspectos festivos. São recordações de processos de independência, coroados de sucesso e que levam a uma celebração posterior de felicidade e tranqüilidade, em ambiente pacifico.
Não é exatamente o caso do Estado de Israel. Esta pequena nação, desde a sua fundação, vem lutando de modo continuo pela sua sobrevivência, em meio à hostilidade de seus vizinhos.
Como se sabe, 24 horas após a proclamação do Estado de Israel, os Exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória depois de 15 meses de combate.
Terminada essa primeira guerra, os israelenses concentraram seus esforços na construção do Estado. David Ben Gurion foi eleito primeiro-ministro, e Chaim Weizmann, presidente. Ainda em 1949, Israel se tornou o 59o. membro das Nações Unidas, aumentando a fúria de seus inimigos, que não reconheciam o Estado de Israel.
Os vizinhos de Israel insistiram em atacar, em 1967, na Guerra dos Seis Dias, e em 1973, na Guerra de Yom Kipur (Dia do Perdão, dia mais sagrado do calendário judaico).
Mesmo com essas guerras, a economia israelense cresceu expressivamente. Os investimentos estrangeiros aumentaram, e, em 1975, Israel se tornou membro associado do Mercado Comum Europeu. Ademais, o turismo se tornou uma das principais fontes de renda do país. E mesmo enfrentando condições adversas, o país continua sendo o destino espiritual das três grandes religiões monoteístas, o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo. Estar em Israel significa um retorno ao âmago da história antiga, uma peregrinação às fontes da Fé de cada um, garantida e respeitada.
Apesar de todos os percalços, Israel é um exemplo perfeito de dedicação e determinação de um povo. Há menos de 60 anos, recebeu uma terra árida, uma região estéril e infestada de doenças e a transformou em um pólo científico respeitável, um modelo de criatividade na área de alta tecnologia, com uma agricultura extremamente desenvolvida, contando com universidades que estão atualmente entre as melhores do mundo, e gerando uma quantidade notável de cientistas vencedores de prêmios Nobel.
Desde sua independência, em 1948, Israel vem cumprindo sua meta de ser uma democracia genuína, baseada em valores universais. Israel promove a diversidade, liberdade de expressão e liberdade de culto.
O país goza hoje de uma florescente base de conhecimentos em economia, uma próspera vida cultural, mantendo boas relações e laços comerciais estreitos com blocos econômicos e individualmente com diferentes países. Empresas israelenses têm obtido êxitos nas exportações em diferentes nichos de mercado, assim como em tecnologias na agricultura e tratamento de água.
Um capítulo muito importante da história moderna de Israel é a busca da paz com os seus vizinhos. Israel não é uma ameaça à estabilidade e à paz na região do Oriente Médio. Ao contrário, a origem da ameaça na região vem dos radicais que se recusam a reconhecer os direitos democráticos de Israel.
Israel se associa a elementos moderados da região. No passado assinou acordos de paz com o Egito e a Jordânia e hoje está no meio de um processo de negociação com a liderança palestina moderada, cujo objetivo é a resolução do conflito. Não há nenhuma justificativa para o terrorismo do grupo terrorista Hamas, que controla a faixa de Gaza.
Hoje, não há guerras. Mas há uma permanente ameaça: os grupos radicais terroristas. Estes representam uma ideologia que não serve aos interesses nacionais palestino e israelense, e sabotam as chances de se obter uma solução de dois Estados.
Aqui no Brasil a relação com Israel é estreita, e recentemente, foi assinado um acordo de cooperação bilateral em pesquisa e desenvolvimento industrial no setor privado. Este acordo vem permitindo uma promoção conjunta e apoio de projetos entre empresas, corporações e entidades dos dois países. Continuam sendo elaborados outros acordos e programas, além de visitas oficiais mútuas.
Israel, também assinou recentemente, um tratado de livre-comércio com o Mercosul. Este é um marco político importante, especialmente para o Brasil, que tem relações estreitas com Israel desde sua constituição como Estado, em 1948. Foi o brasileiro Osvaldo Aranha quem presidiu a sessão da Assembléia Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas) que criou o Estado de Israel.
Assim é a história. Uma nação forte se forja na adversidade e na luta, e partindo das cinzas do Holocausto, enfrentando todos os desafios possíveis, o estabelecimento do Estado de Israel consumou a realização do sonho acalentado por gerações, uma nação judaica em sua antiga terra natal.
A comunidade Judaica do Brasil acompanhou os momentos emocionantes da criação do Estado de Israel, logo após o terrível período do Holocausto, sua luta nas guerras contra as ondas de terrorismo, assim como os momentos de júbilo, desde 1948 até hoje.
É em nome desta comunidade, que agradeço ao Brasil por sempre estar ao lado de Israel, inclusive nas comemorações destes 60 anos, quando, vários eventos federais, estaduais, municipais e de organizações judaicas vão acontecer para marcar a data.
Boris Ber é presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo
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Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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