Obama busca o apoio de superdelegados; Hillary diz seguir na disputa
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama, na tentativa de assegurar o apoio de mais superdelegados para a sua candidatura na corrida presidencial democrata, procurou convencer legisladores nesta quinta-feira em uma visita inesperada à Casa de Representantes (Congresso).
A rival democrata Hillary Clinton, por outro lado, falou a colaboradores da Virgínia Ocidental --o próximo Estado a realizar as eleições primárias-- para que ignorem os políticos que declaram que a sua candidatura está encerrada.
Hillary continua atrás de Obama tanto em número de delegados como no voto popular. O senador por Illinois possui o apoio de 1.846 delegados, contra 1.685 da ex-primeira-dama.
Obama está a 179 delegados de atingir os 2.025 necessários para vencer a nomeação, o que não deve acontecer. A decisão sobre o nomeado do partido deve ficar nas mãos dos 270 superdelegados que ainda não declararam apoio a nenhum dos pré-candidatos. O partido democrata possui 796 superdelegados, os veteranos e oficiais eleitos do partido que possuem voto livre na convenção nacional de agosto.
Apoio
Na quarta-feira, Obama obteve o apoio de mais quatro superdelegados, incluindo o ex-senador George McGovern, o nomeado democrata em 1972 que até então demonstrava apoiar Hillary. Nesta quinta, outros dois superdelegados anunciaram o endosso a Obama: David Bonior, um ex-parlamentar de Michigan e o deputado Brad Miller, da Carolina do Norte.
Hillary também recebeu o apoio de dois superdelegados nesta quinta-feira.
A acirrada batalha pela nomeação tem polarizado os eleitores democratas e pode prejudicá-los a ponto de favorecer a campanha do provável candidato republicano John McCain, após oito anos de Presidência republicana.
Mas o gerente de campanha de Hillary, Terry McAuliffe, negou o medo de desunião no partido em entrevista para a o "Today Show", da rede NBC de televisão. Ele afirmou que Hillary faria campanha para Obama se perdesse a nomeação e que Obama faria o mesmo por ela.
Campanha
Hillary, que recentemente doou US$ 6,4 milhões (R$ 10,8 milhões) para sua própria campanha, esteve na Virgínia Ocidental, onde pediu novas doações aos colaboradores e afirmou que permanecerá na disputa até a última primária pela nomeação democrata, que ocorrerá em junho.
A senadora descreveu as pressões para que desista da disputa como "um novo deja vu", já que recebeu os mesmos conselhos antes de vencer em New Hampshire, Ohio, Texas e Pensilvânia.
"Eu estou concorrendo para ser presidente de todos os 50 Estados. Eu acredito que devemos manter a corrida até que a opinião das pessoas da Virgínia Ocidental seja ouvida", afirmou.
Flórida e Michigan
Os assessores de Hillary afirmam que as primárias de Flórida e Michigan, onde Hillary venceu, mudariam o cenário da corrida pela nomeação. No entanto, o resultado das eleições dos Estados foi suspenso devido à antecipação do pleito para antes do calendário determinado pelo partido Democrata.
Nenhum dos pré-candidatos fez campanha nos Estados e o nome de Hillary era o único na cédula de votação de Michigan. Os oficiais democratas ainda discutem uma maneira de alocar os 366 delegados dos dois Estados na convenção nacional, temendo deixar para trás o voto de milhões de democratas.
Os democratas de Michigan propuseram uma divisão de 69 delegados para Hillary e 59 para Obama. Mas o comitê de Hillary negou a proposta e afirmou que não aceitará nada que seja inferior à quantidade de delegados que a senadora obteve nas primárias do Estado.
Com Associated Press.
Leia mais
- Erramos: Obama busca o apoio de superdelegados; Hillary diz seguir na disputa
- Veja calendário das próximas primárias e "caucus" dos EUA
- Mulher de McCain não vai revelar informações sobre sua renda
- Mais superdelegados apóiam Obama e Hillary insiste em Michigan e Flórida
- Longa disputa entre Obama e Hillary preocupa Partido Democrata
- Análise: Melado democrata
- Hillary anuncia vitória em primária da Indiana e promete continuar
Livraria
- Livro revela detalhes da participação dos EUA na ditadura militar no Brasil
- Livro mostra como a CIA financiou artistas para mantê-los longe do comunismo
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- "A Marcha" narra trilha de morte, destruição, saques e caos na Guerra de Secessão dos EUA
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
Especial


avalie fechar
Aí está um belo exemplo de quem tem experiência de vida.
Além de escolher uma governadora, se por acaso ele perder as eleições - o que acho difícil - já lançou uma rival para enfrentar Hillary na futura eleição.
Se ele ganhar - como tudo indica - sua vice poderá sair ainda mais fortalecida no final do mandato.
Isso é claro, se os republicanos fizerem um bom governo desta vez.
É bom ter mulheres governando, além de sensíveis tem o juizo no lugar. São mais humanas.
avalie fechar
Não é à minha pessoa que você dirigiu essas palavras baixas, por sinal fruto das trevas que você se encontra.
Agora, se você pensa assim dou-lhe uma sugestão:
Faça suas malas, tire passaporte e escolha qual outro país queira morar.
Tanto os EUA quanto o Brasil é uma nação predominantemente cristãs.
Aliás a maioria das nações mais desonvolvidas do mundo são cristãs.
O que você faz por aqui?
Vá para a Rússia, Afeganistão, Albânia, Nepal ou qualquer outro país de regimes fundamentalistas do islamismo ou então dos sincretismos religiosos dos países da áfrica.
Não desfrute da democracia baseadas no conceitos judaico-cristão, pois você não merece.
Ou então viva no anonimato e estude bastante, pois seria a melhor opção para pessoas que pensam como você.
avalie fechar