Mundo
08/05/2008 - 20h34

Obama busca o apoio de superdelegados; Hillary diz seguir na disputa

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama, na tentativa de assegurar o apoio de mais superdelegados para a sua candidatura na corrida presidencial democrata, procurou convencer legisladores nesta quinta-feira em uma visita inesperada à Casa de Representantes (Congresso).

A rival democrata Hillary Clinton, por outro lado, falou a colaboradores da Virgínia Ocidental --o próximo Estado a realizar as eleições primárias-- para que ignorem os políticos que declaram que a sua candidatura está encerrada.

Hillary continua atrás de Obama tanto em número de delegados como no voto popular. O senador por Illinois possui o apoio de 1.846 delegados, contra 1.685 da ex-primeira-dama.

Obama está a 179 delegados de atingir os 2.025 necessários para vencer a nomeação, o que não deve acontecer. A decisão sobre o nomeado do partido deve ficar nas mãos dos 270 superdelegados que ainda não declararam apoio a nenhum dos pré-candidatos. O partido democrata possui 796 superdelegados, os veteranos e oficiais eleitos do partido que possuem voto livre na convenção nacional de agosto.

Apoio

Na quarta-feira, Obama obteve o apoio de mais quatro superdelegados, incluindo o ex-senador George McGovern, o nomeado democrata em 1972 que até então demonstrava apoiar Hillary. Nesta quinta, outros dois superdelegados anunciaram o endosso a Obama: David Bonior, um ex-parlamentar de Michigan e o deputado Brad Miller, da Carolina do Norte.

Hillary também recebeu o apoio de dois superdelegados nesta quinta-feira.

A acirrada batalha pela nomeação tem polarizado os eleitores democratas e pode prejudicá-los a ponto de favorecer a campanha do provável candidato republicano John McCain, após oito anos de Presidência republicana.

Mas o gerente de campanha de Hillary, Terry McAuliffe, negou o medo de desunião no partido em entrevista para a o "Today Show", da rede NBC de televisão. Ele afirmou que Hillary faria campanha para Obama se perdesse a nomeação e que Obama faria o mesmo por ela.

Campanha

Hillary, que recentemente doou US$ 6,4 milhões (R$ 10,8 milhões) para sua própria campanha, esteve na Virgínia Ocidental, onde pediu novas doações aos colaboradores e afirmou que permanecerá na disputa até a última primária pela nomeação democrata, que ocorrerá em junho.

A senadora descreveu as pressões para que desista da disputa como "um novo deja vu", já que recebeu os mesmos conselhos antes de vencer em New Hampshire, Ohio, Texas e Pensilvânia.

"Eu estou concorrendo para ser presidente de todos os 50 Estados. Eu acredito que devemos manter a corrida até que a opinião das pessoas da Virgínia Ocidental seja ouvida", afirmou.

Flórida e Michigan

Os assessores de Hillary afirmam que as primárias de Flórida e Michigan, onde Hillary venceu, mudariam o cenário da corrida pela nomeação. No entanto, o resultado das eleições dos Estados foi suspenso devido à antecipação do pleito para antes do calendário determinado pelo partido Democrata.

Nenhum dos pré-candidatos fez campanha nos Estados e o nome de Hillary era o único na cédula de votação de Michigan. Os oficiais democratas ainda discutem uma maneira de alocar os 366 delegados dos dois Estados na convenção nacional, temendo deixar para trás o voto de milhões de democratas.

Os democratas de Michigan propuseram uma divisão de 69 delegados para Hillary e 59 para Obama. Mas o comitê de Hillary negou a proposta e afirmou que não aceitará nada que seja inferior à quantidade de delegados que a senadora obteve nas primárias do Estado.

Com Associated Press.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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