Mundo
08/05/2008 - 22h54

Primeiro-ministro de Israel diz que renuncia se for indiciado

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da Folha Online

Enquanto os israelenses comemoram os 60 anos da criação de seu país, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, está sendo investigado por supostamente ter recebido centenas de milhares de dólares em doações de campanha de forma ilícita, na quando era prefeito de Jerusalém.

Olmert admitiu nesta quinta-feira ter recebido doações de campanha de um empresário dos EUA, mas negou que a soma seja propina e afirmou que renunciará se for indiciado pela Justiça.

De acordo com suspeitas da polícia, Olmert teria aceitado centenas de milhares de dólares em contribuições ilegais de um cidadão americano, Morris "Moshe" Talansky. As leis de Israel restringem o quanto políticos podem receber de doadores.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", a pedido da polícia e de agentes judiciais, a Corte de Magistrados de Tel Aviv relaxou uma ordem judicial que havia restrito a divulgação de detalhes da investigação. Olmert foi interrogado na última sexta-feira e a a restrição de informação deveria vigorar até o começo da próxima semana.

Em declaração transmitida pela TV de sua residência em Jerusalém na noite desta quinta (hora local), Olmert disse que um advogado havia administrado suas finanças e que tudo havia sido feito legalmente. "Eu nunca recebi propinas, eu não fiquei com um centavo para mim", declarou, citado pelo "Haaretz".

O primeiro-ministro afirmou que não lutará para ficar no cargo caso ele seja formalmente acusado.

Renúncia

"Fui eleito por vocês, cidadãos de Israel, para ser o primeiro-ministro, e não pretendo me esquivar dessa responsabilidade", declarou. "Ao mesmo tempo, e apesar de a lei não me requisitar isso, irei renunciar ao meu cargo se o promotor-geral decidir me indiciar."

Olmert fez as declarações em meio à crescente especulação de que a investigação policial o faria renunciar.

David Silverman/AP
Primeiro-ministro israelense Ehud Olmert participa de cerimônia em cemitério militar
Primeiro-ministro israelense Ehud Olmert participa de cerimônia em cemitério militar

Antes de Olmert se pronunciar, o canal 10 de TV disse que Talansky era um intermediário de doações ilegais de campanha e que ele já havia dito tudo o que sabia dobre o caso aos investigadores.

As contribuições supostamente foram feitas quando Olmert era prefeito de Jerusalém, antes de se tornar primeiro-ministro. O canal 2 de TV diz que a polícia não sabe qual foi o destino do dinheiro.

Na terça-feira, o site do diário "New York Post" revelou detalhes da investigação que tiveram sua divulgação proibida em Israel.

Se Olmert for indiciado, ele provavelmente irá renunciar. No entanto, um possível indiciamento pode demorar semanas, senão meses.

Histórico

Essa é a quinta investigação envolvendo o primeiro-ministro israelense, cuja popularidade entrou em declínio com as repetidas suspeitas de corrupção e com o fracasso na Guerra do Líbano (2006). Ele foi interrogado diversas vezes mas nunca foi acusado.

A polêmica ameaça enfraquecer sua autoridade e as conversas de paz com os palestinos.

Olmert é suspeito de corrupção em casos envolvendo acordos imobiliários. O promotor-geral de Israel ordenou duas investigações criminais sobre suspeitas de improbidade enquanto Olmert era ministro do Comércio. Ele também é suspeito de irregularidades na compra de uma casa em Jerusalém.

Em novembro, a polícia recomendou o fechamento de outro caso envolvendo suspeitas de que ele teria tentado favorecer aliados na negociação da venda de um banco. Alguns dos aliados políticos do primeiro-ministro também tem tido problemas com a lei.

Moshe Negbi, especialista em legislação israelense, disse à rádio Israel que Olmert pode ficar preso por até sete anos se for condenado de receber propinas.

Comentários dos leitores
Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Interessante todos os paises do mundo democratas ou não, tem ricos, e pobres, escolas ótimas e escolas ruins,porque acham que com Israel que tem sómente 60 anos teria que ser o pais exemplo do mundo , já não basta ele ser o melhor para se viver, onde existe uma segurança bem melhor que a nossa em todos os sentidos, nem preciso mencionar a questão da corrupção que tem nos outros paises! Shalom a todos sem opinião
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J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
israel não reconhece o estado palestino nem seus 2 partidos políticos (é a primeira vez que um estado tem 0 partidos) rotulando-os de grupos terroristas, pois deseja continuar a expandir seu território e se apossar da riqueza marítima de Gaza, como os poços de gás. No fundo, os palestinos são escravos de israel, sob contínuas e falsas promessas. 103 opiniões
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amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
concordo em genero e grau,mas a nefasta influencia israelense no mundo não deixa a verdade vir á tona. 3 opiniões
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