Primeiro-ministro de Israel diz que renuncia se for indiciado
da Folha Online
Enquanto os israelenses comemoram os 60 anos da criação de seu país, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, está sendo investigado por supostamente ter recebido centenas de milhares de dólares em doações de campanha de forma ilícita, na quando era prefeito de Jerusalém.
Olmert admitiu nesta quinta-feira ter recebido doações de campanha de um empresário dos EUA, mas negou que a soma seja propina e afirmou que renunciará se for indiciado pela Justiça.
De acordo com suspeitas da polícia, Olmert teria aceitado centenas de milhares de dólares em contribuições ilegais de um cidadão americano, Morris "Moshe" Talansky. As leis de Israel restringem o quanto políticos podem receber de doadores.
Segundo o jornal israelense "Haaretz", a pedido da polícia e de agentes judiciais, a Corte de Magistrados de Tel Aviv relaxou uma ordem judicial que havia restrito a divulgação de detalhes da investigação. Olmert foi interrogado na última sexta-feira e a a restrição de informação deveria vigorar até o começo da próxima semana.
Em declaração transmitida pela TV de sua residência em Jerusalém na noite desta quinta (hora local), Olmert disse que um advogado havia administrado suas finanças e que tudo havia sido feito legalmente. "Eu nunca recebi propinas, eu não fiquei com um centavo para mim", declarou, citado pelo "Haaretz".
O primeiro-ministro afirmou que não lutará para ficar no cargo caso ele seja formalmente acusado.
Renúncia
"Fui eleito por vocês, cidadãos de Israel, para ser o primeiro-ministro, e não pretendo me esquivar dessa responsabilidade", declarou. "Ao mesmo tempo, e apesar de a lei não me requisitar isso, irei renunciar ao meu cargo se o promotor-geral decidir me indiciar."
Olmert fez as declarações em meio à crescente especulação de que a investigação policial o faria renunciar.
| David Silverman/AP |
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| Primeiro-ministro israelense Ehud Olmert participa de cerimônia em cemitério militar |
Antes de Olmert se pronunciar, o canal 10 de TV disse que Talansky era um intermediário de doações ilegais de campanha e que ele já havia dito tudo o que sabia dobre o caso aos investigadores.
As contribuições supostamente foram feitas quando Olmert era prefeito de Jerusalém, antes de se tornar primeiro-ministro. O canal 2 de TV diz que a polícia não sabe qual foi o destino do dinheiro.
Na terça-feira, o site do diário "New York Post" revelou detalhes da investigação que tiveram sua divulgação proibida em Israel.
Se Olmert for indiciado, ele provavelmente irá renunciar. No entanto, um possível indiciamento pode demorar semanas, senão meses.
Histórico
Essa é a quinta investigação envolvendo o primeiro-ministro israelense, cuja popularidade entrou em declínio com as repetidas suspeitas de corrupção e com o fracasso na Guerra do Líbano (2006). Ele foi interrogado diversas vezes mas nunca foi acusado.
A polêmica ameaça enfraquecer sua autoridade e as conversas de paz com os palestinos.
Olmert é suspeito de corrupção em casos envolvendo acordos imobiliários. O promotor-geral de Israel ordenou duas investigações criminais sobre suspeitas de improbidade enquanto Olmert era ministro do Comércio. Ele também é suspeito de irregularidades na compra de uma casa em Jerusalém.
Em novembro, a polícia recomendou o fechamento de outro caso envolvendo suspeitas de que ele teria tentado favorecer aliados na negociação da venda de um banco. Alguns dos aliados políticos do primeiro-ministro também tem tido problemas com a lei.
Moshe Negbi, especialista em legislação israelense, disse à rádio Israel que Olmert pode ficar preso por até sete anos se for condenado de receber propinas.
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Especial



Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
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Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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