Mundo
09/05/2008 - 08h50

Mesmo com candidatura certa, McCain arrecada menos que democratas

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain já garantiu sua participação nas eleições gerais de 4 de novembro e está empatado com os democratas nas pesquisas contrariando a baixa popularidade do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Mas nada disso parece convencer os doadores a apostar em sua campanha.

Para cada U$ 1 (R$1,66) que McCain arrecada, o pré-candidato democrata Barack Obama arrecada U$ 3 (R$ 5) e a senadora democrata Hillary Clinton, com poucas chances de vencer a nomeação democrata, consegue U$ 2,50 (R$ 4,20).

Embora os estrategistas do republicano garantam que ele vai ter o dinheiro necessário para montar uma campanha à altura dos democratas, muitos especialistas apontam a diferença nos cofres de campanha como mais uma batalha dura que McCain enfrentará este ano.

18abr.08 Yuri Gripas/Efe
Texto: MTC11.WASHINGTON (WASHINGTON).18/4/2008.- El senador republicano y candidato a la presidencia John McCain escucha el discurso del presidente de los Estados Unidos George W. Bush durante el Desayuno Catúlico Anual de Oraciún que se celebra en el Hotel hilton de Washington DC hoy viernes 18 de abril de 2008. EFE/YURI GRIPAS / POOL
Provável candidato republicano John McCain escuta discurso do presidente George Bush

"Eu não posso enfatizar o suficiente quão terrível o meio político é para os republicanos", diz um estrategista do partido que manteve anonimidade. "É horrível".

McCain arrecadou U$ 77 milhões (R$ 130,6 milhões) até o fim de março, segundo mostram seus registros de campanha. Já Obama conseguiu U$ 235 milhões (R$ 398,8 milhões) e Hillary juntou U$ 189 milhões (R$ 320,7 milhões).

Setores da economia, como o financeiro, que tradicionalmente tendem a dar mais dinheiro para os republicanos --e que sustentaram a campanha de Bush para reeleição, em 2004-- fizeram mais doações aos democratas na disputa deste ano, de acordo com o Centro de Política Responsivo.

Outro sinal preocupante para o caixa de campanha republicano é que boa parte do dinheiro arrecadado pelos democratas vem de doações de U$ 200 (R$ 339,40) ou menos, ou seja, os democratas contam não só com votos populares, mas com muitos doadores entre os eleitores comuns.

Se este cenário se mantiver, McCain será significativamente superado em verba de campanha pelo candidato democrata. Isso significa que ele terá muito menos dinheiro para investir em propagandas de televisão e rádio, viagens pelo país e comícios para atrair os eleitores às urnas; ações de divulgação fundamentais em um país tão grande como os Estados Unidos e onde o voto não é obrigatório.

Contas

A equipe de campanha de McCain planeja pegar U$ 84 milhões (R$ 142,5 milhões) em financiamento público depois que a convenção nacional republicana, em setembro, oficializar a candidatura do senador. Nos EUA, as leis eleitorais garantem aos candidatos o direito de usar uma quantia de dinheiro público em suas campanhas.

Combinados com outros fontes, McCain deve conseguir U$ 115 milhões (R$ 195 milhões) para os últimos dois meses de sua campanha, segundo Anthony Corrado, professor de ciência política na Colby College e especialista em finanças de campanha.

Estes dois meses serão os mais importantes da campanha presidencial já que, em agosto, a convenção democrata nacional define seu candidato após uma prolongada disputa entre Hillary e Obama. Assim, McCain terá estes dois meses para não apenas convencer que é melhor que o candidato democrata, mas para atacar diretamente seu oponente.

E os estrategistas republicanos esperam que Obama e Hillary, que têm atraído uma grande popularidade durante as primárias, levantaram U$ 200 milhões (R$ 339,4 milhões) ou mais nesta reta final.

Contudo, eles afirmam que a diferença nas verbas de campanha não afetará McCain porque a corrida, nestes dois meses, será definida por debates, cobertura de imprensa, e-mail e outras táticas de comunicação relativamente baratas.

"Nenhum dos lados perderá por causa de dinheiro", disse Ron Kaufman, que aconselhou a campanha fracassada do republicano Mitt Romney e serviu como conselheiro político do ex-presidente George Bush.

Para Michael Toner, ex-presidente republicano da Comissão Eleitoral Federal, a arrecadação de fundos durante as eleições gerais é uma distração. "Você tem que se preparar para os debates, você tem que conquistar o voto. A última coisa que você quer fazer ''e ir a um baile em Beverly Hills, em setembro, para arrecadar dinheiro", afirma.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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