Mundo
09/05/2008 - 09h41

Obama planeja declarar vitória em 20 de maio, diz assessor do democrata

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Colaboração para a Folha Online

Um assessor do pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse que o senador vai declarar a sua vitória no dia 20 de maio, no dia em que Kentucky e Oregon realizam suas primárias e que ele será consagrado como o candidato "com mais delegados e mais votos populares".

A afirmação foi feita em entrevista ao site Politico, que cobre as eleições. Contudo, o assessor pediu para não ter seu nome revelado.

E enquanto a declaração da vitória de Obama "ainda está sendo desenvolvida" dentro do Partido Democrata, segundo o assessor a campanha do senador por Illinois defende a lógica simples de que o candidato com a maioria absoluta dos delegados --mesmo que não tenha alcançado o mínimo de 2.025-- deve ser o nomeado.

E é esta a idéia que a equipe de Obama quer passar aos superdelegados, os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias e que, no cenário acirrado da disputa pela nomeação, devem definir o candidato.

"Senador Obama, nossa campanha e nossos apoiadores acreditam que os delegados são a mais legítima métrica para determinar como esta corrida se desenvolveu", escreveu o diretor de campanha de Obama, David Plouffe, em um comunicado enviado nesta quarta-feira aos superdelegados.

6mai.08Jason Reed/Reuters
U.S. Democratic presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) meets with residents outside the Raleigh Times Bar in Raleigh, North Carolina, May 6, 2008. Indiana and North Carolina will hold Presidential Primaries on Tuesday. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Democrata Barack Obama encontra-se com eleitores em Ralleigh, na Carolina do Norte

"É simplesmente a ratificação das regras do DNC [Comitê Democrata Nacional, na sigla em inglês], suas regras, ao redor das quais nós construímos esta campanha e nossa estratégia", completa.

Uma afirmação tão categórica pode ser arriscada em meio a uma campanha democrata tão acirrada e com discussões cada vez mais constantes sobre seus efeitos para as chances do partido nas eleições de 4 de novembro. É fácil entender porque o assessor manteve a anonimidade e porque Obama, em uma entrevista a CNN, preferiu manter a cautela.

"Não quero atrair mau-olhado. Ainda temos trabalho a fazer. Temos seis disputas pela frente e temos de unir o partido", falou Obama, refletindo o novo tom de campanha dos democratas.

Sua rival democrata, Hillary Clinton, falou determinada que continuará na corrida democrata até o final. Em um discurso determinado após a vitória apertada em Indiana, a ex-primeira-dama afirmou que agora "é velocidade máxima até a Casa Branca". Porém ressaltou: "Não importa o que aconteça eu trabalharei para o nomeado democrata, porque nós precisamos ganhar em novembro".

No comunicado de Plouffe aos superdelegados, a campanha de Obama diminui a importância da determinação de Hillary. "Com o caminho de Hillary para a nomeação ficando cada vez mais difícil, nós esperamos que cenários novos e muito criativos emerjam nos próximos dias. Enquanto estes cenários podem ser divertidos, eles não são legítimos e não serão considerados legítimos por esta campanha ou por seus milhões de apoiadores, voluntários e doadores", escreve.

Cartada final

Sem chances de conquistar os 2.025 delegados necessários com as seis primárias restantes, a equipe de campanha de Hillary concentra esforços para validar as votações de Michigan e Flórida. Os Estados tiveram a participação de seus delegados suspensa da convenção, após terem adiantado a data da votação contra determinação do Partido Nacional.

Nos dois Estados, a ex-primeira-dama ganhou as primárias democratas com 49,7% na Flórida e 55,4% em Michigan. Neste último, o nome de Obama nem ao menos constava na cédula de votação já que ele, e outros candidatos democratas à época, retiraram seus nomes como demonstração de apoio à decisão do Partido. Mas com 366 delegados, os Estados podem mudar o jogo para Hillary e colocá-la, se não à frente da corrida, ao menos muito próxima de Obama.

Sua equipe concentra-se não só em conseguir a validação destes votos, mas em aumentar o número mínimo de delegados para 2.209 --número que, se aprovado, impede que Obama declare, em 20 de maio, a maioria dos delegados democratas.

"Nós não aceitamos 2.025. Não é o número real porque não inclui Flórida e Michigan. é um número falso", defendeu Howard Wolfson, diretor de comunicação de Hillary.

Wolfson disse que contestará este número "todo dia", assim como qualquer declaração de vitória de Obama baseada neste número. "E vamos insistir que o senador Obama não consegue ganhar nos grandes Estados e eleitorados-chave necessários para a vitória em novembro", completa, dando o tom da campanha da senadora nesta etapa final.

Por enquanto, a batalha das equipes democratas fica apenas nas possibilidades. O Comitê de Regras e Estatutos do Partido Democrata se reunirá em 31 de maio, para encontrar uma solução para os Estados da Flórida e Michigan e, pelo caminho tomado pela corrida, talvez definir de uma vez por todas o candidato democrata para as eleições gerais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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