Mundo
09/05/2008 - 11h16

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama está cada vez mais próximo da nomeação democrata e já investe em uma nova etapa de campanha; unificar o Partido Democrata ferido pelos intensos ataques para fortalecer sua plataforma para as eleições gerais.

Nesta quinta-feira, um de seus assessores declarou que a campanha de Obama espera declarar vitória em 20 de maio, data em que Kentucky e Oregon realizam suas primárias e, segundo seus cálculos, o senador terá a maioria dos delegados em jogo.

Contudo, o otimismo da campanha de Obama parece não contagiar os superdelegados, líderes partidários que votam independentemente das primárias e devem definir a nomeação com seus 796 votos.

Segundo o "The Washington Post", apesar de ter sido recebido com grande entusiasmo na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), atualmente dominada pelos democratas, ele conquistou apenas dois novos endossos da Casa nesta quinta-feira, de Rick Larsen (Washington) e Brad Miller (Carolina do Norte).

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post"(EUA)
Obama quer unificar o partido até novembro

Reprodução
Washington Post
Washington Post

O senador Barack Obama começou a tomar os primeiros passos para unificar o dividido Partido Democrata para uma batalha nas eleições gerais contra John McCain.

De volta a Washington nesta quinta-feira, Obama foi interrompido por apoiadores empolgados enquanto caminhava pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados). Mas, atrás dos panos, sua campanha trabalhou intensamente para ganhar superdelegados ainda indecisos e aliados de Hillary, com o cuidado de não parecer confiante demais ou mesmo perder o apoio de Hillary, seu marido, Bill Clinton e seus apoiadores para as eleições gerais.

Com inúmeros democratas proeminentes esperando nos bastidores para endossar sua candidatura, Obama parece no caminho para ganhar os delegados e superdelegados que ele precisa para garantir a nomeação democrata em 20 de maio, quando Kentucky e Oregon votarem.

Mas, embora ele tenha aparentemente assegurado sua liderança nesta terça-feira, com uma vitória ampla na Carolina do Norte e uma perda por pequena margem em Indiana, ele ganhou apenas dois novos endossos de superdelegados nesta quinta-feira, dos legisladores Rick Larsen (Washington) e Brad Miller (Carolina do Norte).

"USA Today"(EUA)
Assessor de McCain diz que Obama está sendo hipócrita

Reprodução
USA Today
USA Today

A quinta-feira de campanha estava perto de seu fim quando o pré-candidato democrata Barack Obama disse em entrevista à CNN que o provável candidato democrata John McCain estava "perdendo sua direção". A reclamação de Obama: McCain teve inúmeras vezes que Hamas [grupo islâmico extremista] quer que Obama ganhe em novembro. Obama disse que isso foi uma "acusação".

Na noite passada, o conselheiro de McCain, Mark Salter, divulgou um comunicado no qual diz que Obama era quem estava atacando e que o senador por Illinois é um hipócrita.

Confira trechos do comunicado abaixo:

"Primeiro, sejamos claros sobre a natureza do ataque do senador Obama: Ele usou as palavras 'perdendo a direção' intencionalmente, o que não é um jeito muito inteligente de trazer o assunto da idade de McCain. Isso é típico do estilo de campanha de Obama.

É importante atentar para o que o senador Obama está tentando fazer aqui: ele está tentando desesperadamente tirar a legitimidade da discussão de assuntos que levantam questões sobre seu julgamento e preparo para ser o Presidente dos Estados Unidos."

"The New York Times"(EUA)
Edwards ainda não declara seu endosso

Reprodução
NY Times
NY Times

Outro dia, outra rodada de entrevistas para a televisão e outra recusa política de John Edwards para endossas um candidato presidencial.

Em uma entrevista de cinco minutos no programa "Today", Matt Lauer deu sua melhor cartada, mas não conseguiu persuadir Edwards a endossar nenhum dos pré-candidatos. Edwards é ex-senador da Carolina do Norte e desistiu da corrida democrata pela nomeação em janeiro.

"Deixe-me falar de um assunto de algumas formas diferentes. Quem é o mais provável, você é um democrata leal, você quer derrotar McCain, quem tem a melhor chance de derrotar John McCain nas eleições gerais?", questionou Lauer.

"Eu acredito que ambos [têm chance]", começou Edwards. "Não, não, não", interrompeu Lauer.

"Eu sei, você não gosta desta resposta", respondeu Edwards, e os dois começaram a rir.

Lauer insistiu: "Um deles tem chances melhores". Edwards respondeu, sem grande avanço: "Bem, eu acho que neste momento Barack Obama tem melhores chances, porque parece que ele será o nomeado".

"The Wall Street Journal"(EUA)
McCain se prepara para a corrida presidencial

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Nos três meses desde que garantiu a nomeação republicana, John McCain construiu sua equipe, encheu os cofres de campanha e tentou se definir como um conservador confiável, mas não num clone de George W. Bush.

McCain recebeu o presente do tempo para firmar sua plataforma presidencial para a campanha pelas eleições gerais, enquanto Barack Obama e Hillary Clinton lutam um contra o outro pela nomeação democrata.

Agora que a luta democrata parece estar no fim, o senador opor Arizona descobrirá logo quão bem ele usou este tempo extra.

Obama já começou a preparar sua campanha para as eleições gerais. Logo, ele deve divulgar anúncios críticos contra McCain. Com muito mais dinheiro em caixa, Obama será capaz de lotar as redes de televisão enquanto os eleitores formam suas impressões.

Comentários dos leitores
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
É muito interessante o debate nesse espaço de jornal, cada um tem sua forma de pensar e de ver o mundo. Alguns pensam que por terem uma centena de posts sabem mais do que aqueles que "chegaram agora". Da minha parte gosto de debater e me divirto com a discussão. Só gostaria que os debates fossem sobre opinião e não sobre conhecimentos em alguma área, como por exemplo a religiosa, tão usada aqui para explicar as desgraças do mundo. Uma coisa que já aprendi é que conhecimento não tem nada a ver com sabedoria. A pessoa conhecer cada palavra da Bíblia não significa que tenha sabedoria sequer para compreender o que nela está escrito, que dirá para usar os ensinamentos. Como exemplo notório está o falecido pastor americano Billy Graham, tido por muitos dentro da sua roda como um iluminado, mas que nunca passou de um reacionário mesquinho e que tentava, através dos votos que poderia conseguir para um determinado candidato, influenciar a política mundial como uma iminência parda. Graham conseguiu o que queria, e dizem que esteve envolvido até no envio dos navios que patrulharam as costas brasileiras no golpe militar de 1964. Tudo isso com a Bíblia na mão, pregando em nome de Deus e fazendo sua palavra ser ouvida com mão de ferro, fêz escola... Sabedoria é outra coisa, e enquanto alguém usar a fé como forma de dominação não haverá paz no mundo. O fanatismo religioso cristão é tão estúpido quanto o muçulmano, ou judeu. E Jesus, só pra citar a nossa parte não tem nada com isso. sem opinião
avalie fechar
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
avalie fechar
Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1630)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca