Mundo
09/05/2008 - 13h11

Obama promete amizade "inabalável" a Israel caso seja eleito

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da Efe, em Washington
Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama afirmou nesta sexta-feira que manterá a amizade dos EUA com Israel caso seja eleito governante nas eleições de novembro.

"O compromisso dos EUA com a segurança israelense é inabalável", disse o senador por Illinois em discurso de celebração do 60º aniversário da criação de Israel

"Estou absolutamente convencido de que a amizade entre nossas duas nações é inabalável", acrescentou Obama, que supera a rival Hillary Clinton na luta pela candidatura.

Com a promessa de apoio, Obama pareceu acalmar as dúvidas sobre seu compromisso para com Israel e os rumores de que é muçulmano e mantém estreitos contatos com Louis Farrakhan, um ativista político crítico do Estado israelense.

"Ao celebrar seis décadas de independência, sabemos que ainda é preciso fazer muito para garantir uma paz duradoura para as crianças de Israel", afirmou Obama, que não deu detalhes sobre qual seria sua política para o Oriente Médio caso seja eleito.

60 anos

Nesta semana, Israel celebra os 60 anos de sua fundação, comemorados na quinta-feira. Sua independência foi proclamada no dia 14 de maio de 1948, mas, segundo o calendário judaico (lunar), o feriado ocorre a cada ano em diferentes datas, entre abril e maio.

Durante o feriado, Israel proibiu a entrada de palestinos de Gaza e da Cisjordânia no país, temendo atentados por parte de militantes. No final de abril, o chefe da Inteligência Militar do país já havia manifestado o temor de algum ataque nas comemorações.

Vários líderes mundiais e personalidades visitarão Israel durante as homenagens de aniversário e as festas se estenderão por outras localidades do mundo, como Reino Unido, EUA e Brasil.

Muçulmano

Obama demostra desde o início de sua campanha que quer conquistar mais votos entre o eleitorado judaico. Ele negou diversas vezes que seja muçulmano, após ser questionado sobre sua infância na Indonésia em meados de março. Segundo o senador, os boatos foram espalhados por opositores.

Obama também enfrenta críticas em relação a alguns de seus conselheiros que, aos olhos dos judeus norte-americanos, são contrários a Israel no conflito com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Em janeiro, Obama aproveitou um discurso na Igreja Martin Luther King, em Atlanta, para criticar negros anti-semitas.

Durante um debate em março, Obama relembrou James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner, defensores dos direitos civis de trabalhadores judeus assassinados no Mississippi, em 1964, enquanto participavam juntos de uma campanha para registrar eleitores negros.

"Eu não estaria aqui se não fosse um grande grupo de judeus americanos que apoiou o movimento pelos direitos civis e ajudou a garantir que a justiça fosse feita no sul", disse Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Interessante todos os paises do mundo democratas ou não, tem ricos, e pobres, escolas ótimas e escolas ruins,porque acham que com Israel que tem sómente 60 anos teria que ser o pais exemplo do mundo , já não basta ele ser o melhor para se viver, onde existe uma segurança bem melhor que a nossa em todos os sentidos, nem preciso mencionar a questão da corrupção que tem nos outros paises! Shalom a todos sem opinião
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J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
israel não reconhece o estado palestino nem seus 2 partidos políticos (é a primeira vez que um estado tem 0 partidos) rotulando-os de grupos terroristas, pois deseja continuar a expandir seu território e se apossar da riqueza marítima de Gaza, como os poços de gás. No fundo, os palestinos são escravos de israel, sob contínuas e falsas promessas. 103 opiniões
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amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
concordo em genero e grau,mas a nefasta influencia israelense no mundo não deixa a verdade vir á tona. 3 opiniões
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