Mundo
09/05/2008 - 13h54

Sem declarar apoio, John Edwards elogia Obama

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Colaboração para a Folha Online

O democrata John Edwards disse acreditar que o pré-candidato de seu partido Barack Obama pode unir a legenda e ter forças para derrotar o provável candidato republicano John McCain nas eleições gerais de 4 novembro.

Em entrevista concedida ao programa de televisão "Today", da NBC, Edwards esquivou-se das diretas do apresentador e se recusou a revelar o pré-candidato que apóia. Contudo, indicou que Obama parece no caminho certo para ser o candidato democrata para as eleições.

Ex-senador pela Carolina do Norte, John Edwards também se candidatou para a nomeação democrata, mas desistiu da corrida em janeiro. Popular e influente dentro do partido, seu apoio pode confirmar o favoritismo de Obama ou renovar o argumento de Hillary Clinton para continuar.

Por isso, as expectativas em torno de seu voto como superdelegados --os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias-- são grandes. Por enquanto, ele se recusa a dizer um nome e esquiva de todas as perguntas sobre o tema.

"Outro dia, outra rodada de entrevistas para a televisão e outra recusa política de John Edwards para endossar um candidato presidencial", escreve o "The New York Times", em uma matéria intitulada "Edward ainda não endossa".

08.jan.08 - Adam Hunger /Reuters
John Edwards faz discurso durante as primárias de New Hampshire
Superdelegado John Edwards ainda esconde seu apoio na corrida

A última tentativa dos jornalistas foi no "Today". O apresentador Matt Lauer tentou de todos os jeitos forçar uma escolha, mas Edwards escapou, como bom político, de todas.

"Deixe-me falar de um assunto de algumas formas diferentes. Quem é o mais provável, você é um democrata leal, você quer derrotar McCain, quem tem a melhor chance de derrotar John McCain nas eleições gerais?", questionou Lauer.

"Eu acredito que ambos [têm chance]", começou Edwards. "Não, não, não", interrompeu Lauer. "Eu sei, você não gosta desta resposta", respondeu Edwards e Lauer insistiu. "Um deles tem chances melhores", perguntou. "Bem, eu acho que neste momento Barack Obama tem melhores chances, porque parece que ele será o nomeado".

Em entrevista às redes NBC e MSNBC, Edwards ressaltou que Hillary tem chances de ganhar a nomeação, mas que "é muito difícil fazer a matemática funcionar".

Obama derrotou Hillary por 14 pontos percentuais nas primárias da Carolina do Norte e perdeu por uma margem de apenas dois pontos nas de Indiana, nesta terça-feira. Assim, ele fica com 1.855 contra 1.691 de Hillary, segundo dados recentes da rede de televisão CNN.

Com apenas seis primárias a frente e 217 delegados em jogo, é quase impossível que Hillary supere a diferença de 164 delegados --nas prévias norte-americanas, os delegados são distribuídos proporcionalmente aos votos populares de cada candidato. Também não é provável que Obama consiga os 17o delegados para garantir o mínimo de 2.025 para ser o nomeado democrata. Por isso os votos dos superdelegados --como Edwards-- se tornaram tão importantes.

Ainda segundo o ex-senador, Obama "se comportou muito bem até agora sem o seu apoio". Questionado sobre em quem votou nas primárias desta terça-feira na Carolina do Norte, Edwards disse que seu voto "ficará entre ele e a cabine de votação".

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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