Civil israelense e 5 membros do Hamas morrem após ataques em Gaza
Colaboração para a Folha Online
Um ataque lançado pelo Hamas da faixa de Gaza matou um cidadão israelense no Kibutz Kfar Aza nesta sexta-feira, segundo um porta-voz da polícia israelense. Em resposta, Israel desferiu dois ataques aéreos matando cinco integrantes do Hamas, afirmam as autoridades médicas palestinas.
Médicos de Israel dizem que outros três civis ficaram feridos e que o israelense morto era um homem adulto.
Quatro integrantes do Hamas mortos foram atingidos no sul da faixa de Gaza, segundo médicos palestinos. O quinto palestino morto era um atirador do Hamas e foi alvejado em confronto com israelenses na Cisjordânia.
Autoridades palestinas e israelenses divergem sobre quem atacou primeiro.
Confrontos
A última vez que um civil israelense foi morto por um ataque próximo à fronteira foi em 27 de fevereiro. Em resposta, Israel desencadeou uma ação militar que deixou mais de 120 palestinos mortos, entre eles vários civis.
| Amir Cohen/Reuters |
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| Médico caminha ao lado do corpo do civil israelense morto por um ataque de morteiro em Kibutz |
Um porta-voz do exército israelense afirma que os ataques aéreos foram uma resposta aos constantes ataques do Hamas na fronteira. Segundo o exército de Israel, mais de 1.950 foguetes e morteiros foram lançados de Gaza em 2008.
O grupo islâmico extremista Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque. O Hamas --que controla a faixa de Gaza desde 2007, após violentos confrontos com o grupo laico Fatah-- lança foguetes e morteiros com freqüência na direção de Israel.
Geralmente, as explosões no território de Israel apenas assustam os moradores das cidades próximas à fronteira com Gaza, sem causar danos ou mortes.
Os confrontos ocorrem no momento em que se comemora 60 anos de fundação do Estado de Israel e em meio a uma crise política que envolve o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.
Crise
Opositores do premiê Ehud Olmert, exigiram nesta sexta-feira sua renúncia, dizendo que as denúncias de corrupção contra ele --que apontam que teria recebido centenas de milhares de dólares em doações de campanha de forma ilícita, quando era prefeito de Jerusalém-- o tornam inadequado para o cargo.
Essa é a quinta investigação envolvendo o primeiro-ministro israelense, cuja popularidade entrou em declínio com as repetidas suspeitas de corrupção e com o fracasso na Guerra do Líbano (2006). Ele foi interrogado diversas vezes mas nunca foi acusado.
As acusações contra Olmert podem minar os esforços por um acordo de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), lançados em novembro passado em Annapolis (EUA).
Pesquisas de opinião apontam que, se as eleições fossem hoje, o ex-premiê israelense Benjamin Netanyahu, do partido Likud, seria o vencedor.
A Casa Branca anunciou que não irá suspender a visita do presidente George W. Bush a Israel, planejada para a semana que vem, dizendo que as denúncias "cabem ao Judiciário".
Com Reuters
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