Mundo
10/05/2008 - 18h11

Obama pode pagar dívidas de Hillary para unir partido

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse não descartar a possibilidade de ajudar sua rival, Hillary Clinton, a pagar suas dívidas de campanha para conquistar o seu apoio e finalmente unir o dividido Partido Democrata para as eleições gerais em 4 de novembro.

"Obviamente eu quero ter uma conversa com a senadora Clinton sobre como eu posso fazê-la se sentir bem sobre o processo e ter ela no time", disse Obama, em fala repercutida pelo jornal norte-americano "The New York Times".

Veja íntegra da reportagem, em inglês

Contudo, Obama manteve o tom cauteloso de seus discursos, preferindo não declarar sua vitória --já tida por todos como certa-- antes do final das prévias democratas. "Como eu disse, é ainda prematuro. Ele ainda está ativamente na corrida e nós ainda temos negócios para fazer aqui em Oregon e em outros Estados", afirmou Obama, referindo-se às seis primárias restantes no ciclo de primárias democratas.

As dívidas de campanha de Hillary tornaram-se assunto de campanha no começo de abril, quando os relatórios financeiros de sua campanha indicavam que ela começou o mês com U$ 10 milhões em dívidas e apenas U$ 8,3 milhões em caixa. Nesta semana, sua equipe de campanha divulgou que a ex-primeira-dama fez empréstimos pessoais para sua própria campanha que contabilizam U$ 6,4 milhões em apenas um mês.

Enquanto Obama mantém números recordes de arrecadação, a dívida de Hillary traz dúvidas sobre a sobrevivência de sua campanha nesta reta final --e diante de um cenário onde a matemática prova ser quase impossível que ela reverta a liderança de Obama.

Assim, afirma o "NYT", especulações surgiram, de assessores dos dois candidatos, de que ajudar as finanças de Hillary ajudaria Obama a acabar com a divisão do Partido e oferecer a ex-primeira-dama uma saída estratégica da corrida.

Obama sugeriu nesta sexta-feira que há precedentes em ajudá-la a pagar suas dívidas: "Eu acredito que, historicamente, depois que uma campanha acaba e você quer unificar o partido, particularmente quando você tem um candidato forte, você quer ter certeza que você está colocando este oponente em uma posição forte para que ele possa trabalhar pela vitória na eleição de novembro".

E caso Obama efetivamente ajude Hillary a pagar suas dívidas, assunto que ainda é uma mera especulação no partido, o dinheiro não poderia vir de sua verba de campanha. Afinal, seus colaboradores não doaram dinheiro a Obama para que ele simplesmente entregasse a rival democrata.

Assim, Obama teria que protagonizar uma campanha de apelo aos seus colaboradores para levantar um fundo paralelo de campanha destinado a Hillary.

Virgínia Ocidental

A próxima batalha democrata acontecerá nesta terça-feira (13), em Virgínia Ocidental. No Estado, segundo pesquisa do American Research Group, Hillary lidera as intenções de voto com uma margem de 43 pontos percentuais.

Hillary possui 66% das intenções de voto, contra 23% de Obama. A pesquisa foi conduzida após as primárias da Carolina do Norte e Indiana, na terça-feira (6), e possui uma margem de erro de quatro pontos para mais ou para menos.

A pesquisa aponta que os trabalhadores brancos parecem estar fiéis a Hillary, pelo menos na Virgínia Ocidental, onde essa fatia do eleitorado representa grande parte dos votantes democratas. Foram estes trabalhadores que deram à ex-primeira-dama uma vitória por dez pontos percentuais na Pensilvânia, em 22 de abril.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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