Correa destinará US$ 30 milhões ao Plano Equador
da Efe, em Quito
O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou neste sábado que destinará aproximadamente US$ 30 milhões (cerca de R$ 50 milhões) para fortalecer o Plano Equador, que busca fazer frente aos efeitos em seu país do conflito armado que acontece na Colômbia.
Esse fundo, disse Correa em seu habitual programa de rádio, será financiado com os recursos de um processo de troca da dívida externa por desenvolvimento, firmado com os governos da Espanha e da Itália.
O Plano Equador não será destinado a "colocar mais soldados na fronteira", mas à educação, à saúde, ao desenvolvimento produtivo e social, reforçou Correa, e disse que a estratégia equatoriana é contrária ao Plano Colômbia, realizado por Bogotá contra o narcotráfico e a guerrilha nesse país vizinho.
A equatoriana, ressaltou o líder, "é uma proposta de paz", diferente "do plano militarista e bélico que é o Plano Colômbia".
"Vamos colocar muito mais ênfase ao Plano Equador" e "nos próximos meses verão um grande impacto na fronteira norte", com a Colômbia, graças à execução de uma série de projetos incluídos no programa de troca de dívida com a Espanha e a Itália, reiterou Correa.
O líder equatoriano disse que, na zona fronteiriça, existem muitos grupos sociais que apóiam as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), porque, segundo disse, os guerrilheiros fazem extorsão ou compram produtos deles.
No entanto, enfatizou que, para combater esse fenômeno, que pode ser notado também no lado equatoriano, seu governo impulsionará projetos de desenvolvimento social e produtivo, e reforçará a presença do Estado.
"Contem sempre conosco, irmãos colombianos, para o que seja paz e justiça, jamais contem conosco para a guerra ou morte", disse o Correa, ao declarar que, para o Equador, "o conflito colombiano não se resolverá através das armas, mas pelo diálogo, pela via diplomática, pela via política".
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