Mundo
11/05/2008 - 15h50

Com a disputa democrata na reta final, republicanos atacam Obama

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da France Presse, em Washington
Colaboração para a Folha Online

Na reta final da corrida para a nomeação da candidatura democrata, os republicanos lançam ataques contra o pré-candidato Barack Obama.

O senador John McCain --provável candidato republicano à Presidência dos EUA-- e seus companheiros, que não acreditam em uma vitória da ex-primeira-dama Hillary Clinton, preparam uma ofensiva anti-Obama especialmente em assuntos de segurança, impostos e experiência política.

Mitt Romney, agora porta-voz de McCain após tê-lo enfrentado pela candidatura do Partido Republicano, deu a entender esta semana que o jovem senador negro pelo Illinois não é capacitado para o cargo de presidente dos Estados Unidos.

"Não conquistou nada em sua vida, em termos de legislação ou de direção de uma empresa ou para dirigir um negócio, uma cidade ou um Estado", afirmou o ex-governador de Massachussetts na rede de televisão CNN.

"Realmente ele tem muito pouca experiência e a Presidência dos Estados Unidos não é o lugar para se aprender", acrescentou Romney.

O partido do presidente George W. Bush apresenta seu candidato como um veterano experiente, ao contrário de Obama, que tem somente 46 anos.

Campanha

Apesar das promessas de McCain e Obama de levarem à frente uma campanha respeitosa, os dois senadores já se enfrentam quando o assunto é a Guerra do Iraque ou a "guerra contra o terrorismo".

McCain acusou Obama de não entender nada de segurança nacional e o descreveu como o candidato do movimento radical islâmico Hamas.

Por outro lado, Obama afirmou que esta "calúnia" era o sinal de que McCain "está perdendo o rumo", o que causou críticas do partido republicano, que interpretou o comentário como uma referência à idade de seu candidato, de 71 anos.

O senador pelo Illinois também criticou McCain em relação à economia do país: 'O senador McCain faz campanha pela presidência para duplicar os fracassos de George W. Bush', afirmou Obama na última sexta-feira em Oregon.

"Eu faço campanha para mudar esta política, e esta será a diferença fundamental nesta eleição na qual serei o candidato democrata", acrescentou.

Se o clima não é dos melhores entre ambos, isso não é nada comparado com os ataques que se espera que grupos de direita independentes lancem contra Obama.

Independentes

Em 2004, um grupo ligado aos republicanos, o "Swift Boat Veterans for Truth", lançou uma ofensiva devastadora contra o democrata John Kerry, acusando-o de exagerar suas ações armadas na Guerra do Vietnã.

Este ano já apareceram vídeos na internet sobre os vínculos de Obama com seu controverso ex-pastor Jeremiah Wright.

O analista conservador Robert Novak prevê que Obama também seja criticado por sua relação com Bill Ayers, ex-membro do grupo de extrema esquerda Weather Underground, que reivindicou vários atentados no início da década de 1970. Obama, que na época trabalhava como voluntário em bairros pobres de Chicago, colaborou com Ayers nos anos 90.

"Mesmo que McCain não exija explicações de Obama, outros exigirão", afirmou Novak ao jornal "Washington Post".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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