Assessor de McCain ligado a Mianmar renuncia
da France Presse, em Washington
Colaboração para a Folha Online
Um organizador da convenção nacional do Partido Republicano eleito pela equipe do provável candidato John McCain renunciou após a revelação de que havia defendido os interesses de Mianmar em Washington.
O lobista Doug Goodyear foi eleito para supervisionar a organização da convenção prevista para o início de setembro em Minneapolis (Minnesota, norte), quando será oficialmente escolhido o candidato republicano para as eleições gerais de novembro.
Goodyear renunciou depois que a revista "Newsweek" revelou que sua empresa recebeu US$ 348 mil (R$ 590,6 mil) em 2002 para defender os interesses do governo de Mianmar.
"Apresentei minha renúncia para não ser uma distração", afirmou em um breve comunicado redigido no sábado.
O regime de Mianmar é alvo de críticas internacionais pelas violações dos direito humanos feitas pela Junta Militar e, há uma semana, pelos obstáculos que impõe à ajuda internacional às vítimas do ciclone Nargis.
Plebiscito
Os postos de votação abriram neste sábado em algumas regiões de Mianmar para que a população participe de um referendo sobre uma nova Constituição, uma semana após a passagem do ciclone Nargis, que deixou milhares de mortos e devastou o país.
A Junta Militar adiou a votação para o dia 24 de maio nas áreas mais afetadas pelo Nargis, em particular no sul do rio Irrawaddy e na cidade de Yangun, mantendo-a, porém, no restante do país.
O governo militar anunciou em fevereiro a convocação do referendo sobre uma nova Constituição, que abre caminho para a realização de eleições pluripartidárias em 2010.
O anúncio aconteceu em meio às pressões internacionais sobre o regime militar depois da repressão contra os monges budistas que lideraram manifestações hostis à junta em setembro. Na ocasião, 31 pessoas morreram segundo a ONU e outras 74 continuam desaparecidas.
As últimas eleições em Mianmar foram realizadas em 1990 e nelas a Liga Nacional para a Democracia (LND), partido da líder opositora Aung San Suu Kyi, teve uma ampla vitória, mas a junta jamais reconheceu os resultados.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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