Avião dos EUA com ajuda humanitária decola para Mianmar
da Folha Online
da Efe, em Bancoc
Um avião militar dos Estados Unidos decolou nesta segunda-feira de uma base aérea militar da Tailândia em direção a Mianmar (ex-Birmânia) com ajuda para os cerca de 2 milhões de pessoas que necessitam de assistência urgente e imediata no país asiático.
O Hércules C-130 saiu da base aérea tailandesa de Utapao, em Bancoc, e deve chegar esta tarde a Yangun, no sul do país e para onde se dirige a ajuda humanitária.
Porém, fontes da embaixada americana disseram que não tinham conseguido que as autoridades birmanesas dessem visto de entrada para a equipe de ajuda.
Ao menos 23 mil pessoas morreram, mais de 42 mil continuam desaparecidas e 1,5 milhão ficaram desabrigadas após a passagem do ciclone que, há uma semana, devastou o sul do país.
Neste domingo (11), o primeiro barco de carga que transportava material de ajuda da Cruz Vermelha às vítimas do ciclone Nargis afundou ao se chocar contra um tronco de árvore no Delta do Irrawaddy (sudoeste), segundo informações da organização.
"A tripulação navegava para uma ilha, mas a embarcação afundou rapidamente. Todos os membros da tripulação, entre eles quatro membros da Cruz Vermelha de Mianmar, conseguiram se salvar", afirmou a organização em um comunicado.
O barco carregava suprimentos para mais de mil pessoas, incluindo 100 sacos de arroz, cinco mil litros de água potável, 10 mil tabletes de purificação da água e 30 caixas de roupas, além de mil barras de sabão, 800 luvas de borracha e mil máscaras cirúrgicas.
Ajuda
As agências de ajuda humanitária têm receio do critério de divisão da assistência por parte das autoridades da Junta Militar, que insiste em se encarregar de forma exclusiva da distribuição da ajuda.
Na semana passada, a organização não-governamental HRW (Human Rights Watch) criticou o impedimento à entrada de ajuda às vítimas do ciclone e pediu que China, Índia e os países da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) pressionem a Junta Militar para que suspenda as restrições.
Várias agências internacionais de ajuda se queixam da lentidão das autoridades birmanesas para tramitar, em Bancoc, os vistos para seu pessoal.
Segundo a ONU e a Cruz Vermelha, no domingo a ajuda internacional começou neste domingo (11) a chegar com mais facilidade a Mianmar, mas a Junta Militar do país continua vetando a entrada de voluntários estrangeiros no país e distribuindo, segundo seu próprio critério, as doações.
Além da demora, as organizações internacionais reclamam dos impedimentos das autoridades do país para conceder vistos ao pessoal humanitário. O regime brimanês alega que não precisa de voluntários estrangeiros.
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