Virgínia Ocidental ganha projeção nacional com primárias democratas
Colaboração para a Folha Online
A Virgínia Ocidental desfruta de uma posição política que não costuma ter. Durante as eleições primárias democratas desta terça-feira, os EUA voltarão os olhos para o Estado, que vai determinar se a pré-candidata democrata Hillary Clinton conseguirá se manter na disputa --vencendo por uma larga margem de votos-- ou se o rival Barack Obama irá consolidar a sua nomeação.
Nesta segunda-feira, ambos os pré-candidatos visitarão o Estado, na última tentativa de conquistar eleitores.
Veja matéria na íntegra, em inglês, na versão digital do "USA Today".
| 7.mai.2008 - Kevin Lamarque/Reuters |
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| Hillary faz campanha na Virgínia Ocidental; pré-candidata lidera pesquisas no Estado |
Os votantes democratas e não-filiados da Virgínia Ocidental somam 800 mil e encontram-se em meio à batalha dos anúncios que discutem questões de campanha como a retirada das tropas do Iraque e a cobertura dos planos de saúde.
A projeção nacional do Estado e a acirrada disputa democrata tem atraído mais eleitores do que o comum para os eventos de campanha e para as equipes de colaboradores voluntários de Obama e Hillary.
Cerca de 49,9 mil eleitores já compareceram para as eleições antecipadas até o último sábado (10), um número recorde segundo a secretária de Estado, Betty Ireland.
A Virgínia Ocidental colocará em jogo mais 18 delegados para votarem durante a Convenção Nacional Democrata de agosto. O Estado também conta com o voto de 10 superdelegados --os veteranos do partido e oficiais eleitos que têm direito ao voto livre na convenção nacional.
Três dos superdelegados já anunciaram seu apoio à Hillary e dois deles endossaram Obama. Os outros cinco se mantiveram não-comprometidos até o momento.
Pesquisa
Segundo uma pesquisa realizada pelo American Research Group e divulgada pela rede CNN de televisão na última sexta-feira (9), Hillary lidera com uma vantagem de 43 pontos percentuais em relação a Obama na Virgínia Ocidental.
A senadora por Nova York possui 66% das intenções de voto, contra 23% de Barack Obama. A pesquisa foi conduzida após as primárias da Carolina do Norte e Indiana, na terça-feira (6), e possui uma margem de erro de quatro pontos percentuais.
A pesquisa também aponta que os trabalhadores brancos parecem estar fiéis a Hillary, pelo menos na Virgínia Ocidental, onde essa fatia do eleitorado representa grande parte dos votantes democratas.
No momento, Obama lidera a corrida pela nomeação do partido tanto em número de delegados eleitos como no voto popular. O senador possui o apoio de 1.865 delegados, contra 1.697 de Hillary.
Na última sexta-feira (9), a rede ABC de televisão divulgou que, pela primeira vez, Obama também havia passado Hillary no número de superdelegados --267 contra 266.
Uma vitória na Virgínia Ocidental é essencial para a continuação da senadora e ex-primeira-dama na disputa pela candidatura democrata.
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Especial



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De volta às eleições:
No princípio eu havia sido influenciado pelo carisma de Obama Hussein, mas no decorrer dos meses e dos comentários de Roberto Souza e Rafael Silva, pude compreender melhor o porquê que Obama não seria um presidente à altura das necessidades que afetam os EUA e o mundo.
Depois de muitos de seus discursos dá para perceber claramente que ele é ingênuo demais com relação a política externa. É novo, não tem experiência o suficente para " peitar " os graves problemas da nação.
Isso é uma característica comum de pessoas que depositam sua confiança em títulos universitários.
Normalmente saem de uma universidade com uma formação conceitual das coisas, mas do " laboratório de idéias acadêmicas " em contraste com a dinâmica do mundo são idéias discrepantes.
Isso não é uma apologia ao analfabetismo, mas dos três canditados está parecendo o mais " fraco".
Um coisa porém é certa: Essas atuais eleições americanas são as mais concorridas de todos os tempos e Obama já escreveu seu nome na história do senário político nacional e internacional.
Se ele perder, com certeza, vai colher frutos nas próximas eleições - ou mesmo fazer parte do próximo governo - e uma das grandes vantagens disso, desta vez sim, é por ser jovem.
No passado eu ri da candidatura de Lula, mas ele chegou lá e nem curso superior tem, mas é inteligente e isso prevalece sobre conceitos acadêmicos.
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