Partido de Sharif decide deixar governo de coalizão no Paquistão
da Efe, em Islamabad
O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif anunciou nesta segunda-feira que seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), decidiu sair do governo de coalizão liderado pelo Partido Popular do Paquistão (PPP).
Em entrevista coletiva, Sharif disse que sua formação sairá do Executivo formado após as eleições de 18 de fevereiro por causa das divergências com o PPP sobre a restauração dos juízes destituídos pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf.
Sharif disse que sua formação dará apoio parlamentar externo ao Executivo, de acordo com as medidas que pretenda impulsionar. "Não descansaremos em paz até que seja restaurada a judicatura", disse Sharif, que reclamou que o PPP não cumpriu o prazo definido pelos partidos da coalizão --que terminava hoje-- para reabilitar os magistrados.
O ex-chefe de governo disse que os ministros da PML-N apresentarão sua renúncia ao primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani.
O governo paquistanês era formado por dois grandes partidos e outros dois minoritários, e a legenda de Sharif ocupava 9 das 24 pastas do governo.
Sharif também disse que se apresentará às eleições parciais que devem acontecer em junho e que poderiam permitir que obtivesse o cargo de deputado e, com isso, a possibilidade de se candidatar a primeiro-ministro.
O anúncio ocorre depois de Sharif se reunir no fim de semana passado, em Londres, com o líder do PPP e viúvo de Bhutto, Asif Ali Zardari, para definir uma fórmula de reabilitação dos juízes.
Musharraf destituiu o presidente do Supremo, Iftikhar Chaudhry, e a vários magistrados do alto tribunal em novembro de 2007, quando declarou o estado de exceção.
Enquanto Sharif exigiu desde o início a restauração dos juízes e criticou com insistência Musharraf, o PPP se mostrou mais ambíguo sobre o assunto.
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