Terremoto mata mais de 7.600 pessoas na China, diz agência
da Folha Online
O tremor de 7,8 graus na escala Richter que atingiu a China nesta segunda-feira matou 7.651 pessoas, segundo o governo da Província de Sichuan, citado pela agência de notícias Xinhua.
No balanço anterior, em que a Xinhua também citava autoridades locais, estimava-se que o terremoto podia ter matado entre 3.000 e 5.000 só em Beichuan, na Província de Sichuan, onde 80% das construções desabaram e cerca de 10 mil pessoas ficaram feridas.
| Arte Folha Online |
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A população de Beichuan é de 161 mil pessoas. A localidade faz parte da cidade de Mianyang, a cerca de 160 km de distância da capital da Província, Chengdu.
O epicentro do tremor, registrado por volta das 14h30 locais (3h30 de Brasília), foi localizado a 93 km de Chengdu, capital de Sichuan e onde vivem mais de 10 milhões de pessoas, segundo o Instituto Nacional de Geofísica dos Estados Unidos (USGS).
O número de mortos pode aumentar, já que autoridades e equipes de resgate fazem contato com as áreas mais atingidas da Província de Sichuan, onde estradas e linhas telefônicas foram afetadas.
Mais cedo, a agência informava que ao menos 107 pessoas haviam morrido e 34 haviam ficado feridas. As 107 mortes ocorreram nas Províncias de Sichuan, Gansu e Yunnan, assim como em Chongqing, uma região de 30 milhões de pessoas vizinha a Sichuan, disse a imprensa estatal.
| AP |
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| Motociclista passa em rua coberta por escombros após terremoto na China |
Acredita-se que o tremor tenha sido o pior a atingir a China em 32 anos, desde o terremoto de 1976, em Tangshan, onde até 300 mil pessoas morreram.
O terremoto provocou o desabamento de ao menos oito escolas e deixou centenas de estudantes e professores soterrados, informou a mídia estatal. Neste momento, já anoiteceu nas áreas afetadas, o que atrasa os esforços das equipes de resgate.
Cerca de 900 adolescentes estão soterrados nos escombros de uma escola de três andares que desabou na cidade de Dujiangyan, em Sichuan.
Moradores locais já ajudaram dezenas de estudantes a sair das ruínas e cinco guindastes estão trabalhando no local, enquanto parentes acompanham o trabalho de resgate, informou a Xinhua.
Calma
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu "calma, confiança e eficácia" aos responsáveis pelos trabalhos de resgate e atendimento às vítimas, em sua chegada à Província de Sichuan, epicentro do terremoto que deixou milhares de mortos.
| Chen Xie/AP |
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| Moradores observam prejuízos causados pelo terremoto de 7,8 graus que atingiu a China |
"Compatriotas chineses, em um desastre desta gravidade, precisamos de calma, confiança, coragem e uma organização eficiente", disse Jiabao, no avião que se dirigia à zona atingida, onde aterrissou no começo desta tarde.
Ele acrescentou que os responsáveis por estas tarefas "deverão destinar todos seus esforços para ajudar as pessoas e superar o medo e o cansaço".
Jiabao destacou que pediu aos membros do Partido Comunista da China que concentre seu trabalho no atendimento às vítimas do terremoto, um dos piores sofridos pelo país asiático em 30 anos.
O primeiro-ministro disse que a China "poderá superar o desastre com o trabalho conjunto do povo, do Exército, e sob a liderança do Comitê Central do Partido e do governo".
Exército
O presidente chinês, Hu Jintao, havia ordenado ao Exército o envio de ajuda urgente às vítimas. "O presidente Hu Jintao ordenou grandes esforços para resgatar as vítimas do tremor de terra", informou a agência. Ele enviou suas condolências às vítimas do terremoto.
"O Exército foi mobilizado para auxiliar o governo local do distrito de Wenchuan a avaliar a situação e ajudar nas tarefas de resgate", explicou Tian Yixiang, do Exército Popular de Libertação e membro do departamento de situações de emergência.
O forte terremoto provocou o desabamento de edifícios na Província vizinha de Yunnan. O aeroporto internacional de Chengdu foi fechado provisoriamente.
Com agências internacionais
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