Mundo
12/05/2008 - 13h22

Mesmo sem nomeação definida, Obama inicia campanha presidencial

Colaboração para a Folha Online

Embora a corrida pela nomeação democrata ainda não tenha acabado, o pré-candidato à Casa Branca Barack Obama já adapta sua agenda política para fortalecer sua plataforma presidencial e combater de frente o provável candidato republicano John McCain.

Nesta quarta-feira, após a próxima primária democrata na Virgínia Ocidental --Estado onde pesquisas apontam a rival, Hillary Clinton, como grande favorita--, a equipe de Obama viaja para Michigan, mais especificamente para o Condado de Macomb, local que tradicionalmente é associado aos democratas de Reagan, referência ao ex-presidente republicano dos EUA Ronald Reagan.

Michigan, como aponta o jornal norte-americano "The New York Times", é um Estado visto pelos republicanos como muito competitivo. Embora Obama tenha a preferência dos democratas, ele tem pouco apelo entre os trabalhadores brancos de classe média que forma grande parte do eleitorado local.

Veja a íntegra, em inglês

6mai08 Jason Reed/Reuters
U.S. Democratic presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) meets with residents outside the Raleigh Times Bar in Raleigh, North Carolina, May 6, 2008. Indiana and North Carolina will hold Presidential Primaries on Tuesday. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Democrata Barack Obama se encontra com moradores de Raleigh, na Carolina do Norte

Nos planos de Obama, a viagem para Michigan é uma oportunidade de fazer campanha pela primeira vez e ser conhecido pelos eleitores locais.

Michigan e Flórida adiantaram a data da votação de suas primárias e, como punição do Partido Democrata, perderam o direito à participação de suas comissões de delegados. Diante da anulação da votação, Obama não fez campanha e nem ao menos estabeleceu um escritório no local.

Seguindo esta estratégia, na próxima semana Obama parte para a Flórida, para estabelecer seu nome e plataforma eleitoral para os democratas locais que votaram em massa por Hillary.

Vitória

Os assessores de Obama, ainda segundo relato do "NYT", são rápidos em afirmar que ninguém deve concluir da agenda de campanha do senador que ele considera a disputa pela nomeação encerrada. Eles argumentam que ele irá também a Oregon neste fim de semana, Estado que realiza suas primárias democratas no dia 20.

Contudo, os assessores também afirmam que estão preocupados com a vantagem de tempo de McCain, que conseguiu os 1.191 delegados necessários para a nomeação republicana em março e desde então investe em sua campanha presidencial.

"Nossa agenda reflete o fato de nós ainda estarmos lutando por votos e delegados nos Estados restantes, mas também que nós vamos a lugares que serão competitivos nas eleições de 4 de novembro", disse Bill Burton, assessor de Obama.

Para Burton, McCain está fazendo sua campanha sem nenhum tipo de competição por muito tempo. "E nós vamos ter certeza que os eleitores em Estados competitivos saibam que a escolha desta eleição é entre uma mudança em Washington e o terceiro mandato das políticas de George Bush, que é o que McCain oferece", afirma Burton, em um discurso típico dos democratas.

Comentários dos leitores
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
É de se perguntar como a dinâmica financeira dos americanos consegue estabelecer parâmetros para as instituições e cobrá-las se eles mesmos depositam enormes quantias em eleições que jorram pelo esgoto?
Quanto desperdício!
sem opinião
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Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Cortem sua cabeça!! traidor!! terrorista!! explodam ele!!! Os gritos da platéia nos comícios de MacCain/Palin dão o tom da temperatura que os ataques republicanos provocaram. MacCain com sua eterna dubiedade, primeiro fingiu-se de morto perante o problema, para dias depois de tentar destruir a imagem de Obama ao dizer que ele é um homem de família, honesto e merece respeito. Tal como no episódio da crise de Wall Street, quando abandonou a campanha para "ajudar" no pacote, MacCain nada mais faz que tentar tirar proveito político das situações. Usando a teoria do bode, onde alguém coloca o animal no meio da sala, e dias depois quando o desespero familiar já fêz com que todos brigassem entre si pela presença do animal, a mesma pessoa que o colocou tem a brilhante idéia de retira-lo, deixando assim todos muito agradecidos. Ao ir a Washington MacCain só atrapalhou as negociações, e agora depois de muitos xingamentos provocados pelos próprios ataques de sua campanha o candidato coloca panos quentes para acalmar sua turma e assim parecer respeitador. Ao não focar na crise financeira MacCain só mostra que tendo oito casas para morar está totalmente afastado da realidade da classe média que luta para manter seus lares e economias. A irresponsabilidade eleitoral é tanta que partidários republicanos que imprimiram cédulas eleitorais (oficiais) no estado de New York escreveram Barack Osama no campo de marcação do voto. Vale tudo.
Os números mostram que isso não funciona, é o fim.
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Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
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