Mundo
12/05/2008 - 14h11

Ex-deputado republicano Bob Barr anuncia candidatura às eleições dos EUA

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Colaboração para a Folha Online

O ex-representante (deputado) republicano Bob Barr acaba de anunciar sua candidatura às eleições presidenciais dos Estados Unidos pelo Partido Libertário.

Em uma disputa que corre há mais de um ano entre os democratas e republicanos e que se atrela cada vez mais aos perfis dos seus últimos três candidatos --Hillary Clinton, Barack Obama e John McCain --, a candidatura de Barr seria um passo de pouco impacto político mas que muitos especialistas acreditam afetar o republicano McCain.

Barr, um congressista republicano pela Geórgia entre 1995 e 2003, ficou conhecido pela sua participação no processo de impeachment do ex-presidente Bill Clinton, marido da pré-candidata democrata Hillary Clinton. Foi ele quem preencheu a resolução da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) no final de 1997 pedindo o impeachment de Clinton --após o escândalo de seu envolvimento com uma estagiária da Casa Branca-- e serviu como um dos diretores do julgamento de processo no Senado, em 1999.

5abr08 Molly Riley /Reuters
 Texto: Former Congressman Bob Barr (R-GA) speaks during an interview with Reuters in Washington April 10, 2008. Barr announced the launch of the Bob Barr 2008 Presidential Exploratory Committee on April 5, 2008. REUTERS/Molly Riley (UNITED STATES)
Ex-republicano Bob Barr anuncia sua candidatura pelo Partido Libertário

Ele saiu do Partido Republicano há dois anos, dizendo que desejava dedicar-se à luta pela liberdade civil na guerra contra o terrorismo.

Ele competirá pela nomeação às eleições gerais na convenção nacional do Partido Libertário, que começam em 22 de maio, em Denver.

Na coletiva de imprensa convocada para anunciar sua candidatura, Barr disse que nenhum outro candidato está abordando temas importantes como "preservação fiscal" e o desejo de "reformular o país segundo à imagem de nossos pais fundadores".

Barr afirmou ainda que os partidos democrata e republicano estão semeando o medo e ignorando "grandes princípios constitucionais" como habeas corpus, separação das esferas do poder e "as regras da justiça em vez das regras dos homens".

O libertário reconheceu que os norte-americanos estão preocupados que, mesmo com as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, o governo federal ainda cresce. "Eles não vêem mudança no apetite de Washington pelo dinheiro [do povo]. Eu acredito que eles merecem algo melhor", afirmou.

Partido Libertário

O Partido Libertário foi criado em 1971 como um reduto de republicanos e democratas desiludidos com os seus partidos. Seus filiados defendem que a resposta para os problemas políticos dos EUA é "o mesmo compromisso com a liberdade que rendeu à América sua grandiosidade".

Assim, eles apontam como plataforma política a economia de livre mercado, a dedicação às liberdades civis e à liberdade individual e uma política internacional de não-intervenção e livre-comércio.

Embora seja considerado o terceiro maior partido do país, atrás dos democratas e republicanos, o Partido Libertário nunca ganhou nenhuma eleição presidencial e suas porcentagens de votação raramente ultrapassam os 5%. Neste ano, nove candidatos disputam a nomeação libertária e Barr é considerado o favorito por seu histórico na Casa.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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