Mundo
12/05/2008 - 15h04

Cauteloso, Obama deixa que assessores façam as críticas a McCain

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Colaboração para a Folha Online

Na reta final da disputa pela nomeação democrata, o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama mantém sua filosofia de mudar o modo corrupto como é feita a política dos Estados Unidos e deixa a seus assessores o papel de lembrar as polêmicas do passado do seu rival republicano, o provável candidato John McCain.

Neste sábado (10), após uma viagem de dois dias por Oregon --com primárias democratas marcadas para o dia 20--, Obama foi questionado por repórteres se considerava justo um de seus assessores, o representante (deputado) Peter DeFazio, ter lembrado o papel de McCain em um escândalo de quase 20 anos ao introduzir o democrata em um comício na Universidade de Oregon.

Como tem feito nos escândalos envolvendo sua equipe ou pessoas ligadas a ele, Obama tentou distanciar-se dos comentários de DeFazio. "[O representante] obviamente fez um discurso que não foi o meu discurso", afirmou.

Na ocasião, DeFazio lembrou um velho escândalo de McCain para explicar porquê o republicano defende a menor regulamentação governamental da economia. "Eu acredito que talvez para um cara que estava envolvido até o pescoço com a Keating Five e o escândalo dos empréstimos, menos regulamentação é melhor", afirmou, referindo-se ao escândalo que quase encerrou a carreira política de McCain no final dos anos 80.

Na época, ele e mais quatro senadores tentaram influenciar órgãos federais a beneficiar o milionário Charles Keating, mais tarde condenado. Os outros quatro saíram da política e McCain até hoje intitula o evento como "o pior erro" da sua vida.

Contudo, Obama fez questão de ressaltar que lembrar aos eleitores dos antigos escândalos de McCain era parte das bases de uma campanha política, algo que não associa à política velha de Washington que combate em seus discursos.

"Os registros públicos com os assuntos sobre os quais John McCain escreveu e pelos quais se desculpou são fundamentais para a Presidência. Eu não posso brigar com o povo americano que quer saber mais sobre isso", afirmou Obama.

McCain preferiu não responder pessoalmente. Em seu lugar, o porta-voz republicano Tucker Bounds disse que se "Barack Obama não tem a força para manter seus próprios padrões, como ele vai lutar pelos americanos trabalhadores que precisam de uma economia fortalecida?".

Campanha democrata

Obama terminou sua visita de dois dias em Oregon com um comício para cerca de 8.000 pessoas em uma escola de Bend.

Segundo reportagem do jornal norte-americano "Los Angeles Times", Obama abordou brevemente no evento a sua escolha para um vice-presidente da chapa democrata.

O democrata foi perguntado sobre a coluna do conservador Robert Novak no jornal "Chicago Sun-Times" em que o jornalista afirma que Hillary Clinton não será sua vice-presidente porque sua mulher, Michelle Obama, sente grande hostilidade pela ex-primeira-dama.

"Minha mulher não fala com Bob Novak freqüentemente", respondeu Obama, em tom sério. Com as chances de Hillary na corrida democrata cada vez menores, democratas sugeriram que ela fosse escolhida vice-presidente da chapa do senador, como uma forma de unir o Partido diante da candidatura republicana.

Ainda segundo o jornal, Obama passou o dia das Mães em sua casa em Chicago e não foi a igreja batista que frequenta há 20 anos e onde conheceu o polêmico reverendo Jeremiah Wright. "Eu não vou ser um peso para a igreja com a minha presença e, como conseqüência, com a sua presença", justificou Obama, referindo-se aos repórteres.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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