Saiba mais sobre a economia da China
da Folha Online
O crescimento vigoroso da economia da China, ao mesmo tempo em que é celebrado pelo governo do país, faz crescer os temores de que a expansão esteja acelerada demais. Um indicador dessa tendência é o índice de inflação: os preços ao consumidor no país subiram 8,5% em abril, na comparação com abril de 2007. O índice superou o registrado em março, quando os preços ao consumidor tiveram alta de 8,3% (em fevereiro, o índice subiu 8,7%, maior em 12 anos).
A alta dos alimentos responde por parte considerável desse resultado --os preços na categoria subiram 22,1% no mês passado. Além dos alimentos, outros itens vêm pressionando a inflação, como petróleo e metais. O Banco do Povo da China (BC chinês) vem adotando medidas como elevações de juros para controlar os preços e desaquecer a economia.
Nas previsões dos analistas, as medidas para controlar o ritmo econômico da China devem começar a conter o crescimento do país no médio prazo: dos 11,9% de crescimento atingidos no ano passado, o PIB deve apresentar uma expansão de 8,5% em 2012. Nesse período, a consultoria EIU (Economist Intelligence Unit) prevê que a demanda doméstica deve ganhar força --a fim de compensar uma certa redução nas exportações--, com o aumento dos salários no país. Mesmo com o risco de que a confiança do consumidor tenha uma ligeira queda, os gastos do governo seriam suficientes para compensar.
O investimento fixo deve apresentar um crescimento lento na comparação com 2007, em parte devido a aumentos de juros e a inflação deve continuar a servir como teste de resistência para as políticas econômicas até 2012. A crescente expansão da demanda por alimentos também deve pressionar os índices de inflação nos próximos anos.
O governo chinês deve manter o controle sobre a taxa de câmbio, permitindo uma valorização gradual em relação ao dólar. Com o yuan mantido desvalorizado em relação à moeda americana, os produtos chineses chegam aos mercados internacionais mais baratos que os americanos. O governo americano vem pressionando por uma maior flutuação da moeda chinesa.
O BC chinês estabeleceu uma margem de 0,5% na qual o yuan pode flutuar em relação ao dólar. O sistema de câmbio do país passou a ser flutuante, mas controlado, em que a referência passou a ser a cesta de moedas (formada por dólar, euro, iene e won), com base no comércio exterior.
O superávit comercial da China bateu um novo recorde em abril ao atingir US$ 16,680 bilhões, apesar da anunciada intenção de Pequim de reduzi-lo e evitar assim conflitos comerciais com o Ocidente. A Administração de Alfândegas da China informou hoje por meio de seu site que o saldo de abril supera em 19,6% o de março, mas é inferior em 1,3% ao de abril de 2007.
As exportações chinesas aumentaram em abril 21,8% em relação ao mesmo mês do ano passado até atingir US$ 118,7 bilhões. Enquanto isso, as importações cresceram 26,3% para US$ 102 bilhões.
A previsão da EIU para o crescimento do PIB neste ano é de 9,6%, e de 9% para 2009. A inflação em 2008 deverá ser de 5,9%.
Leia mais
- Tremor de 7,8 graus mata mais de 8.700 na China, diz governo
- Mortos em terremoto na China ultrapassam 8.500, diz agência local
- Mortos em tremor na China podem chegar a 5.000, diz agência local
- Terremoto na China não afetou instalações olímpicas, diz organização
- Saiba mais sobre a China
- Envie seu relato sobre o terremoto na China
- Veja a galeria de fotos do terremoto que atingiu a China
Livraria
- Saiba como os chineses tratam os mais velhos e veja vocabulário de compras
- Guia ilustrado traz informações sobre as atrações da China
- Guia com mapas desdobráveis desvenda Pequim
Especial

