Hillary planeja como sair fortalecida da disputa, diz assessor de Obama
Colaboração para a Folha Online
A matemática do sistema eleitoral norte-americano mostra que as chances da pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton são quase nulas e ela agora, segundo um proeminente assessor de seu rival, Barack Obama, planeja um modo de sair da corrida pela nomeação sem parecer que simplesmente se rendeu.
"Hillary está tentando descobrir como pousar o avião sem parecer uma rendição", disse o assessor, que não quis se identificar, à rede de televisão CNN.
Na prática, isso significaria encerrar sua campanha nas próximas semanas e ao mesmo tempo estabelecer a posição mais fortalecida possível para abrir caminho para uma chapa conjunta com Obama.
Segundo Carl Bernstein, analista político da CNN, amigos e assessores próximos de ambos os pré-candidatos democratas estão convencidos de que, se efetivamente perder a corrida democrata, Hillary vai lutar com a mesma garra pela vice-Presidência.
O tema é ainda delicado e são poucos os que se arriscam a declarações sobre a chapa, já que, oficialmente, Hillary ainda disputa bravamente pela nomeação. Uma pessoa próxima a Hillary --que também não quis se identificar-- apresentou o seguinte cenário. O Partido Democrata deve declarar Obama como o nomeado na primeira semana de junho, logo após o fim das primárias, mas Hillary continuará lutando com todo mundo, o comitê de regras, os líderes partidários, e argumentando que é a melhor candidata para garantir a vitória nas eleições gerais.
| 11mai08 Elise Amendola/AP |
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| Senadora Hillary Clinton cumprimenta eleitores na Virgínia Ocidental |
"Ela dirá, 'eu ganhei nos Estados mais importantes, eu tenho quase a metade dos delegados, eu tenho fortes eleitorados que ele não tem; eu sou a "senhora dos trabalhadores" [...] e ele não poderá ganhar sem minha parceria na chapa'", afirmou a fonte.
Outra fonte influente no Partido Democrata ouvida pela CNN acrescenta que a saída da ex-primeira-dama não será tranqüila. "Obama está numa posição terrível. Ele marcha em um ritmo diferente. Ele não quer ela na chapa, mas talvez ele tenha que aceitar [...] mesmo depois de todos os ataques dela e de Bill Clinton", conta.
Do outro lado, muitos democratas importantes que apóiam a candidatura de Obama prevêem que ele, e sua mulher Michelle, vão resistir vigorosamente a qualquer esforço de Hillary de formar uma chapa conjunta.
Em sua coluna no jornal "Chicago Sun-Times", o jornalista conservador Robert Novak afirma que Hillary não será vice-presidente porque Michelle sente grande hostilidade pela ex-primeira-dama. Questionado em um comício, Obama respondeu em tom sério: "Minha mulher não fala com Bob Novak freqüentemente".
Para esta parte dos democratas, o cenário mais provável é que Obama convença Hillary a permanecer como senadora por Nova York ou a aceitar uma outra posição em seu governo, caso seja eleito presidente.
Saída
O Partido Democrata espera que Hillary desista da corrida democrata pela nomeação após as primárias de 3 de junho, evitando uma convenção nacional de muita disputa. Contudo, há ainda muitas dúvidas sobre como a ex-primeira-dama deixará a campanha a qual se dedica há mais de um ano.
Isso pode acontecer de maneira habilidosa e tranqüila, parando de vez com os ataques à candidatura de Obama e restaurando a união do Partido Democrata.
Pode ser também uma saída explosiva, deixando para John McCain um legado de novos ataques e revelações bombásticas de Obama para serem usadas na campanha presidencial. Mas, com uma reputação a manter no partido, especialistas acham difícil que Hillary intensifique os ataques ao rival democrata.
De qualquer forma, Hillary continua determinada a permanecer na disputa pela nomeação até o final das primárias e investe agora nos delegados de Michigan e Flórida --que tiveram suas primárias anuladas por adiantar a data da votação-- como último argumento de que pode sim ser a candidata democrata a enfrentar com sucesso McCain nas urnas no dia 4 de novembro.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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