Começa votação na Virgínia Ocidental que pode definir futuro de Hillary
Colaboração para a Folha Online
As urnas da Virgínia Ocidental foram abertas às 6h (7h em Brasília) desta terça-feira para que os eleitores democratas participem de mais uma etapa da acirrada corrida pela nomeação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. A votação vai até às 19h (20h em Brasília).
A pré-candidata democrata Hillary Clinton é vista como a grande favorita para ganhar esta votação que coloca em jogo apenas 28 delegados.
Uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira pela Universidade de Suffolk, em Massachusetts dá à ex-primeira-dama uma vantagem de 36 pontos percentuais sobre seu rival, Barack Obama, que teria apenas 24% dos votos, contra 60% de Hillary.
| 11mai08 Elise Amendola/AP |
![]() |
| Democrata Hillary Clinton cumprimenta eleitoras em um evento na Virgínia Ocidental |
Contudo, mesmo uma vitória tão ampla para Hillary não é suficiente para modificar as poucas chances na disputa nacional. Segundo a rede de televisão CNN, Hillary continua atrás da corrida democrata com 1.697 delegados contra 1.869 de Obama.
Isso significa que ela precisa conquistar 172 dos 217 delegados restantes nestas últimas seis primárias --incluindo Virgínia Ocidental. Pela matemática do processo eleitoral norte-americano --na qual os delegados são divididos proporcionalmente ao voto popular obtido por cada candidato--, as chances são muito poucas de que ela reverta o quadro.
Pelo mesmo cálculo, Obama também não deve conseguir mais 156 delegados para alcançar os 2.025 necessários para garantir a nomeação democrata neste ciclo de primárias. A disputa passa então para ela para os superdelegados, os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente da votação popular.
E aí, mais uma evidência de que a disputa democrata já determinou seu vencedor. No começo do ano, Hillary --em muito influenciada pelos dois mandatos de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton-- contava com uma margem de mais de cem superdelegados.
Com as vitórias constantes de Obama e sua popularidade crescente, muitos destes líderes, incluindo amigos de longa data da família Clinton, mudaram de lado e apostaram seu voto no jovem senador por Illinois.
Na semana passada, Obama deu mais uma prova de sua força na disputa e, pela primeira vez em mais de um ano e meio de campanha, superou Hillary no número de superdelegados. Agora, segundo a CNN, Obama tem 277 superdelegados contra 273 de Hillary.
Crucial
Nesta segunda-feira, Hillary reiterou que, apesar das probabilidades, ela continua na corrida democrata e que nenhum candidato democrata desde 1916 ganhou a Casa Branca sem antes ganhar as primárias da Virgínia Ocidental.
| Jae C. Hong/AP |
![]() |
| Democrata Barack Obama joga sinuca em um bar em South Charleston, Virgínia Ocidental |
"É especialmente importante que os eleitores da Virgínia Ocidental vão às urnas porque os olhos do país e possivelmente de todo o mundo estarão na Virgínia Ocidental na noite de amanhã [esta terça-feira]", afirmou Hillary em sua parada em Clear Fork.
"Virgínia Ocidental está tomando uma decisão que tem conseqüências muito amplas e que vai mandar uma mensagem às pessoas sobre o que vocês esperam do seu próximo presidente", continuou.
O argumento defendido pela equipe de Hillary é de que ela é mais elegível nas eleições gerais de 4 de novembro porque ela foi bem em Estados importantes como Ohio e Pensilvânia, além de Flórida e Michigan --onde ela luta para que os delegados, punidos pelo adiantamento da data de votação, sejam validados.
Virgínia Ocidental também é um Estado crucial para as eleições. Bill Clinton ganhou em 1992 e 1996 e George W. Bush conquistou a maioria dos votos das primárias republicanas em 2000 e 2004.
Uma vitória ampla de Hillary no Estado ajudaria também em seu argumento de que ela tem mais votos populares, o que justificaria a sua nomeação sobre Obama. Para isso, sua campanha trabalha intensamente pelas próximas primárias, esperando que o argumento do voto popular convença também os superdelegados que abandonaram a corrida de Hillary.
Leia mais
- Hillary já planeja como sair fortalecida da disputa, diz assessor de Obama
- Análise: Hillary Clinton está pronta para outra batalha em sua difícil guerra
- Cauteloso, Obama deixa que assessores façam as críticas a McCain
- Ex-deputado republicano Bob Barr anuncia candidatura às eleições dos EUA
- Mesmo sem vitória definida, Obama inicia campanha presidencial
- Virgínia Ocidental ganha projeção nacional com primárias democratas
- Virgínia Ocidental vira "ilha da fantasia" de Hillary Clinton
Livraria
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
- Livro explica mudanças que marketing eleitoral trouxe às eleições; leia capítulo
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
Especial





Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar