Mundo
13/05/2008 - 07h00

Começa votação na Virgínia Ocidental que pode definir futuro de Hillary

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Colaboração para a Folha Online

As urnas da Virgínia Ocidental foram abertas às 6h (7h em Brasília) desta terça-feira para que os eleitores democratas participem de mais uma etapa da acirrada corrida pela nomeação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. A votação vai até às 19h (20h em Brasília).

A pré-candidata democrata Hillary Clinton é vista como a grande favorita para ganhar esta votação que coloca em jogo apenas 28 delegados.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira pela Universidade de Suffolk, em Massachusetts dá à ex-primeira-dama uma vantagem de 36 pontos percentuais sobre seu rival, Barack Obama, que teria apenas 24% dos votos, contra 60% de Hillary.

11mai08 Elise Amendola/AP
Texto: Democratic presidential hopeful Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., greets supporters in the rain outside a campaign event in Grafton, W. Va., Sunday, May 11, 2008. (AP Photo/Elise Amendola)
Democrata Hillary Clinton cumprimenta eleitoras em um evento na Virgínia Ocidental

Contudo, mesmo uma vitória tão ampla para Hillary não é suficiente para modificar as poucas chances na disputa nacional. Segundo a rede de televisão CNN, Hillary continua atrás da corrida democrata com 1.697 delegados contra 1.869 de Obama.

Isso significa que ela precisa conquistar 172 dos 217 delegados restantes nestas últimas seis primárias --incluindo Virgínia Ocidental. Pela matemática do processo eleitoral norte-americano --na qual os delegados são divididos proporcionalmente ao voto popular obtido por cada candidato--, as chances são muito poucas de que ela reverta o quadro.

Pelo mesmo cálculo, Obama também não deve conseguir mais 156 delegados para alcançar os 2.025 necessários para garantir a nomeação democrata neste ciclo de primárias. A disputa passa então para ela para os superdelegados, os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente da votação popular.

E aí, mais uma evidência de que a disputa democrata já determinou seu vencedor. No começo do ano, Hillary --em muito influenciada pelos dois mandatos de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton-- contava com uma margem de mais de cem superdelegados.

Com as vitórias constantes de Obama e sua popularidade crescente, muitos destes líderes, incluindo amigos de longa data da família Clinton, mudaram de lado e apostaram seu voto no jovem senador por Illinois.

Na semana passada, Obama deu mais uma prova de sua força na disputa e, pela primeira vez em mais de um ano e meio de campanha, superou Hillary no número de superdelegados. Agora, segundo a CNN, Obama tem 277 superdelegados contra 273 de Hillary.

Crucial

Nesta segunda-feira, Hillary reiterou que, apesar das probabilidades, ela continua na corrida democrata e que nenhum candidato democrata desde 1916 ganhou a Casa Branca sem antes ganhar as primárias da Virgínia Ocidental.

Jae C. Hong/AP
Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., plays pool at Schultzie's bar in South Charleston. W.Va., Monday, May 12, 2008, in anticipation of the state's primary election Tuesday. (AP Photo/Jae C. Hong)
Democrata Barack Obama joga sinuca em um bar em South Charleston, Virgínia Ocidental

"É especialmente importante que os eleitores da Virgínia Ocidental vão às urnas porque os olhos do país e possivelmente de todo o mundo estarão na Virgínia Ocidental na noite de amanhã [esta terça-feira]", afirmou Hillary em sua parada em Clear Fork.

"Virgínia Ocidental está tomando uma decisão que tem conseqüências muito amplas e que vai mandar uma mensagem às pessoas sobre o que vocês esperam do seu próximo presidente", continuou.

O argumento defendido pela equipe de Hillary é de que ela é mais elegível nas eleições gerais de 4 de novembro porque ela foi bem em Estados importantes como Ohio e Pensilvânia, além de Flórida e Michigan --onde ela luta para que os delegados, punidos pelo adiantamento da data de votação, sejam validados.

Virgínia Ocidental também é um Estado crucial para as eleições. Bill Clinton ganhou em 1992 e 1996 e George W. Bush conquistou a maioria dos votos das primárias republicanas em 2000 e 2004.

Uma vitória ampla de Hillary no Estado ajudaria também em seu argumento de que ela tem mais votos populares, o que justificaria a sua nomeação sobre Obama. Para isso, sua campanha trabalha intensamente pelas próximas primárias, esperando que o argumento do voto popular convença também os superdelegados que abandonaram a corrida de Hillary.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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