Fujimori é acusado de vender armas às Farc em 1999
da Efe, em Lima
Um promotor peruano acusou nesta segunda-feira o ex-presidente Alberto Fujimori, preso em Lima desde setembro, de vender ilegalmente 10 mil fuzis às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em 1999, informaram fontes oficiais.
O promotor Jorge Chávez Cotrina denunciou Fujimori (1990-2000) pelos crimes de violação e conspiração à soberania de um Estado estrangeiro, tráfico de armas e formação de quadrilha, revelou a agência estatal "Andina".
O ex-governante foi interrogado por Chávez Cotrina no Chile, onde ficou detido entre o final de 2005 e setembro do ano passado, quando foi extraditado ao Peru. No entanto, em todos os encontros ele negou qualquer participação no tráfico de armas.
Fujimori e seu ex-assessor de inteligência Vladimiro Montesinos ofereceram uma entrevista coletiva em 2000, na qual informaram a detenção de uma suposta máfia de tráfico de armas às Farc.
No entanto, no final desse ano o ex-chefe do Serviço de Inteligência Nacional (SIN) Humberto Rozas denunciou que Montesinos armou a entrevista coletiva, ao advertir que a CIA (Agência Central Inteligência dos Estados Unidos) tinha descoberto a operação ilícita.
Chávez Cotrina solicitou ao Poder Judiciário o início dos trâmites para pedir ao Chile a ampliação da extradição de Fujimori, aprovada no ano passado por dois crimes de abusos dos direitos humanos e cinco de corrupção.
Atualmente, o ex-governante é processado pelo massacre de 25 pessoas em 1991 e 1992, nas mãos do grupo militar encoberto Colina, e pelo seqüestro do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer, em 1992.
Montesinos foi condenado em 2006 pela venda de armas às Farc a 20 anos de prisão, depois que se comprovou sua cumplicidade com os irmãos Luis Frank e José Luis Aybar Cancho, com quem comprou os fuzis AKM na Jordânia que depois foram lançados em pára-quedas em um ponto da selva colombiana.
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